segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Questionário de Proust

Lá pelos idos de 1886, o então futuro escritor, Marcel Proust, na época com treze anos de idade, estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma "modinha", como se diz, uma brincadeira que teve origem na Inglaterra vitoriana, e que consistia numa diversão de salão chamada “Confissões”, na qual os participantes respondiam a uma pequena lista de perguntas pessoais. Essa se tornou uma brincadeira bastante comum nos refinados salões da Belle Époque, e se tornou uma fonte de assuntos e de animações para as festas, uma forma original de entreter os convidados.

Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, a primeira quando era menino, aos treze anos de idade, e outra, já um rapaz de vinte anos, quando servia o exército francês. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que virou uma espécie de padrão até de entrevistas jornalísticas! Hoje, o pouco que se sabe da vida pessoal de Proust foi praticamente “deduzido” dos questionários respondidos, reencontrados pelo filho da prima Antoinette, e publicados em 1924. Através do questionário, pode-se conhecer bastante da personalidade e das aspirações do escritor, o que sempre instigou críticos, admiradores e fãs. Em homenagem ao autor de Em Busca do Tempo Perdido, que gostava do jogo, a brincadeira é internacionalmente conhecida hoje pelo nome de “Questionário Proust” e como eu sempre gostei de disparates, divido com vocês as minhas respostas:

1. Qual é sua maior qualidade?
Acho que minha maior qualidade é ser intensa. 

2. E seu maior defeito?
Eu não sou boa em definições, talvez essa seja meu maior defeito :B

3. A característica mais importante em um homem?
Eles devem ser carinhosos e firmes. Devem escutar e saber parar uma ladainha... Eles devem olhar para os olhos antes de olhar para o corpo. Eles devem saber usar o seu "jeito protetor"...

4. E em uma mulher?
Elas devem ser gentis e firmes. Elas devem ser acolhedoras e saber escutar. Elas devem ser transparentes e sinceras. Devem dizer o que pensam.

5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
Eles são únicos e intensos. São completos e tem lacunas a serem preenchidas e encaixadas.

6. Sua atividade favorita é...
Dormir e sonhar, eu adoro... mas troco noites de sono por conversas agradabilíssimas que viram a noite.

7. Qual é sua ideia de felicidade?
Olhar para trás e me sentir satisfeita com o que já caminhei; olhar para frente e ter esperança no que está por vir e ter segurança por onde ando.

8. E o que seria a maior das tragédias?
Ser vencida pela própria insegurança, pelo medo, pela dúvida. Ser cega diante da verdade me apresentada claramente.

9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Não sei. Com certeza me inventaria.

10. E onde gostaria de viver?
Na minha casa, com o meu arrumado e a minha bagunça. Minhas fotos coladas na parede, uma boa música tocando na rádio e felicidade espalhada no ar.

11. Qual sua cor favorita?
Não sei, talvez verde.

12. Uma flor?
Tulipas

13. Um pássaro?
Fenghuang - a fênix chinesa.

14. Seus autores preferidos?
Eu não tenho autores preferidos. Eu tenho algumas histórias favoritas. Quem as escreveu foram: Marcia Kupstas, Janina Bauman, Markus Zusak, Martha Medeiros, Caio Fernando Abreu, Ana Jácomo, Alexandre Dumas, Carpinejar, Meg Cabot, John Grogan...

15. E os poetas de que mais gosta?
Não tenho poetas favoritos também. Gosto de poemas em particular...

16. Quem são seus heróis de ficção?
Aqueles que são mais próximos possíveis dos heróis-nossos-de-cada-dia.

17. E as heroínas?
Todas as que conseguem se destacar e vencer todas as dificuldades impostas pelos homens e mulheres que não tem as características citadas em 3 e 4.

18. Seu compositor favorito é...
Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Nando Reis, Marisa Monte, Arnaldo Antunes...

19. E os pintores que você mais curte?
Não sou uma boa conhecedora da arte de pintar.

20. Quem são suas heroínas na vida real?
Sem dúvida nenhuma minha Mãe, Avó e tia Dinha.

21. E quem são seus heróis?
Eu sou feminina nesse aspecto. Acho que mulheres salvam mais do que homens. Mas estou esperando pra ser salva por um deles. ;)

22. Qual é sua palavra favorita?
Ela não costuma ser a mesma, mas tem sido революция, revolução em russo.

23. O que você mais detesta?
Os donos da verdade.

24. Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Hitler, Stalin, Mussolini, Fleury, Goebbels e uma galera que eu esqueci.

25. Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?
Eu queria ser tipo a Tempestade. (Natureza ou X-Men? #ficaadúvida).

26. Como você gostaria de morrer?
Na tranquilidade, de uma maneira que amenizasse a dor de quem ficasse.

27. Qual seu atual estado de espírito?
Eu estou extremante simpática (?) hoje! :D (sim, acredite!)

28. Que defeito é mais fácil perdoar?
Os que são mais parecidos com os nossos.

29. Qual é o lema da sua vida?
Eu lá tenho lema. :S "Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago". ♪


E você já pensou sobre o SEU encontro com você mesmo?
Então, quem sabe você não começa como Proust, com um simples questionário dirigido a você mesmo? Além de este ser um ótimo exercício de autoconhecimento, as respostas obtidas podem ser surpreendentes, e até mesmo reveladoras.
Pois é...

Setembro


"A gente começa com janeiro e quando chega setembro, percebe que nunca começou." 

Ah, Setembro... Lá vamos nós hein?! 

Setembro é o mês da primavera, mas já que não há primavera no Ceará, Setembro traz consigo flores não convencionais... 

Ao pensar em Setembro recordo-me de pessoas que passaram por mim e conseguiram levar um pouco de mim e deixaram um pedacinho delas em meu coração. Normalmente em Setembro também descubro algum músico maravilhoso e dedico um bom tempo às suas canções, a deste ano é a talentosíssima Julieta Venegas. Ao pensar em Setembro me vêm na lembrança lágrimas, elas não têm nada haver com o trágico 11/09/01, elas tem sempre haver comigo, só faz 11 dias que o mês começou e eu já chorei mais do que chorei em agosto! Talvez setembro também tenha haver com tomada de consciência, é a época que, inconscientemente, escolho para refletir as bobagens que fiz, é hora de refazer promessas que quebrei a mim mesma, me organizar, e tentar deixar toda a raiva, rancor e chateação irem embora. É, talvez seja por isso que sempre choro muito em Setembro... 

Mas este Setembro já não é tão igual aos passados. Eu já percebi pequenas mudanças, que por mais tolas que possam parecer me deixam feliz e me dão esperança. Então, resolvi que neste Setembro vou me dar mais uma chance:
  • Eu vou voltar a escrever com mais frequência, talvez assim eu me entenda melhor. Eu quero escrever a maioria das coisas que sinto e que penso. Se algo pede de mim dedicação e/ou tempos de reflexões mentais, tentarei transformar em palavras, por aqui. E eu não vou me importar se alguém vai ler o que escrevo. Percebi que me satisfaço quando EU gosto do que escrevo. E só em escrever já estarei mais leve, estarei tirando do peito algumas angustias que me atormentam em horas improprias e não me deixam amar ao próximo. Vou até andar com um caderninho e caneta, pra não ser traída pela memória.
  • Eu vou traçar metas para mim. Faz muito tempo que deixei de fazer lista de objetivos e desejos, porque eu nunca conseguia cumpri-las, muito pelo contrário, eu sempre me afastava mais e mais do que estava escrito. Então estou me desafiando a buscar uma solução para esse revés e a começar a conquistar minhas metas, começando por essa! 

"Abram a gaiola do pensamento! Deixem a alma passear pelo céu de setembro!"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por um instante quis sentir falta de alguém, mas não consegui me lembrar de ninguém. Por outro instante quis inventar uma pessoa, mas eu era tão de verdade naquele momento que me faltou capacidade para ser enganada.

Tati Bernardi

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