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sábado, 25 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
É proibido
É Proibido...
Chorar sem aprender.
Levantar-se um dia sem saber o que fazer.
Ter medo de suas lembranças.
Não rir dos problemas.
Não lutar pelo que se quer.
Abandonar tudo por medo.
Não transformar sonhos em realidade.
Não demonstrar amor.
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.
É Proibido...
Deixar os amigos e só chamá-los somente quando necessita deles.
Não ser você mesmo diante das pessoas.
Fingir que elas não te importam.
Ser gentil só para que se lembrem de você.
Esquecer aqueles que gostam de você.
Não fazer as coisas por si mesmo.
Ter medo da vida e de seus compromissos.
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É Proibido...
É Proibido...
Sentir saudades de alguém sem se alegrar.
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram.
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
Não tentar compreender as pessoas.
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
Deixar de dar graças a Deus por sua vida.
Não ter um momento para quem necessita de você.
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É Proibido... não buscar a felicidade.
É Proibido... não buscar a felicidade.
Não viver sua vida com uma atitude positiva.
Não pensar que podemos ser melhores...
Pablo Neruda
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Tom: - Preciso perguntar algo.
Tom: - O que estamos... O que estamos fazendo?
Summer: - Indo ao cinema.
Tom: - Não... Quero dizer... O que está acontecendo entre nós?
Summer: - Não sei. Quem liga? Estou feliz, você não?
Tom: - Estou.
Summer: - Que bom.
500 Days of Summer ou 500 Dias com Ela,
mas podia ser eu e você.
ingredientes
citações,
expectativas,
filmes,
interesses,
jéssica,
relacionamentos
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Meta de Leitura - Janeiro
Eu já contei pra vocês do Desafio Desafiante 2013. Aproveitei e citei minha Meta de Leitura para 2013, mas resolvi alterá-la, retirei 4 livros e ela está fechada em 30 para o ano.
Hoje vim falar dos livros que li durante o mês de Janeiro. Mas Jéssica, Janeiro já passou e a gente tá quase no fim de fevereiro! Eu sei que Janeiro já foi, mas a arte da escrita tem vontade própria e ela escolheu esse momento para acontecer.
No mês de Janeiro eu tive contato com quatro livros, como eu queria, pois pretendo ler um livro por semana.
O primeiro foi Histórias Intimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil
Autora: Mary del Priore
Editora: Planeta
Páginas: 256
Sinopse: Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque “a concentração de calor na região lombar“ excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós – geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos –, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil. Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas? Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.
Comentário da leitora:
O que me motivou a ler esse livro foi ele mesmo. Ano passado, enquanto estava no laboratório da Universidade, um colega estava com o livro e eu o peguei, curiosamente. Comecei a ler o livro e fui interrompida quando ele foi embora. Quando vi que ele estava disponível no Livro Viajante não perdi a chance de poder concluir a leitura. O livro é muito interessante, traz aspectos históricos e ajuda a entender muitos dos costumes, machismos e preconceitos atuais. Fala de um tempo que sentir desejo era considerado pecado e loucura. A autora fala sobre traição, casamento, o que era atrativo ou não nos homens e mulheres. Faz tudo isso de forma leve e em alguns momentos chega a ficar divertida a leitura. Contudo, por diversas vezes achei que lia algo repetido, que já tinha sido citado e explicado anteriormente. Mas é uma leitura válida, como o texto é fácil e gostoso de ler, nos dando a oportunidade de refletir sobre conceitos, preconceitos, hipocrisia, ou qualquer sentimento enraizado, ou será herdado?
O segundo livro do mês de janeiro foi O Homem que Queria Ser Feliz
Autor: Laurent Gounelle
Editora: Objetiva
Páginas: 167

Sinopse: Imagine descobrir que tudo que você acreditava saber sobre a felicidade está errado. Ou pense como reagiria se lhe dissessem que os motivos por ter colocado de lado de lado suas paixões não passam de uma farsa Narrado em forma de parábola romanceada, O homem que queria ser feliz, best-seller francês já lançado em 17 países, envolve o leitor com a história do professor e, através dela, vai transmitindo uma série de ensinamentos básicos para tornar a vida melhor. Ensinamentos aparentemente tão óbvios, que não são levados em conta pela maioria das pessoas nos momentos de crise e reflexão, quando na verdade, deveriam ser usados como norte.
Comentário da leitora:
Não sei o que me motivou a ler este livro. Ele conta a história de um homem que estava em Bali e que ao encontrar um curandeiro começou a indagar-se sobre a (ausência de) felicidade em sua vida. Através da história uma série de ensinamentos básicos para tornar a vida melhor são transmitidos. Estes ensinamentos aparentemente tão óbvios, não são levados em conta pela maioria das pessoas nos momentos de crise ou de reflexão. Uma parte do livro que gosto bastante: "Quando fala de um projeto para as pessoas a sua volta, receberá três tiros de reações: as neutras, as de encorajamento e as reações negativas que podem fazê-lo desistir. Você não deve confiar em gente que tente desencoraja-lo para apenas suprir uma necessidade psicológica própria. Tem gente que se sente melhor quando você vai mal, e que fará tudo para que você não vá melhor! Ou gente que necessária que você realizasse seu sonho, pois isso lhe faria lembrar sua falta de coragem para realizar os seus. Existe também gente que se sente valorizada com suas dificuldades, pois isso lhes permite lhe oferecer ajuda. Não adianta nada ficar com raiva deles, porque fazem isso inconscientemente. Por isso é conveniente se afastar dessas pessoas ou não falar de seus projetos com elas. Senão, vai se juntas aos milhões de pessoas que não tem a vida que desejam. Em compensação, é muito positivo ver à sua volta uma ou duas pessoas que acreditem em você. Se à sua volta há alguém que acredita em você, em suas capacidades de sucesso isso afastará suas duvidas, seus medos desaparecerão como num passe de mágica. Mas entenda bem: não é preciso que essa pessoa o ajude ou o aconselhe. O que conta antes de tudo é a confiança que deposita em você.".
O livro tem um quê de autoajuda, só por isso não é ótimo.
O terceiro livro foi Cristal Polonês
Autora: Leticia Wierzchowski
Editora Record
Páginas: 176
Sinopse: Cristal polonês é uma história sobre a vida de uma família humilde, de origem polonesa, que vive no Brasil. Marcados por uma tragédia, sua história é narrada pela filha mais velha do casal.
Comentário da leitora:
O que me motivou a ler este livro foi a sua autora. A Leticia Wierzchowski escreveu A Casa das Sete Mulheres e eu achei que esse livro deveria ser bem escrito. Outra coisa que motivou foi o fato de uma gaúcha me emprestar o livro, isso fez com que eu ficasse mais empolgada, já que é um livro nacional, que se passa no Rio Grande do Sul. O livro conta a história da família de Tedda, Paula e Miti, três irmãos descendentes de família polonesa - por parte de mãe -. A grande parte das coisas que têm são de segunda mão, herdados dos tios - irmãos de sua mãe. Quem conta a história é a menina Tedda, onde nos descreve a história desta infância onde tudo de mágico e de perigoso pode suceder, onde nada escapa aos olhos de Deus, onde tirar boas notas pode garantir o sorriso da máma e talvez um sono sem pesadelos. Numa pequena casa onde quase tudo é emprestado e as roupas são grandes demais para seus novos donos, apesar da pobreza e dos grandes perigos de se cometer um pecado, ainda há lugar para os sonhos. Até que um dia, por causa de uma aposta, eles têm a oportunidade de fazer uma viagem para uma casa de campo que faz a alegria dos filhos e muda a vida da família. Talvez eu não tenha entendido bem a história, por isso ela é "só boa"... Não sei por que o livro se chama Cristal Polonês, não achei que o final fosse interessante, mas também não desgostei da Tedda, do Miti e da Paula.
O quarto livro e o último de janeiro foi Aos Meus Amigos
Autora: Maria Adelaide Amaral
Editora: Globo
Páginas: 334
Sinopse: Aos meus amigos tem como tema central um dos principais da literatura de todos os tempos - a amizade. A amizade, porém, se aqui rima com 'fraternidade e solidariedade', não rima necessariamente com felicidade. A história do romance, baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado). É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989, mobilizará a retomada da 'velha turma', que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos. Após o suicídio de Leo, seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram os originais de um livro que teria deixado. Romance ágil, grandemente baseado em diálogos, mais do que em descrições, os fatos e personagens são, então, construídos e reconstruídos por referências e reminiscências, como nas conversas reais. É a palavra falada, enfim, que reina no romance, assim como na vida.
— Lu? É a Bia. Tô ligando pra você pra te dar uma notícia muito triste...
— Alô?
— ...
— Bia? (Será que a linha caiu?)
— Não...
— O que é que está acontecendo?
— Eu não consigo parar de chorar!
— Pelo amor de Deus! Quer me dizer de uma vez o que foi que aconteceu?
— O Leo morreu.
— Alô?
— ...
— Bia? (Será que a linha caiu?)
— Não...
— O que é que está acontecendo?
— Eu não consigo parar de chorar!
— Pelo amor de Deus! Quer me dizer de uma vez o que foi que aconteceu?
— O Leo morreu.
Assim começa o livro, que conta a história do reencontro de uma turma de antigos amigos. Passado e presente se misturam em cada diálogo, mostrando que viver é, no fundo, fazer escolhas.
O livro inspirou a minissérie Queridos Amigos, exibida em 2008 na TV Globo.
O livro inspirou a minissérie Queridos Amigos, exibida em 2008 na TV Globo.
Comentário da leitora:
Eu tive várias motivações pra ler este livro. Primeiro a minissérie, que passou na Globo e eu fiz o possível pra ver, segundo que dei esse livro em um amigo secreto da universidade e a presenteada me disse que adorou, terceiro porque sempre começo escrevendo para os "Malucos Beleza" assim: "Aos meus queridos amigos", quarto: quando estava indo a um sebo pela primeira vez achei o livro no meio de vários populares e o comprei por R$ 8 reais! E pra finalizar, ele fala do tempo da ditadura e foi escrito no ano em que eu nasci. Mas eu tive muito problema em ler o livro, protelei, abandonei até está livre e me dedicar novamente a ele. Conta a história de vários amigos, que no leito de morte de um dos seus amigos se reúnem e relembram o que esta amizade realmente representa na vida deles, o que ela acrescenta ou prejudica. Sim, prejuízos, porque as amizades são compostas de sujeitos e estes com vivências problemáticas. São vários diálogos, o que me confundiu muito no começo, pois tenho mania de decorar a característica dos personagens, o que foi muito difícil, pois eram muitos. Tive vontade de anotar cada um em um papel e ir acrescentando no decorrer da história, mas desisti. Também não achei uma leitura tão fluída, tive que retornar aos diálogos para saber quem estava falando, por exemplo. Eu confesso ter gostado mais da minissérie, mas pra ter certeza, vou assisti-la novamente.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Desafio Desafiante 2013

Eu não sei como ainda não contei aqui, mas aí vai. Faço parte de um grupo no skoob chamado Livro Viajante. Esse grupo tem como proposta interação e o conhecimento de novas pessoas através de um agente especial: o livro.
Como bem disse sua criadora é "um grupo para quem adora fazer circular um livro e, com ele, espalhar a cultura pelo Brasil!". Além de possibilitar novas leituras é possível trocar impressões, fazer grandes amigos e compartilhar carinho e amor através dos livros.
O grupo existe desde setembro/2010, mas eu só entrei em 2012. Desde então já tive a chance de ler 16 livros, vindos de vários lugares do Brasil.
E nem só de receber livros é que se vive no LV, como carinhosamente chamamos o grupo, coloquei dois livros meus para viajarem, Estrelas Tortas e Nunca Antes Na História Deste País. Hoje o grupo tem mais de mil livros que já foram disponibilizados!
Lá ainda, tive a chance de participar do AS de Natal, Amigo Secreto onde passamos cerca de um mês mantendo contato com um amigo oculto e no fim fazemos uma culminância enviando um livro com mimos de presente. Eu recebi da Vanessa Cunha várias guloseimas do Sul, que gerou até briga, porque todos queriam comê-las, juntamente com o livro On The Road, do Jack Kerouac.
Tudo isso só pra contar pra vocês a loucura que eu me propus fazer este ano.
Interagindo lá no grupo uma das meninas compartilho um desafio de leitura para 2013, o Desafio Desafiante 2013. Como eu estava toda empolgada porque li pra caramba ano passado aceitei.
O Desafio consiste em ler somente livros que tenham sido comprados/ganhados de 2012 para trás. Você não poder ler NADA que tenha ganhodo ou comprado em 2013.
Existem 18 desafios criados pela Clícia Godoy dona do Silêncio que eu tô lendo, deles 12 devem ser cumpridos no mínimo. Porém você pode escolher o mês que vai realiza-los! Mas como eu não sou do tipo que gosta de seguir regras eu não escolhi, já que o importante é cumprir 12 desafios. E a Clícia deu uma alternativa de fazer um por mês ou terminar o desafio antes do tempo, lendo até os 18 se quiser!
Deve ser associado um livro para cada desafio, ok?
2. Ligar para um amigo e pedir uma indicação de livro! Se você não tiver o livro, NÃO VALE COMPRAR, peça emprestado.
3. Ler um livro com um doce na capa. - O Clube do Biscoito
4. Ler um livro com um casal apaixonado na capa. - Um Dia
5. Ler um livro que o autor tenha a mesma inicial que a sua. - A Loja dos Suicidas
6. Peça para alguém olhar na sua estante e escolher um livro a muito esquecido. - A Menina que Não Sabia Ler
7. Ler um livro que é citado em ouro livro. - O Grande Gatsby
8. Ler um livro que foi lançado no ano do seu nascimento. - Aos Meus Amigos
9. Ler um livro cujo título tenha mais de 5 palavras. - O Homem Que Queria Ser Feliz
10. Ler um livro que tenha entre 300 e 350 páginas. - Amante da Fantasia
11. Ler um livro nacional. - Cristal Polonês
12. Ler um livro que você ganhou de presente de aniversário.
13. Ler um livro com a capa entre bege e marrom.
14. Ler um livro de zumbis.
15. Ler um livro com a capa feia. (E explicar o porquê não gosta da capa!) - Léo e as caixas de música
16. Reler e resenhar um livro que leu há muito tempo e nunca resenhou!
17. Ler um livro que tenha um personagem com o seu nome ou que tenha o mesmo apelido que você.
18. Ler um livro com a capa com letras amarelas. - Charlotte Street
*As opções em negrito são os desafios que eu aceitei e os nomes em vermelho do lado são os livros que vou ler para cumprir o desafio.
Pra completar minha loucura, eu estou inscrita em diversos LVs, de uma forma que a minha meta de leitura de 2013 inclui 34 livros, até agora. É praticamente um livro por semana! No próximo post vou falar dos livros que já li do desafio, três em janeiro.
Janeiro já passou, mas isso não te impede de fazer parte do desafio. Convido-te a te auto desafiar a fazer viagens inimagináveis no mundo da leitura!
Janeiro já passou, mas isso não te impede de fazer parte do desafio. Convido-te a te auto desafiar a fazer viagens inimagináveis no mundo da leitura!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Pensamento
2012 foi embora, sem retrospectiva, sem grandes considerações. 2013 chega trazendo varias coisas.
Iniciei o ano tranquila, se perspectiva, só colocando uma coisa na cabeça: esse ano eu vou caminhar pra ser quem eu quero me tornar. Quero fazer coisas que sempre tive vontade, tudo dentro das minhas possibilidades, ou não.
Iniciei o ano tranquila, se perspectiva, só colocando uma coisa na cabeça: esse ano eu vou caminhar pra ser quem eu quero me tornar. Quero fazer coisas que sempre tive vontade, tudo dentro das minhas possibilidades, ou não.
Eu não sei, só sei que tô pronta, pro que der e vier. De início já aprendi que somos o que pensamos, e com nossos pensamentos nós construímos nosso mundo. Já que é assim, penso que tudo é possível, e que eu tô pronta para novas vivências.
Seja bem-vindo 2013.
Seja bem-vindo 2013.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Sobre não seguir a correnteza da moda
Eu sempre achei que eu não era igual a elas e por muito tempo isso me incomodou, hoje não.
Talvez pareça presunção, mas não é, é só alto conhecimento.
Estou falando das meninas, de como as mulheres se comportam, fazem escolhas, tomam atitudes ou se comportam.

Eu sou uma pessoa tranquila, talvez desleixada, porque eu não me importo muito com que ocupa o tempo livre das moças de hoje.
Eu não sou vidrada em esmaltes, maquiagem ou cabeleireiros. Eu não curto nem um pouco maxi colar ou sei lá como chama, acho feio pra caramba qualquer coisa que envolva lantejoilas e sirva como veste fora do carnaval. Talvez eu só tenha ficado no passado e não tenha "evoluído", sinceramente, prefiro assim.
Eu não gosto de acordar e colocar maquiagem na cara, eu não gosto de me sentir igual às 99 pessoas ao meu redor, eu não gosto de sentir tendências que não me agradam, simplesmente porque são tendências.
Isso diz um pouco de quem eu sou, um pouco do meu modo de lidar com situações, com correntezas que a vida nos apresenta.
Isso não quer dizer que eu não navegue, vez por outra, nas tendências da vida. Eu escuto sim músicas do hit parede, eu leio best sellers e ainda gosto, meu problema mesmo é com a moda.
Eu prefiro mesmo usar os vestidinhos que minha avó faz, as batinhas que minha tia me dá e ser feliz, porque, pra mim, ser igual a todo mundo não tem a menor graça.
sábado, 22 de setembro de 2012
Namore uma garota que lê.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera por algo ou alguém na rua. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Diga o que realmente pensa sobre Alexandre Dumas. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo de A Menina que Roubava Livros. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Hannah Arendt, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Drummound, e.e.cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma. Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Quintana, num sussurro.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Rosemary Urquico (adaptado)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
A Busca do Ideal
Existem muitos fins diferentes que podem ser buscados pelos homens, fazendo com que estes se sintam plenamente racionais, plenamente realizados, capazes de entendimento, compreensão e iluminação mútuas, da mesma forma que nos iluminamos com a leitura de Platão ou dos romances do Japão medieval - mundos e concepções muito distantes dos nossos. A intercomunicação das culturas no tempo e no espaço só é possível porque aquilo que faz dos homens seres humanos é comum a todos e estabelece uma ponte entre eles. Mas nossos valores são os nossos valores, e os deles são os deles. Somos livres para criticar os valores de outras culturas, condená-los, mas não podemos fingir que não os compreendemos em absoluto ou considerá-los apenas como subjetivos, produtos de criaturas vivendo em circunstâncias diferentes, com gostos diferentes dos nossos, que nada nos têm a dizer.
Existe um mundo composto de valores objetivos. Refiro-me aos fins buscados pelos homens por eles mesmos, para os quais as outras coisas não passam de meios. Não sou cego em relação àquilo que os gregos valorizavam; seus valores podem não ser os meus, mas posso imaginar o que seria viver à luz deles, posso admirá-los e respeitá-los, e até mesmo imaginar-me vivendo de acordo com eles, embora eu não faça - e não o deseje fazer, além de talvez não o conseguir fazer, mesmo que desejasse. As formas de se viver são diferentes. Os fins, os princípios morais são variados. Mas não infinitamente variados: eles devem se situar nos limites do horizonte humano. Caso contrário, estarão fora da esfera humana. Se me deparo com homens que adoram árvores, não como símbolos de fertilidade ou seres divinos, com poderes misteriosos e vida própria, ou por crescerem em um bosque consagrado a Palas Atena, mas apenas porque são feitas de madeira; e se, ao lhes perguntar por que adoram a madeira, eles respondem: “Por que é madeira”, sem qualquer outra explicação, então não sei o que significa tal adoração. Se forem humanos, não são seres com quem eu possa me comunicar- existe entre nós uma verdadeira barreira. Para mim, eles não são humanos. Nem sequer posso chamar seus valores de subjetivos se não consigo imaginar como seria seguir essa orientação de vida.
O que fica claro é que os valores podem se entrechocar - é por isso que as civilizações são incompatíveis entre si. Os valores podem ser incompatíveis entre diferentes culturas, entre grupos. Os valores podem facilmente se chocar no interior de um único indivíduo; e, se isso acontecer, não quer dizer que alguns valores são verdadeiros e outros falsos. A justiça, a justiça rigorosa, constitui um valor absoluto para algumas pessoas, mas não é compatível com valores não menos importantes para elas - a misericórdia, a compaixão - como acontece em casos concretos pertencentes à mesma cultura ou entre você e eu . Você acredita que se deve dizer a verdade em qualquer situação; eu não o faço pois acredito que às vezes isso é demasiado doloroso e destrutivo. Não podemos discutir nossos diferentes pontos de vista; podemos chegar a um acordo, mas ao fim e ao cabo o que você busca talvez não seja conciliável com os objetivos a que dediquei.
Tanto a liberdade quanto a igualdade estão entre os objetivos básicos procurados pelos seres humanos durante muitos séculos; mas a liberdade total para os lobos é a morte dos cordeiros; a liberdade total dos poderosos, dos talentosos, não é compatível com o direito a uma existência decente para os fracos e os menos talentosos. Um artista, a fim de criar uma obra-prima, pode levar um tipo de vida que arrasta sua família para a miséria e a imundice, coisas que são indiferentes para ele. Podemos condená-lo e declarar que a obra-prima deveria ser sacrificada em favor das necessidades humanas; também podemos defender sua posição - mas as duas atitudes supõem valores que para alguns homens e mulheres são os mais importantes, bem como compreensíveis por todos nós se tivermos algum tipo de condescendência, imaginação ou compreensão para com os seres humanos. A igualdade pode exigir a restrição da liberdade daqueles que desejam dominar; a liberdade - sem um mínimo da qual não existe escolha nem, portanto, possibilidade de se permanecer humano, no sentido que atribuímos a essa palavra - está sujeita a restrições a fim de abrir espaço ao bem-estar social, para que o faminto seja alimentado, o destituído seja agasalhado, o sem-teto seja alojado, e abrir espaço à liberdade de outrem, para que possa ser exercida a justiça ou a probidade.
Antígona defronta-se com um dilema para o qual Sófocles sugere uma solução, Sartre oferece a oposta, enquanto Hegel propõe a “sublimação” em um nível mais elevado - pobre consolo para os que são atormentados por tais dilemas. A espontaneidade, uma maravilhosa qualidade humana, não é compatível com a capacidade de planejamento organizado, de um cálculo correto a respeito de como, até que ponto e onde agir - e disso pode depender em grande parte o bem-estar da sociedade. Todos temos consciência das angustiantes alternativas propostas por um passado recente. Deve o homem resistir a uma tirania monstruosa a qualquer preço, mesmo que isso custe as vidas de seus pais ou filhos? Deve uma criança ser torturada para se obter informações sobre perigosos traidores ou criminosos?
Esses choques de valores constituem a essência do que eles são e do que nós somos. Se nos dizem que tais contradições serão dissipadas em um mundo perfeito no qual todas as coisas boas podem, em princípio, ser harmonizadas, então devemos responder aos que afirmam isso que o sentido dos termos denotativos dos valores conflitantes não é o mesmo para nós e para eles. Devemos dizer que se encontra totalmente fora de nossa compreensão um mundo no qual não esteja em conflito aquilo que vemos como valores incompatíveis; que os princípios em harmonia nesse outro mundo não são os princípios com que estamos familiarizados em nossa vida diária; se eles se mostram diferentes, é porque foram transformados em concepções por nós desconhecidas neste mundo. Mas é neste mundo que vivemos, e é daqui que devemos crer e agir.
A noção do todo perfeito, a solução final, em que todas as coisas boas coexistem, não me parece apenas inatingível - isso é um truísmo - mas, conceitualmente incoerente; não sei o que significa uma harmonia desse tipo. Alguns dos Grandes Bens não podem estar em convivência. Essa é uma verdade conceitual. Somos condenados a escolher e cada escolha traz o risco da uma perda irreparável. Felizes os que vivem sob disciplina que aceitam sem questionar, que obedecem espontaneamente às ordens de seus líderes, espirituais ou temporais, cuja palavra aceitam como lei infrangível; igualmente felizes os que, através de seus próprios métodos, chegaram a convicções claras e inabaláveis com relação ao que fazer e o que ser, sem a menor sombra de dúvida. Só posso dizer que os que se instalam nesses confortáveis leitos do dogma são vítimas de uma miopia auto-imposta, antolhos que podem trazer contentamento, mas não a compreensão do que significa a humanidade do ser.
Isaiah Berlim
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O escritor
Tem gente que é apaixonada por jogador de futebol, cantor ou até um ator de cinema. Tem fã que tatua a cara do indivíduo no corpo, joga calcinha no palco ou ataca ele na rua. Quem nunca sonhou com um Miroslav Close pra dividir o sorvete ou ainda alguém como Ryan Lochte te acompanhando em um passeio pelo shopping, quem nunca quis ter Rafael Nadal falando ao seu ouvido?
Eu já, apesar de só um desses três ser bom com uma bola nos pés. Também já fui completamente encantada e até prometi em casamento Chris Martin e Frejat. Lógico que já desejei ter sonhos impublicáveis com Jared Padelecki ou/e Jensen Ackles. Acho que isso é completamente normal.
Mas, porque sempre tem um porém nas minhas histórias, acho que sempre soube dividir bem possibilidade de realidade, quer dizer, teve o caso do Thiago Pereira, mas vou relevar nesse momento...
Uma coisa interessante nessa história toda é que apesar de ter um chamego com esses homens lindos, eu nunca me vi casada com nenhum deles, nem na vida fictícia. Ao planejar o futuro nunca quis que os pais dos meus filhos fossem atletas lindos ou famosos ídolos. Desde a 6ª série, quero ser esposa de um escritor.
Já disse mais de uma vez aqui que, pessoas que escrevem bem, ou melhor pessoas que conseguem deixar um pouco de si no que escrevem me encantam muito e isso não é de hoje. Fui alimentando essa história, fantasiando, até o ensino médio. Foi ai que limitei mais ainda a coisa, disse que não bastava ele escrever, ele tinha de ser jornalista! É jornalista, porque era o que eu desejava fazer e era lá que eu queria encontrá-lo, apressadinha, não?
Mas do mesmo jeito que o jornalismo não veio pra mim, ele também deixou de ser um pré-requisito pro meu escritor. Acho que quando a pessoa escreve bem, ela não precisa ser jornalista, melhor ainda se não for, eu acho, porque leva a escrita por prazer, por atividade da alma, por alimento do intelecto.
Nunca me apaixonei por nenhum escritor em particular, não consigo. Acho que gosto de cada história de um jeito particular e não pelo modo como seu dono a fez, mas tenho amigos que me deixam imensamente feliz cada vez que me escrevem um recado em papel de bala ou em um guardanapo amassado.
Me escrevam, me encantem e vamos construir juntos nossa história! :*
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Poliamor
Ouvimos falar de poliamor já há algum tempo, tentei de uma forma muito iniciante tratar dele na história do Levi, da Julia e da Sofia, mesmo sem saber exatamente do que se trata. Outro exemplo é o seriado de sucesso que a Rede Globo passou, chamado Aline. Lá o relacionamento era composto por uma moça e dois rapazes que moravam harmoniosamente juntos. Na prática, na vida real, no dia a dia pra valer, você encararia uma situação assim?
Poliamor é uma forma de amor que, ao meu ver, somente pessoas evoluídas, desapegadas e afins são capazes de ter. É uma forma de amor, em que se pode amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, é uma relação mais profunda onde envolve sentimentos e consentimento entre todas as partes envolvidas. Não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. A ideia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação sexual.
Eu queria muito ser evoluída e desapegada pra chegar a esse ponto, dividir alguém, não ter esse sentimento de posse, essa relação de detentor do amor, mas não é simples, todavia não acho que seja impossível. Quem nunca gostou de 2 ao mesmo tempo? O amor tem formas diferentes, algumas vezes se ama mais de uma pessoa, os relacionamentos regidos pelo tradicionalismo conservador são regados por egoísmo, possessividade e ciúme.
Nos acostumamos com o usual e olhamos feio para o diferente. Já tentei conversar sobre isso com várias amigas e elas sempre chegam na mesma fala: "Essa modernidade não dá pra mim." Mas por que não? Um relacionamento que funciona de verdade, não é aquele no qual as pessoas envolvidas estão felizes? Então quem disse que a monogamia é modelo de felicidade?
terça-feira, 12 de junho de 2012
Love Sucks
Imagino que assim como eu, você que é solteiro, não é a pessoa mais feliz do mundo no dia dos namorados. Como qualquer data comercial, o Dia dos Namorados também é um dia cretino. Aliás, talvez a mais cretina de todas as datas em que você é forçado a comprar um presente.
Acredito que de um modo geral, só os apaixonados e os lojistas gostem dessa data.
Doze de junho é um dia chato pra caralho, as pessoas ficam querendo provar que amam seus parceiros, através de exibições públicas, porque o sentimento só verdadeiro se todos os habitantes do planeta ficam sabendo. Então, esses apaixonados (ridículos) enviam flores, enchem as redes sociais de declarações e no fim do dia, trocam presentes, sempre esperando mais ser satisfeito do que satisfazer, porque antes de apaixonados eles são humanos e sendo humanos, são filhos da puta.
E a culpa de nos sentirmos tocados por essa data vem dos apelos comercias. Você liga a TV e vê propagandas emocionantes de perfumes com casais perfeitos protagonizando cenas tenras de romance barato; abre o jornal e se depara com um ensaio sensual de lingerie com os dizeres do tipo "neste Dia dos Namorados abuse de sua sensualidade". Porra! A interpelação midiática chega a ser covarde! Por isso, mesmo que você não namore ou coisa do tipo, você acaba sendo obrigado a viver a data da mesma maneira.
Vocês deve tá pensando: "Nossa, como a Jéssica é mal-amada!". É talvez eu seja mesmo, talvez isso se dê pelo fato de eu não ter comemorado um dia dos namorados descente e/ou talvez por essa ausência de babaquice, digo, de paixão, é por isso que eu vejo esse dia como algo extremamente trivial e catalogado na classe A da encheção de saco.
Pior que não são só os apaixonados que torram sua paciência nesse dia, mas os solteiros e suas tias chatas também, então, vamos citá-los um a um.
Como já me queixei, não dá pra ficar na internet no dia dos namorados. Ou você tem que aturar fotos, declarações manjadas de amor ou tem que aturar os solteiros, que estão na maior fossa por estar sozinhos mais este dia. Então, disputando espaço com quem ama mais, lá está a pessoa que se aluga pro dia dos namorados, que tira foto sozinho pra deixar claro pra todos que está ali, em mais um ano, encalhado, chorando por não estar jantando com alguém em plena terça-feira.
É nesse momento que você resolve sair da internet e sentar no sofá da sala, pra ver se esse dia te deixa de vez. Chega a pessoa que você menos quer encontrar neste dia. Não, não é o seu ex, é a sua tia, aquela chata que sempre tem o mesmo repertório na ponta da língua: "Cadê os namorados? Você já está namorando? Não acha que já está na hora?". Cara, só eu que tenho vontade de sumir quando tenho que responder perguntas desse nível?
A pessoa tá cagando pra sua vida, não tá nem aí se você tá bem, mal, saudável ou pra morrer, ela quer saber se você tá namorando, se tem alguém ou se você é a mais forte candidata para assumir o papel dela de tia chata.
Sei que falta só um minuto pra esse dia acabar e tudo voltar a ser normal: você solteiro e feliz (talvez até reproduzindo aquele discurso tão ridículo quanto os dos namorados: “Solteiro sim, sozinho nunca!”), pessoas se amando e a vida caminhando. Contudo, esse dia não acaba hoje. "Como assim?!" É amigos, a tortura deve continuar, afinal, quem namora tem que se gabar e contar o que fez no dia dos namorados.
Então, segue algumas dicas para você sobreviver também à amanhã:
1. Reúna os amigos solteiros e vão à algum bar, bares costumam ter um acelerador agradável de tempo.
2. Afaste-se dos seus amigos melosos.
3. Evite ver comédias românticas e tomar sorvete debaixo das cobertas, pelo menos até quinta, só pra afastar (de si mesmo) a imagem do forever alone.
Solteiro, pense bem, O Dia dos Namorados é um dia muito chato e cansativo, é você quem sai ganhando em não ter um namorado:
2. Você não vai se irritar ao procurar restaurantes que estarão lotados;
3. Você não vai pagar o mico extremamente ridículo de ficar na fila pro motel;
4. E o principal, você não vai ficar frustrado no final do dia, porque ninguém vai te dar um presente inútil ou ruim!
Se ainda assim, com todas essas vantagens, você ainda está cheio de mimimi, cara, se liga, existe dia do solteiro, é dia 15 de agosto!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sobre amor e sexo.
"Uma vez ouvi (ou devo ter lido):
“Não desperdice a palavra amor”. O pedido vinha seguido de frases que o enfatizavam. Era um pedido cansado de alguém que deva ter se ferido muito – como eu já me feri, ou você, leitor.
Não desperdiçar a palavra amor… mas como? – pensei. O ser humano é rascunho de algo que ele nunca vai ser. É só um punhado de carbono lutando pra ser um punhado de carbono melhor e a imagem idealizada do amor nos torna isso. Tem gente que nunca encontrou e tem gente que acha que encontrou e está feliz assim.
Já o sexo… o grande vilão. É ele quem assume a culpa quando o amor não existiu. “Era só sexo?” – dizem as moças desconsoladas. “Era só sexo” – afirmam os garanhões que não têm coragem. O sexo tem cheiro de de menta, para encobrir o cheiro dos órgãos. E de morango, e de chocolate e de rosas… O sexo é o laranja do amor. Ele assume as consequências e protege o coração. É-SÓ-SEXO tem sido a frase mais ouvida nas grandes metrópoles. As pessoas estão cansadas de se ferir e ferir alguém e fazem SÓ-SEXO.
Desculpem-me os chorosos e decepcionados, os amargurados, os desacreditados, os de coração ferido e os frios. Mas devo me meter e dar meu bedelho: não desistam do amor e não desistam do sexo. Não são eles que os tornam vivos, mas a procura incessante de sua melhora. O amor constrói e o sexo mantém.
Não sofram, ou sofram um pouquinho sim. Porque no fim das contas, meus amigos, o coração é só mais uma parte do corpo, assim como uma boceta ou um pau. Lavou tá novo."
Leila Germano
sábado, 26 de maio de 2012
Nada contra
"Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos, que não conseguem ser discretos. Ficam dando pinta que não gostam de gay, sabe? Tudo bem ser uma pessoa rancorosa e preconceituosa, mas não em público. Entre quatro paredes e bem longe de mim, tudo bem. Nada contra mesmo.
É impressionante o quanto eles se acham no direito de ficar com pouca vergonha na frente de todo mundo. Outro dia ouvi um cara dizer, em plena luz do dia e para quem quisesse ouvir, que “gay é abusado, mexe com homem na rua mais do que homem mexe com mulher”. Acredita? Mas já vi e ouvi coisas piores. “Tenho nojo de homem se pegando” ou “essas menininhas que se beijam não são bissexuais coisa nenhuma, só querem chamar atenção dos homens” ou ainda “te sento a vara, moleque baitola”, e por aí vai. E se alguém critica, logo apelam para “ah, foi só uma piada” ou “é a minha liberdade de expressão” ou ainda “está na Bíblia”. O horror, o horror.
Ser homofóbico é uma opção, mas ninguém tem a obrigação de aceitar, né. É muito constrangedor ver alguém olhando feio para duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Como eu vou explicar para os meus filhos que existe gente intolerante? O pior é que nem na escola as crianças estão a salvo. Querem ensinar nossos filhos a serem homofóbicos, imagina! Quando você percebe, já é tarde demais: uma amiga minha foi chamada pela diretora porque o filho foi pego espancando um colega no intervalo. Tudo porque o rapaz era gay. Minha amiga, coitada, não aguentou a decepção de ter um filho homofóbico. Ela diz que é só uma fase, que vai passar. Por garantia, levou o menino no psicólogo.
Acredite, homofobia tem cura. Soube de uns casos de conversão que parecem até milagre. Em um dia, a pessoa estava lá, odiando gays, militando contra o direito dos homossexuais ao casamento civil, fazendo marcha pela família e tudo o mais. Mas com um pouquinho de empatia e bom senso, eles começaram a ver que não tinham nada que se meter com a sexualidade dos outros. E como o respeito é todo-poderoso e misericordioso, os ex-homofóbicos viram que os gays eram boas pessoas e também mereciam os mesmos direitos. Hoje dão testemunho de tolerância.
Agora, tão preocupante quanto homofóbicos exibidos e sem-vergonha são aqueles que não se assumem. Aqueles que não saem do armário, que se fazem de pessoas normais e sem ódio no coração, mas que, no fundo, no fundo, também são fiscais de cu alheio. Pensa comigo: você sai com uma pessoa dessas, sem saber da opção de ignorância dela, e começam a pensar que você também é homofóbico, igual a ela. E todos sabemos que homofóbicos são abominações, ninguém quer ser confundido com um deles. Além disso, onde enfiar a cara quando eles resolverem se revelar e soltarem um “odeio viado” assim, do nada?
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| Oh você é contra os direitos do casamento entre homossexuais? Conte-me mais sobre como as escolhas deles afetam diretamente a sua vida. |
Mas não me leve a mal. Não tenho nada contra os homofóbicos, apenas não concordo com a homofobia. Essa doença quase sempre vem acompanhada de outros preconceitos, como o machismo e o racismo. É um caminho sem volta. Fico triste de ver tantos jovens se perdendo nesse mundão de ódio gratuito. É por essas e outras que prefiro ter um filho gay a um filho homofóbico. Ah, você quer saber se eu vou aceitar e amar um filho que virar homofóbico? Como alguém já disse por aí, eles não vão correr esse risco; vão ser muito bem educados."
Aline Valek
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