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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Aproveitando a escalada

Faço terapia há cinco anos. Às vezes nem parece que faz todo esse tempo que eu tiro uma hora, das cento e sessenta e oito que uma semana tem, para ter um olhar cuidadoso sobre mim mesma. Matematicamente falando, isso não é lá “grande coisa”, mas tem feito um diferencial considerável na minha vida.

Durante todo esse tempo eu passei por diversos altos e baixos. Não apenas porque é realmente complicado esse processo de estar em terapia, reconhecer seus gatilhos ou ainda perceber que algo lá atrás é o responsável pelo seu comportamento atual, mas também porque é assim a caminhada da nossa vida. Durante o percurso que é estar vivo, ou sobreviver, dependendo da ótica, temos momentos de escaladas seguidos de caminhadas rumo ao cume com tranquilidade, bem como descidas íngremes em direção ao “vale das bads”.

Percebi que ao longo desses anos, sempre que eu pensava sobre aquele espaço, onde eu podia aprofundar mais e mais sobre quem eu sou, entender meus sentimentos e comportamentos - por vezes confusos -, sempre surgiam demandas carregadas de sentimentos ruins, “coisas que me incomodavam” durante a semana que se seguiu.

Não que isso seja um problema, afinal aquele lugar é um espaço de livre julgamento, onde a escuta ativa possibilita que o paciente encontre na sua própria fala elementos que ajudam a lidar com a situação. No entanto, fiquei condicionada a isso, a levar àquele espaço insatisfações. Sempre que acontecia uma coisa que me chateava durante a semana, eu já guardava aquilo para contar na terapia. Quando a semana não tinha nenhum problema digno de Casos de Família eu passava o caminho da ida, no ônibus, pensando sobre coisas que me incomodavam nas minhas relações ou o quanto eu me sentia confusa ou angustiada sobre algo, mesmo que não fosse aquilo que tirasse a minha quietude naquele momento.

Esse ano, ao dar início a mais um processo de análise comportamental, percebi que durante meus percursos de “descer a ladeira” eu estava compartilhando a rota somente com o terapeuta. Não vinha falando com meus amigos sobre minhas chateações, tanto por elas serem frequentes como por sentir que ninguém entendia realmente como eu me sentia, tendo apenas meu namorado no papel de ouvinte (o problema era quando a treta era com ele, pois não me restava saída a não ser esperar mais uma semana até a consulta psicológica, chegando a lidar sozinha com alguns conflitos durante os hiatos da clínica, torcendo para não acabar no “vale das bads”, afinal seria muito mais difícil sair de lá).

Tentando alterar esse comportamento, que não vinha trazendo benefícios, mas sem buscar mudanças que desrespeitassem a forma que eu me sentia quanto a escuta dos meus amigos, meu terapeuta me propôs a seguinte atividade: escrever. No primeiro momento eu deveria planejar conversas que eu gostaria de ter com pessoas com quem eu dividi situações que me incomodaram. Para esse planejamento eu tentei ser mais empática, comigo e com a pessoa, o que era desafiador, afinal eu estava chateada.

Tracei os seguintes pontos: Como me sinto em relação ao causo; Motivos que legitimam minha chateação; Exercendo a empatia, onde eu tento ver o lado da pessoa na situação; Coisas que quero abordar na conversa e como fazer isso assertivamente e, por último, Como eu estava me sentindo antes do exercício, a fim de comparar como eu estava me sentindo antes da atividade e como me sinto ao concluí-la. Essa abordagem foi muito bacana, porque escrever libertou meus rancores e me ajudou a lidar de uma forma melhor com minha impulsividade, característica que atrasa meu filtro e prejudica minha assertividade.

Apesar do caderninho do Planejamento Psicológico, como eu denominei esse método terapêutico, eu continuei com uns incômodos pertinentes, então meu terapeuta (eu queira ser amiga dele) me sugeriu um diário. Isso rolou na mesma semana que a Jout Jout (também queria ser amiga dela) lançou um vídeo sobre ter um diário, que não necessariamente precisa ser uma atividade diária, mas que você escreve a livre demanda.

E assim nasceu meu diário. Para mim é uma experiência muito positiva, porque passei minha vida tendo agendas e gosto desses registros, mas também porque eu realmente me sinto melhor quando escrevo (chego a passar três horas escrevendo sem parar), foi por isso que criei esse blog, não é? Além disso, esse “diário-não-diário”, tira de mim a culpa de só escrever quando estou mal (não sei vocês, mas a bad é muito inspiradora para mim, os melhores textos que escrevi na vida foi quando eu estava triste ou chateada), quando eu estou feliz não sou tão produtiva nessa área. Também pesava o fato de eu estar sempre registrando meus momentos ruins, deixando parecer que minha vida era um apanhado de sofrimento. Isso acontecia porque quando havia dias bons eu estava feliz demais para registrá-los, então nada ou muito pouco sobre eles era escrito. Dessa forma, sem essa obrigação de historiar tudo, eu estava livre da culpa, que tanto me sufoca.

Passados diversos dias caminhando rumo ao vale, até encontrá-lo e ser engolida por ele, parecia até que eu tinha caído em uma cratera no vale, se e que isso era possível, e que eu era mais triste do que feliz. Nesse dia, em que eu chorei até ter dificuldade de formar frases, meu terapeuta me ajudou a refletir sobre a seguinte questão: a nossa vida é cheia de altos e baixos, de dias felizes e dias tristes. Até os dias felizes tem momentos tristes ou chatos e até mesmo dos dias tristes é possível colher algo de positivo. Nós não somos o problema, nós temos problemas, mas eles não nos definem.

Foi a partir dessa reflexão que eu me vi recomeçando os dias de escalada. Os últimos quinze dias, desde então, tem sido uma soma de dias bons. Dá até um medo, da queda a la vídeo cassetadas que o futuro prepara, mas não posso deixar de subir por conta disso, não é? Sei que é irresponsável dizer que isso foi o suficiente para que eu saísse do vale rumo ao cume. Uma série de fatores contribuiu para isso, como um olhar mais empático sobre quem me cerca; a tentativa de ser assertiva nas minhas relações, uma rede de apoio que fez eu querer enxergar o lado positivo da história e a leveza que cada dia de alegria traz.

Não vou mentir, tive dias de desânimo, dias que não acreditei na minha capacidade, dias que me sabotei... todas esses elementos que são protagonistas de dias ruins, entretanto, a cada vez que eu me sentia querendo descer essa montanha eu me obrigava a enxergar quais eram os elementos positivos que se escondiam nas pequenos cantos daquele caos. E não é que eu sempre encontrei?

Criar esse hábito, de procurar motivos para subir ao invés de descer a “montanha da vida” me possibilitou novas experiências nesses cinco anos de terapia. Semana passada foi a primeira vez que não chorei durante uma sessão e mais tarde, quando eu acordar e for para mais uma análise, eu não tenho faço ideia do que falar, porque aparentemente, eu consegui passar uma semana inteira sem ser uma pessoa triste, chateada, magoada ou conflituosa.

Com certeza esse não é o melhor texto que escrevi na vida, mas é um dos raros que escrevo estando feliz. Que essa seja o marco de uma escrita motivada pelo bem-estar e felicidade.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Seja gentil com você mesma assim como é com as pessoas próximas #100detoxEDM

No dia 28/08/17 a página feminista Empodere Duas Mulheres lançou um desafio chamado 100 Dias do Detox (e intoxicação do amor). O objetivo desse desafio é priorizar coisas que nós podemos fazer por nós mesmas, de modo que ao nos desintoxicarmos das coisas negativas nós passássemos a direcionar a si mesmas mais amor e carinho. Uma campanha destinada ao amor próprio.

Inspirada nesse desafio resolvi tentar movimentar este blog, utilizando os temas dos desafios como inspiração para a reflexão. No perfil das meninas no Instagram (@empodereduasmulheres), é possível acompanhar diariamente os posts com várias questões (atualmente já foram feitas 77 postagens do desafio). Por aqui as coisas vão acontecer ao ritmo que precisam para serem processadas, ou seja vamos nos deliciar com dor e a delícia do nosso próprio movimento reflexivo.


O primeiro dia do desafio traz a seguinte reflexão: Seja gentil com você mesma assim como você é com as pessoas próximas (1/100)



“Você já percebeu como é fácil identificar palavras ruins quando dizemos para outras pessoas, mas não prestamos atenção quando usamos palavras duras com nós mesmas? Se a sua amiga te contasse sobre um fracasso ou frustração, você seria dura com ela em um momento de sensibilidade? As palavras são muito poderosas! Quando pensar algo sobre si mesma e diga isso em voz alta - ou até mesmo escreva. Se não for bom, pare de pensar isso. Reverta para algo positivo. Se você não tem coragem de dizer coisas ruins para alguém, não diga a si mesma. Pense em coisas que te fazem bem, algo que gosta em si mesma ou que se orgulhe de ter feito hoje - que seja ter conseguido sair de casa, ou estar feliz por ter regado uma planta. Hoje eu vim andando para o trabalho e fiquei feliz com essa meta que me coloquei, porque me faz bem caminhar e olhar a paisagem escutando uma música que eu gosto. Não seja dura com você. Você tem que conviver 100% do seu dia consigo mesma, não faça disso um peso a si. Você merece carinho e cuidado - principalmente de você para si. Trate-se bem, assim como gostaria que os outros te tratassem.”
Ser gentil consigo mesma é um processo de autocuidado. Nos ensinam a ser muito críticas e severas, a não cometer erros, a não demonstrar fraqueza ao reconhece-los, a buscar sempre mais. No entanto, este “sempre mais” vem repleto de responsabilidade que muitas vezes não podemos suportar. A partir do momento em que passamos a conhecer realmente a carga que suportamos diariamente carregar, através de um processo de autoaceitação, é que podemos dar espaço a autoempatia, a grande responsável por direcionar a si mesma seu olhar generoso.

Durante muito tempo fui portadora de uma culpa enorme. Essa culpa sempre cresceu porque eu me desenvolvi em um espaço de muitas críticas. Cresci com elas ao meu redor e me moldei dentro do seguinte raciocínio: "já que tenho uma autocritica severa, eu também posso criticar o que me incomoda no outro". Este pensamento, fruto de um comportamento defensivo, se mostrou eficaz por muito tempo, além de aparentar uma ideia de justiça que me posicionava em um local protegido em meio às minhas relações.

Somente com um pouco mais de maturidade e ajuda psicológica eu pude perceber que apesar desta prática fazer “todo sentido”, ela não era a mais adequada. Reconhecer meus erros não me dá o direito de apontar as falhas do outro. E não há nada de seguro nisso, ao contrário, encontrei realmente conforto ao ser a pessoa que oferece colo, acolhimento, carinho, cuidado e atenção.

Contudo, as coisas da nossa infância são bem difíceis de se desfazer e, vez ou outra, a severidade da autocritica acontecia, mesmo que fosse para cobrar o outro para ser também amparo emocional (o que gera uma outra reflexão que em breve referenciarei aqui).

Então, para não adotar um novo problema quando você acaba de “se livrar” do antigo, a questão é ser para si mesma aquilo que espera do outro. É ter paciência consigo mesma, é acolher seus sentimentos e a forma que você lida com eles. Ah, não esqueça de ter orgulho da pessoa que você tem se tornado, pois você passou por muita coisa para chegar até aqui e só você sabe como foi lutar cada uma dessas batalhas.

E, se as coisas continuam te incomodando e você ainda tem dificuldade em lidar com tudo isso, take easy! (pegue leve), tudo tem um tempo certo para acontecer - graças a Deus -, e as coisas não estão todas sob o nosso controle e responsabilidade. Aceite quem você é, a gente só pode mudar quando paramos de tentar combater quem somos e começamos a lidar consigo mesmas.

Qual a primeira prática que podemos adotar para começarmos a aceitar quem somos, sendo gentis conosco como procuramos ser com quem temos afeto? Vamos exercer o autocuidado? É a forma como nos amamos que mostramos ao outro como eles devem nos amar.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

sonhos, dreams, rêves, sueños, träume...

Quem me conhece sabe que todos os anos eu tenho uma agenda, onde costumo tentar organizar minha vida e documentar acontecimentos. Em 2014, para além da minha agenda, eu tive um CADERNO DE SONHOS E UTOPIAS, onde durante todo o ano eu listei desejos e tentei me lembrar de realizá-los, seja a longo ou curto prazo. A lista, com elementos repetidos, já que os desejos se repetiam, assim como as ansiedades, tem 316 itens. Resolvi dividir com vocês os 130 mais importantes, para ver se sonhando coletivamente a gente consegue realizar.

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."

  1. Que as pessoas soubessem o que é feminismo e entendessem que não há uma analogia com o machismo.
  2. Confiar na fidelidade das pessoas.
  3. Não me importar tanto com o que "dizem" ou "deixam de dizer" as redes sociais.
  4. Viajar mais.
  5. Me importar menos com o que as pessoas acham. Viver menos de impressão.
  6. Me envolver cada vez menos com machistas.
  7. Ajudar as pessoas a entenderem que por mais que o machismo esteja enraizado na sociedade ele não é normal e nem é a única alternativa.
  8. Que o sexo/sexualidade seja visto como algo normal e não como um tabu.
  9. Que eu não me culpe/condene, por tudo que acho que vai errado, que eu perceba minha parcela de responsabilidade, mas que eu entenda que se as coisas dão/vão errado não é só minha incumbência, pois em uma relação a construção é feita a partir de trocas realizadas entre dois sujeitos envolvidos.
  10. Para de mexer nas coisas alheias: ler coisas sem permissão, fuçar o indevido... isso só faz mal pra mim e desrespeita a pessoas que eu gosto.
  11. Gozar mais.
  12. Rezar mais.
  13. Não "perder vida" com sofrimentos e angústias.
  14. Não me sentir idiota, trouxa, burra, por acreditar.
  15. Saber que ninguém morre de amor, mas que a gente não precise tá testando essa teoria.
  16. Não querer ir embora/desistir quando as coisas ficarem ruins. Escolher ficar/resolver.
  17. Não esquecer de se colocar no lugar de outro.
  18. Dar amor na mesma proporção que quero receber e não necessariamente que recebo.
  19. Tirar fotos nua e ser feliz com a imagem do meu corpo.
  20. Não reproduzir o machismo.
  21. Amar minha mãe e meu pai, mas não porque eles são meus pais, mas porque eles me amam, então eu devo reparar mais neles.
  22. Eu posso ser feliz se eu não casar e nem tiver filhos. Eu não sou egoísta por isso, eu só escolhi.
  23. Eu posso casar, ter filhos e ser feliz. Casamentos podem dar certo também.
  24. Parar de machucar. Não usar isso como escudo para não ser machucada.
  25. Ser menos pelega e menos militante só de internet.
  26. Ter uma banheira.
  27. Me permitir viver as experiências sexuais que tenho vontade. Sem barreiras, moralismo ou tabus.
  28. Romper preconceitos. Dar chance às pessoas, ao desconhecido, ao que não me agrada de primeiro.
  29. Procurar ver o lado positivo das pessoas.
  30. Não ter medo de fazer planos.
  31. Fazer uma tatuagem.
  32. Me identificar com alguma atividade física e encontrar prazer em realiza-la.
  33. Refletir mais sobre as experiências vividas durante o dia. Ter/exercer consciência.
  34. Ter minha própria casa onde parentes sejam visitas.
  35. Fazer o melhor que eu posso a cada dia.
  36. Entender que as pessoas procuram maneiras diferentes de lidar com o sofrimento. Por mais que não faça sentido pra mim, eu tenho que respeitar isso.
  37. Ser menos crítica comigo mesma, me aceitar como eu sou.
  38. Ser menos egoísta, encontrar o equilíbrio entre pensar no outro e reconhecer minhas próprias necessidades.
  39. Fazer as coisas até o fim, parar de desistir de tudo.
  40. Não ter vergonha de estar apaixonada e de querer me declarar a cada meio minuto, afinal ninguém sabe o dia de amanhã.
  41. Não depender financeiramente de ninguém.
  42. Ser mais racional e menos impulsiva.
  43. Não ter vergonha de me importar com pequenas coisas (isso não vai me fazer mais fraca), mas não dar importância demais a elas. Saber encontrar o ponto.
  44. Entender que a amizade nunca permanece a mesma, que às vezes, o que nos uniu já não existe mais, que o tempo e as novas experiências transformam a gente em pessoas com visões diferentes daquelas que um dia nos aproximou. Compreender essa dinâmica é importante, assim como distinguir quais laços merecem nosso esforço para preserva-lo.
  45. Não ser tão boca de sacola. Isso sempre me prejudicou ao longo da história e eu tenho que aprender com isso.
  46. Relevar comentários idiotas e que só atrapalham. Tem gente que não sabe se expressar e parece que está sempre fazendo um "inferno".
  47. Não ser orgulhosa, que só atrapalha a vida.
  48. Ter humildade de ensinar e de aprender.
  49. Não deixar que os outros ditem a forma que eu devo cuidar do meu corpo ou me arrumar.
  50. Ser sincera, já que eu espero sinceridade.
  51. Não cobrar amizade, amor, carinho de ninguém.
  52. Não deixar que a liberdade do outro me incomode.
  53. Pensar: "Como Jesus agiria?"
  54. Tentar entender o outro, mesmo quando eu tô puta da vida.
  55. Não engravidar antes de ter uma casa, um emprego e um amor.
  56. Escrever carta a pessoas queridas e envia-las.
  57. Não ser mais instável emocionalmente.
  58. Expressar meus sentimentos de gratidão, felicidade e satisfação.
  59. Perdoar todos aqueles que me ofenderam.
  60. Ler os meus livros.
  61. Não viver fingindo que os conflitos não aconteceram. Aprender a supera-los.
  62. Aprender a lidar com as decepções.
  63. Fazer orações diárias.
  64. Lembrar que cada pessoa marca a gente de alguma forma. Recordar principalmente das que deixam boas marcas.
  65. As pessoas falam ou deixam de falar por diversos motivos. Por mais que eu considere a minha forma de agir a mais certeira, é a história de cada indivíduo que explica a sua opção entre o falar e o calar, afinal, o silêncio também fala.
  66. Relaxar de verdade. Soltar o que me prende; desistir do que não me faz bem; não reagir a provocações; deixar passar as situações estressantes; parar de buscar respostas; desgrudar de quem faz você sofrer; distensionar situações; desobstruir vias, veias, conexões; não controlar os outros; não jogar com sentimentos; não manipular opiniões; cair; abrir mão; oferecer; não resistir; repousar; não rejeitar; entregar-se; pacificar-se; serenar; acalmar; tranquilizar; amansar; liberar... morrer.
  67. Não fazer as coisas só porque os outros querem, mas não deixar de fazê-las por rebeldia, fazer porque é o melhor para mim.
  68. Tudo bem se eu não for confiante e autossuficiente. Só não posso ser dependente e pessimista sempre.
  69. Me oferecer as pessoas como eu sou, porque eu me orgulho de quem eu sou. Eu não vou esconder tudo o que sou (sangue, sonhos, suor e lágrimas) para garantir que os outros se mantenham confortáveis em suas escolhas.
  70. Controlar a chateação que vem das expectativas que colocamos nas pessoas. As pessoas são livres para atenderem suas próprias expectativas e não estão a serviço das nossas.
  71. Não estamos acorrentados a nenhuma característica da nossa personalidade: insegurança, arrogância, chatice... somos LIVRES para criar novas formas de existir.
  72. Distinguir quais pensamentos são frutos do cotidiano, do meu mundo egoísta, cheio de projeções de perspectivas e quais são autênticos, frutos das nossas reflexões.
  73. Conseguir controlar meus sentimentos, afinal tenho gastrite nervosa.
  74. Não se enganar, não aliviar sua própria dor com desculpas ou mentiras.
  75. Ter menos ciúmes e não o alimentar.
  76. Ser proativa.
  77. Stalkear cada vez menos, até não stalkear mais.
  78. Fazer sem esperar nada em troca.
  79. Pensar na necessidade de falar certas coisas antes de pronuncia-las.
  80. Buscar estar sempre em terapia.
  81. Não deixar passar atos machistas quando eu estiver por perto.
  82. Que eu tente mudar minhas atitudes e não as dos outros, mas que eu não deixe de incentiva-los.
  83. Tentar entender por que eu me importo tanto com o fato das pessoas não gostarem de mim.
  84. Viver mais "offline" e ver isso como qualidade de vida.
  85. Perceber que eu não preciso estar sempre me protegendo.
  86. Extinguir joguinhos amorosos.
  87. Ter paciência com minha mãe.
  88. Ser mais organizada e menos procrastinadora.
  89. Dedicar um tempo para ficar com meus irmãos.
  90. Cuidar da minha saúde, não deixar isso em segundo plano.
  91. Ser mais presente na vida de quem eu amo.
  92. Não deixar a preguiça ser a protagonista da minha vida.
  93. Presentear-me mensalmente.
  94. Rir das dificuldades.
  95. Alimentar-me melhor.
  96. Arrumar meu sorriso.
  97. Cuidar da minha pele.
  98. Que eu não cometa auto boicote.
  99. Que eu reconheça os meus erros.
  100. Saber que eu posso mudar de caminho, de ideia, o quanto eu julgar necessário.
  101. Deixar o comodismo de lado e correr atrás de tudo o que eu quero.
  102. Que a gente se encontre e se perca mil vezes, para depois reencontrar.
  103. Chorar.
  104. Sorrir.
  105. Lamentar, porque eu tenho direito!
  106. Celebrar tudo de bom.
  107. Julgar menos.
  108. Ter mais fé - em Deus, na vida, em mim, no próximo.
  109. Enfrentar os obstáculos e dificuldades a vida.
  110. Entender que nem sempre se obtém êxito e que não há mal nenhum nisso.
  111. Ter coragem e persistência.
  112. Dizer não no tempo certo e não o tempo todo.
  113. Ter discernimento de escolher quais as batalhas que devo lutar.
  114. Ter um ombro amigo e ser um ombro amigo para alguém.
  115. Ficar perto de quem me quer e me faz bem.
  116. Me afastar de quem me que e me faz mal.
  117. Usar protetor solar.
  118. Beber água regularmente.
  119. Ter um sono de qualidade, mas não excessivo.
  120. Não comparar minha vida com a dos outros.
  121. Procurar ser uma boa pessoa na vida dos outros.
  122. Não me exceder com frequência.
  123. Não perder tempo sendo fofoqueira.
  124. Não ser invejosa.
  125. Fazer as pazes com o meu passado.
  126. Escolher ser feliz e não ser chateada/abusada.
  127. Aproveitar os momentos em família.
  128. Não ser corrupta/desonesta.
  129. Não guardar coisas que não uso/não quero. Não acumular.
  130. Lembrar que tudo é finito.

Que a gente não duvide do poder das listas e que a utopia seja nosso combustível na estrada de buscar por ser e sentir-se melhor.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Mensagens Atemporais

Em 2012 eu li um livro chamado A Mulher do Viajante no Tempo, da autora americana Audrey Niffenegger. O livro trata do romance entre Henry e Clare, mas mais do que isso fala sobre viagem no tempo. “Henry sofre de um distúrbio genético raro. Seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás e ele então é capaz de viajar no tempo. As viagens são causadas por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. Neste livro, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras - inclusive a mais implacável de todas: o tempo.”.

Esse livro se tornou um dos meus favoritos e a temática de “viagem no tempo” se tornou uma das minhas categorias prediletas no que se refere a leitura. Mesmo que os personagens não sejam viajantes no tempo, como o Henry, muito me agrada quando o autor transita entre o presente e passado como acontece, por exemplo, em Um Dia, do autor britânico David Nicholls.

Percebi que desde então passei a acreditar na teoria que diz que o passado, o presente e o futuro são simultâneos. Eu não sou a única pessoa que pensa assim. Esta ideia é defendida por Bradford Skow, professor de filosofia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que considera que a ideia de que o tempo flui como um rio não é correta.

Infelizmente eu não tenho conhecimento suficiente para defender essa teoria, também não sou ingênua o suficiente para acreditar que como Henry outras pessoas tenham esse distúrbio genético tão raro ou sejam tão rápidas quanto o Flash para transitar entre o passado, o presente e o futuro. No entanto, creio que por termos conhecimento disto no futuro e devido a simultaneidade do tempo, nós, de alguma forma, sabemos disso hoje.

Como não podemos interferir no curso do tempo, por saber que alterações ocorridas em qualquer das épocas altera o nosso destino (vejam o filme Os Agentes do Destino, é muito bom!), nós arrumamos uma maneira de burlar o sistema do tempo sem maiores alterações. Isso se dá pelas anotações, fotos, lembranças que guardamos de terminados períodos.

Sempre gostei de escrever mensagens a mim mesma que transpusessem a barreira do tempo, escrevia do meu eu de hoje para o meu eu de daqui a um mês ou daqui a um ano. Incrivelmente essas coisas sempre funcionavam, essas mensagens me faziam sentir melhor ou me davam uma perspectiva de que a mudança sempre vem, independente da fase em que estamos.

Sou a pessoa, dentre os meus amigos, que mais tem diários/agendas, que mais revisa fotos antigas, acho que estou sempre buscando me conectar com o meu eu de outro espaço temporal simultâneo.

De forma carinhosa eu tentei fazer o mesmo com alguém especial, escrevendo mensagens atemporais que deveriam ser abertas em determinados momentos, mas que não impediriam de elas serem relidas sempre que necessário. Não sei se a pessoa chegou a abrir todas as mensagens ou se todas as horas de se ler as mensagens já se sucederam, mas confesso que criei uma expectativa sobre isso, afinal, apesar de ter escrito algo para um terceiro, o meu eu, do momento em que a mensagem é aberta, também é atingido pelas palavras que por mim foram escritas em outro tempo, em outra circunstância.

Hoje eu estava me sentindo meio cabisbaixa e achando que sozinha eu não conseguiria mudar tal condição. Um amigo me aconselhou ouvir músicas que trouxessem sentimentos bons, então, abrindo a sessão Neste Dia, do Facebook, eu encontrei diversas opções deixadas por mim mesma para o meu eu de hoje. Sem dúvidas, a mensagem escolhida pra Jéssica de 2017 foi deixada pela Jéssica de 2011, com a canção Muita Calma Nessa Hora, do Leoni.

Achei que a mensagem me serviu muito, afinal costumo tomar decisões baseadas em impulso e tenho pelo menos desejado fazer diferente. Muita calma nessa hora, há um milhão de você passando por várias situações adversas simultaneamente, se você se concentrar bem, você pode se conectar com o(s) seu(s) outro(s) eu(s) e resolver duas questões com uma mensagem só.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Nada mais do que datas

"– Pra que servem as datas?
– Para nada.
– E por que as pessoas insistem em guarda-las na memória?
– Seres humanos são idiotas, eles são os melhores do universo em cultivar as próprias decepções. É bom que você aprenda isso desde cedo."

Desde o começo eu sabia que essas coisas poderiam acontecer. Porque a vida é muito dinâmica pra você guardar um dia todo mês. Já tem que lembrar da data de aniversário da mãe, do pai, dos irmãos. Tem que lembrar o dia do seu próprio aniversário! Como se não bastasse, tem que lembrar a data do aniversário das pessoas que você gosta: amigos, parentes, romances... Entretanto, mesmo assim a gente se liga em datas como: o primeiro beijo, o pedido de namoro, a primeira vez... Depois vem dia do noivado, dia do casamento, nascimento dos filhos, etc, etc, etc...

O mais comum deveria ser se a gente só ficasse feliz de lembrar que fazem "x" anos do acontecimento "y". Que nos satisfizessemos com as lembranças que temos daquela data. Contudo, não é assim que acontece.

Temos o costume de amanhecer o tal dia "x" esperando que o outro também esteja esperando algo desse dia. Ficamos frustradas quando esquecem nosso aniversário, fazemos birra se ele não lembra do ano de namoro e ele dorme no sofá se esquecer o dia do casamento!

E por que isso acontece?

Sinceramente, eu não sei. Mas tenho algumas suspeitas.
1. Trata-se de mais uma vaidade do ego. Precisamos de alguém que fale o que desejamos ouvir. Que aquela noite foi especial, que aquele acontecimento foi marcante, que você é única no meio dessas 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta;
2. É só mais uma ilusão saudosista que tenta reviver os mesmos sentimento que existiram em "x" .
Faz parte da eterna insatisfação humana.
3. Somos egoístas. Assim como na primeira hipótese, nós pensamos que queremos dividir algo com o outro, mas não, queremos que ele queiria nos agradar. Precisamos estar no centro do pensamento do outro, das lembranças do outro, do presente do outro.

No meu caso, foi um pouco dos três. É claro que eu estava bem intencionada. Lembrei dos 16 meses assim que datei a primeira folha de hoje, todavia, já muito pronta pra fugir desse mimimi, não falei nada. Eu não queria que datas fossem importantes, lembra? Depois listei mentalmente as outras datas importantes do mês. 14/11, 23/11... e me convenci que se ele lembrasse da ultima, tava tudo OK.

O ruim mesmo foi passar o dia tão longe. Ver de relance e trocar uns "eu te amo" enrolados, falar rápido demais no telefone, falar no whatsapp até se chatear...

Depois disso, de quando sua consciência já ta cansada, quando você já ficou com ciume do dia dele ter sido tao cheio que ele nem teve tempo de te mandar um oi (mesmo tendo te ligado, numa ligação que a essa altura você vai achar o defeito), você começa a maquinar sobre o desleixo dele com vocês, com a relação.

Talvez ele nem seja tão vilão assim, mas foi assim que nos ensinaram, não foi? Que tem um certo e um errado. Que provavelmente você é a certa. Aí você aceita a carapuça de moça apaixonada que não é valorizada e começa o mimimi. Ele não lembra de nada, ele não se importa com nada, ele nem sabia que dia era hoje, ele não me ama.

Não. Não sejamos assim. Nós somos as únicas responsáveis pelas expectativas que colocamos na vida. As pessoas já têm os seus próprios forninhos pra segurar e, principalmente por ama-las, nós temos que engolir o mimimi, erguer a cabeça e, mais uma vez recordar tudo de bom que se passou de "x" até aqui. Além de, dar mais uma chance pro caboco: "mas se ele esquecer meu aniversário, ele vai se ver comigo!". 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013



Tom:  - Preciso perguntar algo.
Summer: - O quê?
Tom: - O que estamos... O que estamos fazendo?
Summer: - Indo ao cinema.
Tom: - Não... Quero dizer... O que está acontecendo entre nós?
Summer: - Não sei. Quem liga? Estou feliz, você não?
Tom: - Estou.
Summer: - Que bom.








500 Days of Summer ou 500 Dias com Ela,
mas podia ser eu e você.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Por que que a gente é assim?


"Canibais de nós mesmos
Antes que a terra nos coma
Cem gramas, sem dramas
Por que quê a gente é assim?"

Não mãe, eu não tô usando drogas, eu só tô pensando.
Eu penso muito. Demais. Todo tempo. Eu procuro sempre arrumar uma explicação para o que eu faço, eu sinto, eu sou. Eu preciso disso pra me conhecer melhor.
Mas às vezes o pensamento me carrega pra regiões que eu ainda não estou pronta pra explorar e esse desconhecido, essa angústia tão conhecida, me afoga.
Eu me afogo no meu próprio pensar. Sozinha eu e consigo ser feliz, satisfeita, amorosa e até apaixonada, mas também sozinha transformo dia agradável em um dia melancólico, difícil, indecifrável.
Talvez, se eu não pensasse as coisas fossem mais simples. Qual o problema de se render ao eterno "deixar para lá"?
Não...
Comigo não. Já existem coisas mal resolvidas e deixadas de lado na minha vida, se eu fizer isso com os meus pensamentos como me conhecer? Como me entender? Como levar adiante todo o resto se não consigo levar algo que faz parte de mim?
Por que que a gente é assim?
Começou mais cedo do que eu esperava, mas não vou fugir.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Meta de Leitura - Janeiro

Eu já contei pra vocês do Desafio Desafiante 2013. Aproveitei e citei minha Meta de Leitura para 2013, mas resolvi alterá-la, retirei 4 livros e ela está fechada em 30 para o ano.

Hoje vim falar dos livros que li durante o mês de Janeiro. Mas Jéssica, Janeiro já passou e a gente tá quase no fim de fevereiro! Eu sei que Janeiro já foi, mas a arte da escrita tem vontade própria e ela escolheu esse momento para acontecer.

No mês de Janeiro eu tive contato com quatro livros, como eu queria, pois pretendo ler um livro por semana.


O primeiro foi Histórias Intimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil
Autora: Mary del Priore
Editora: Planeta
Páginas: 256
Sinopse: Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque “a concentração de calor na região lombar“ excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós – geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos –, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil. Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas? Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.

Comentário da leitora:
O que me motivou a ler esse livro foi ele mesmo. Ano passado, enquanto estava no laboratório da Universidade, um colega estava com o livro e eu o peguei, curiosamente. Comecei a ler o livro e fui interrompida quando ele foi embora. Quando vi que ele estava disponível no Livro Viajante não perdi a chance de poder concluir a leitura. O livro é muito interessante, traz aspectos históricos e ajuda a entender muitos dos costumes, machismos e preconceitos atuais. Fala de um tempo que sentir desejo era considerado pecado e loucura. A autora fala sobre traição, casamento, o que era atrativo ou não nos homens e mulheres. Faz tudo isso de forma leve e em alguns momentos chega a ficar divertida a leitura. Contudo, por diversas vezes achei que lia algo repetido, que já tinha sido citado e explicado anteriormente. Mas é uma leitura válida, como o texto é fácil e gostoso de ler, nos dando a oportunidade de refletir sobre conceitos, preconceitos, hipocrisia, ou qualquer sentimento enraizado, ou será herdado?


O segundo livro do mês de janeiro foi O Homem que Queria Ser Feliz
Autor: Laurent Gounelle
Editora: Objetiva
Páginas: 167

Sinopse: Imagine descobrir que tudo que você acreditava saber sobre a felicidade está errado. Ou pense como reagiria se lhe dissessem que os motivos por ter colocado de lado de lado suas paixões não passam de uma farsa Narrado em forma de parábola romanceada, O homem que queria ser feliz, best-seller francês já lançado em 17 países, envolve o leitor com a história do professor e, através dela, vai transmitindo uma série de ensinamentos básicos para tornar a vida melhor. Ensinamentos aparentemente tão óbvios, que não são levados em conta pela maioria das pessoas nos momentos de crise e reflexão, quando na verdade, deveriam ser usados como norte.

Comentário da leitora:
Não sei o que me motivou a ler este livro. Ele conta a história de um homem que estava em Bali e que ao encontrar um curandeiro começou a indagar-se sobre a (ausência de) felicidade em sua vida. Através da história uma série de ensinamentos básicos para tornar a vida melhor são transmitidos. Estes ensinamentos aparentemente tão óbvios, não são levados em conta pela maioria das pessoas nos momentos de crise ou de reflexão. Uma parte do livro que gosto bastante: "Quando fala de um projeto para as pessoas a sua volta, receberá três tiros de reações: as neutras, as de encorajamento e as reações negativas que podem fazê-lo desistir. Você não deve confiar em gente que tente desencoraja-lo para apenas suprir uma necessidade psicológica própria. Tem gente que se sente melhor quando você vai mal, e que fará tudo para que você não vá melhor! Ou gente que necessária que você realizasse seu sonho, pois isso lhe faria lembrar sua falta de coragem para realizar os seus. Existe também gente que se sente valorizada com suas dificuldades, pois isso lhes permite lhe oferecer ajuda. Não adianta nada ficar com raiva deles, porque fazem isso inconscientemente. Por isso é conveniente se afastar dessas pessoas ou não falar de seus projetos com elas. Senão, vai se juntas aos milhões de pessoas que não tem a vida que desejam. Em compensação, é muito positivo ver à sua volta uma ou duas pessoas que acreditem em você. Se à sua volta há alguém que acredita em você, em suas capacidades de sucesso isso afastará suas duvidas, seus medos desaparecerão como num passe de mágica. Mas entenda bem: não é preciso que essa pessoa o ajude ou o aconselhe. O que conta antes de tudo é a confiança que deposita em você.".
O livro tem um quê de autoajuda, só por isso não é ótimo.

O terceiro livro foi Cristal Polonês
Autora: Leticia Wierzchowski
Editora Record
Páginas: 176
Sinopse: Cristal polonês é uma história sobre a vida de uma família humilde, de origem polonesa, que vive no Brasil. Marcados por uma tragédia, sua história é narrada pela filha mais velha do casal.


Comentário da leitora:
O que me motivou a ler este livro foi a sua autora.  A Leticia Wierzchowski escreveu A Casa das Sete Mulheres e eu achei que esse livro deveria ser bem escrito. Outra coisa que motivou foi o fato de uma gaúcha me emprestar o livro, isso fez com que eu ficasse mais empolgada, já que é um livro nacional, que se passa no Rio Grande do Sul. O livro conta a história da família de Tedda, Paula e Miti, três irmãos descendentes de família polonesa - por parte de mãe -. A grande parte das coisas que têm são de segunda mão, herdados dos tios - irmãos de sua mãe. Quem conta a história é a menina Tedda, onde nos descreve a história desta infância onde tudo de mágico e de perigoso pode suceder, onde nada escapa aos olhos de Deus, onde tirar boas notas pode garantir o sorriso da máma e talvez um sono sem pesadelos. Numa pequena casa onde quase tudo é emprestado e as roupas são grandes demais para seus novos donos, apesar da pobreza e dos grandes perigos de se cometer um pecado, ainda há lugar para os sonhos. Até que um dia, por causa de uma aposta, eles têm a oportunidade de fazer uma viagem para uma casa de campo que faz a alegria dos filhos e muda a vida da família. Talvez eu não tenha entendido bem a história, por isso ela é "só boa"... Não sei por que o livro se chama Cristal Polonês, não achei que o final fosse interessante, mas também não desgostei da Tedda, do Miti e da Paula.

O quarto livro e o último de janeiro foi Aos Meus Amigos
Autora: Maria Adelaide Amaral
Editora: Globo
Páginas: 334
Sinopse: Aos meus amigos tem como tema central um dos principais da literatura de todos os tempos - a amizade. A amizade, porém, se aqui rima com 'fraternidade e solidariedade', não rima necessariamente com felicidade. A história do romance, baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado). É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989, mobilizará a retomada da 'velha turma', que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos. Após o suicídio de Leo, seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram os originais de um livro que teria deixado. Romance ágil, grandemente baseado em diálogos, mais do que em descrições, os fatos e personagens são, então, construídos e reconstruídos por referências e reminiscências, como nas conversas reais. É a palavra falada, enfim, que reina no romance, assim como na vida.
— Lu? É a Bia. Tô ligando pra você pra te dar uma notícia muito triste...
— Alô?
— ...
— Bia? (Será que a linha caiu?)
— Não...
— O que é que está acontecendo?
— Eu não consigo parar de chorar!
— Pelo amor de Deus! Quer me dizer de uma vez o que foi que aconteceu?
— O Leo morreu.
Assim começa o livro, que conta a história do reencontro de uma turma de antigos amigos. Passado e presente se misturam em cada diálogo, mostrando que viver é, no fundo, fazer escolhas. 
O livro inspirou a minissérie Queridos Amigos, exibida em 2008 na TV Globo.

Comentário da leitora:
Eu tive várias motivações pra ler este livro. Primeiro a minissérie, que passou na Globo e eu fiz o possível pra ver, segundo que dei esse livro em um amigo secreto da universidade e a presenteada me disse que adorou, terceiro porque sempre começo escrevendo para os "Malucos Beleza" assim: "Aos meus queridos amigos", quarto: quando estava indo a um sebo pela primeira vez achei o livro no meio de vários populares e o comprei por R$ 8 reais! E pra finalizar, ele fala do tempo da ditadura e foi escrito no ano em que eu nasci.  Mas eu tive muito problema em ler o livro, protelei, abandonei até está livre e me dedicar novamente a ele. Conta a história de vários amigos, que no leito de morte de um dos seus amigos se reúnem e relembram o que esta amizade realmente representa na vida deles, o que ela acrescenta ou prejudica. Sim, prejuízos, porque as amizades são compostas de sujeitos e estes com vivências problemáticas. São vários diálogos, o que me confundiu muito no começo, pois tenho mania de decorar a característica dos personagens, o que foi muito difícil, pois eram muitos. Tive vontade de anotar cada um em um papel e ir acrescentando no decorrer da história, mas desisti. Também não achei uma leitura tão fluída, tive que retornar aos diálogos para saber quem estava falando, por exemplo. Eu confesso ter gostado mais da minissérie, mas pra ter certeza, vou assisti-la novamente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pensamento


2012 foi embora, sem retrospectiva, sem grandes considerações. 2013 chega trazendo varias coisas.
Iniciei o ano tranquila, se perspectiva, só colocando uma coisa na cabeça: esse ano eu vou caminhar pra ser quem eu quero me tornar. Quero fazer coisas que sempre tive vontade, tudo dentro das minhas possibilidades, ou não.
Eu não sei, só sei que tô pronta, pro que der e vier. De início já aprendi que somos o que pensamos, e com nossos pensamentos nós construímos nosso mundo. Já que é assim, penso que tudo é possível, e que eu tô pronta para novas vivências.
Seja bem-vindo 2013.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sobre não seguir a correnteza da moda

Eu sempre achei que eu não era igual a elas e por muito tempo isso me incomodou, hoje não.
Talvez pareça presunção, mas não é, é só alto conhecimento.
Estou falando das meninas, de como as mulheres se comportam, fazem escolhas, tomam atitudes ou se comportam.

Eu sou uma pessoa tranquila, talvez desleixada, porque eu não me importo muito com que ocupa o tempo livre das moças de hoje.
Eu não sou vidrada em esmaltes, maquiagem ou cabeleireiros. Eu não curto nem um pouco maxi colar ou sei lá como chama, acho feio pra caramba qualquer coisa que envolva lantejoilas e sirva como veste fora do carnaval. Talvez eu só tenha ficado no passado e não tenha "evoluído", sinceramente, prefiro assim.
Eu não gosto de acordar e colocar maquiagem na cara, eu não gosto de me sentir igual às 99 pessoas ao meu redor, eu não gosto de sentir tendências que não me agradam, simplesmente porque são tendências.
Isso diz um pouco de quem eu sou, um pouco do meu modo de lidar com situações, com correntezas que a vida nos apresenta.
Isso não quer dizer que eu não navegue, vez por outra, nas tendências da vida. Eu escuto sim músicas do hit parede, eu leio best sellers e ainda gosto, meu problema mesmo é com a moda.
Eu prefiro mesmo usar os vestidinhos que minha avó faz, as batinhas que minha tia me dá e ser feliz, porque, pra mim, ser igual a todo mundo não tem a menor graça.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais do Mesmo

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?


Sentir e falar

Eu sou assim, gosto de falar o que sinto. 
Ficar chorando, escondida, vivendo a melancolia até é uma das minhas práticas,vez por outra, mas transmitir meu sentimento é uma das coisas que acompanha esses momentos. 
Eu sempre disse que não consigo gostar de alguém, ou sofrer por alguém sem que essa pessoa saiba do meu sentimento. Sustento a teoria que se estou sentido, no caso sofrendo, não posso sofrer "pro nada", o mínimo que o dito cujo tem que saber é que me faz aquilo. 
Alguns dizem que isso é uma bobagem, dizem até que é uma fraqueza e talvez seja mesmo, mas é uma das minhas características mais fortes. 
Ruim é quando não consigo fazer isso. 
Nunca pensei que me expressar fosse um problema, sei que muitas vezes meus pensamentos confusos confundem minha fala, mas ainda assim, não gosto de sentir, principalmente de sentir sozinha. 
O problema é quando não consigo falar... 
Estou com raiva e ele não sabe, na verdade, não sei nem se passa na cabeça dele. Ele não me conhece, mas ainda assim acha que "uma força maior" nos liga. Essa força maior não me trás grandes benefícios, na verdade só dificulta o processo. 
Como eu queria ter coragem de dizer tudo o que sinto, o que senti e o que me magoa. Queria magoá-lo como ele fez a mim, queria que minhas palavras doessem nele como as suas ações doem em mim. 
Queria poder dizer tudo que sinto, sem me preocupar com a profundidade que as minhas palavras atingiriam seu coração, queria que "essa força maior" não fosse importante, mas ela é e eu não posso fugir disso. 
Talvez, o que me faça chorar seja a confusão que a raiva, a mágoa e o amor têm nessa relação. 
Eu queria abandoná-lo, assim como ele fez comigo, mas não consigo. 
Não consigo porque sou melhor que ele. Porque cresci sabendo quem não queria me tornar, e porque apesar de tudo que senti e de todas as consequências que tive e ainda tenho que enfrentar eu o amo e me preocupo em não ferir com tanta intensidade seu coração. 
Às vezes, me pergunto por que as relações humanas assinam contrato por nós. Eu os amo, amo os dois de verdade. Todavia, amo mais a ela, claro, afinal, ela consegue silenciar e acho incrível como as pessoas como ela sofrem em silêncio, não as admiro, mas respeito sua força, não tenho coragem de carregar sozinha algo que não foi criado só por mim. 
Que cada um assuma sua responsabilidade nos sentimentos, nas criaturas, na dor. Que eu aprenda a calar em relação a isso tudo, caso eu não tenha coragem de enfrentar meu maior medo ou que eu o enfrente e assuma a responsabilidade da minha escolha e enfim, tire esse azedume do meu peito e assim possa tratar, com efeito, essa dor e abrir espaço aqui por dentro pra novos sentimentos, porque a mágoa é pesada e ocupa espaço demais.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O escritor

Tem gente que é apaixonada por jogador de futebol, cantor ou até um ator de cinema. Tem fã que tatua a cara do indivíduo no corpo, joga calcinha no palco ou ataca ele na rua. Quem nunca sonhou com um Miroslav Close pra dividir o sorvete ou ainda alguém como Ryan Lochte te acompanhando em um passeio pelo shopping, quem nunca quis ter Rafael Nadal falando ao seu ouvido? 

Eu já, apesar de só um desses três ser bom com uma bola nos pés. Também já fui completamente encantada e até prometi em casamento Chris Martin e Frejat. Lógico que já desejei ter sonhos impublicáveis com Jared Padelecki ou/e Jensen Ackles. Acho que isso é completamente normal. 
Mas, porque sempre tem um porém nas minhas histórias, acho que sempre soube dividir bem possibilidade de realidade, quer dizer, teve o caso do Thiago Pereira, mas vou relevar nesse momento... 

Uma coisa interessante nessa história toda é que apesar de ter um chamego com esses homens lindos, eu nunca me vi casada com nenhum deles, nem na vida fictícia. Ao planejar o futuro nunca quis que os pais dos meus filhos fossem atletas lindos ou famosos ídolos. Desde a 6ª série, quero ser esposa de um escritor. 


Já disse mais de uma vez aqui que, pessoas que escrevem bem, ou melhor pessoas que conseguem deixar um pouco de si no que escrevem me encantam muito e isso não é de hoje. Fui alimentando essa história, fantasiando, até o ensino médio. Foi ai que limitei mais ainda a coisa, disse que não bastava ele escrever, ele tinha de ser jornalista! É jornalista, porque era o que eu desejava fazer e era lá que eu queria encontrá-lo, apressadinha, não? 

Mas do mesmo jeito que o jornalismo não veio pra mim, ele também deixou de ser um pré-requisito pro meu escritor. Acho que quando a pessoa escreve bem, ela não precisa ser jornalista, melhor ainda se não for, eu acho, porque leva a escrita por prazer, por atividade da alma, por alimento do intelecto. 

Nunca me apaixonei por nenhum escritor em particular, não consigo. Acho que gosto de cada história de um jeito particular e não pelo modo como seu dono a fez, mas tenho amigos que me deixam imensamente feliz cada vez que me escrevem um recado em papel de bala ou em um guardanapo amassado. 

Me escrevam, me encantem e vamos construir juntos nossa história! :*

quinta-feira, 19 de julho de 2012

- Tu é um ser muito estranho, sabia?
- Eu? Por quê?
- Porque você consegue ser mais estranho do que eu, mais enigmático do que eu, mais confuso do que eu!
- Ah, não, eu não sou mais confuso que você, não dá!
- Pior que você é, porque você é tão medroso quanto eu! Ou mais...
- Ha ha ha, uma coisa que eu não sou é mais medroso que você!
- Você na verdade, não quer ser, mas é. Você quer ser ousado, mais teme a liberdade. Quer satisfazer todas as suas vontades mas sempre teme a impressão que os outros tem de ti. E principalmente, você tem medo de não se controlar.
- Como assim?
- Você tem medo que eu me apaixone por você, ou pior ainda, você tem medo de se apaixonar por mim!
- Não é isso...
- Eu não preciso que você minta pra mim, já é triste demais vê-lo enganar a si. Vá de uma vez.
E ele se foi, ou ela achou que sim, não conseguiu ouvir seus passos se afastando da porta, parecia que ele estava do outro lado dela, como sempre esteve. Caberia a ela, então, andar na direção oposta a dele?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O que você quer saber de verdade?



Vai sem direção. Vai ser livre. A tristeza não, não resiste. Solte seus cabelos ao vento, não olhe pra trás. Ouça o barulhinho que o tempo, no seu peito, faz. Faça sua dor dançar. Atenção para escutar esse movimento que traz paz: Cada folha que cair; Cada nuvem que passar; Ouve a terra respirar pelas portas e janelas das casas. Atenção para escutar o que você quer saber de verdade.

Essa é uma das lindas canções do novo trabalho da Marisa Monte. Desconsiderando todo o meu pensamento sobre "o que é verdade?", deixo um espaço para que vocês me façam perguntas (pode usar a opção anônimo, seus marotos!)
Aguardo-os.

sábado, 19 de maio de 2012

jornalistas x historiadores

Desde a 6ª série eu sonho em casar com um jornalista. Eu queria ser jornalista e também queria casar com um. Não, minha intenção não era reproduzir o casal "Bonner e Fátima", eu só queria viver com alguém que não tivesse uma rotina, como eu imaginava que um jornalista não tinha e principalmente, queria casar com alguém que realmente escrevesse bem.
Hoje, não tenho mais a pretensão de fazer jornalismo e também não faço questão de casar com um deles, afinal, não precisa ser jornalista pra escrever bem, muito pelo contrário, muitos deles não sabem nem o que pensam, quanto mais o que escreve.
Ainda assim, passeando pela A Devida Comédia encontrei 40 razões pra casar com um deles.
Vamos ver se vale tão apena assim:


40 razões para se casar com o jornalista


1.Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
2.São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;
3.Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
4.No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
5.E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
6.Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?;
7.Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
8.Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima ideia, ele não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
9.Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;
10.Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;
11.Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
12.Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiata. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;
13.Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
14.Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;
15.Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
16.Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
17. Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;
18.São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
19.Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
20.Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fizer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);
21.Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
22.Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
23.Mas também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;
24.A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
25.Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não ser grosso já vale, não é!?;
26.Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
27.Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranquila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;
28.Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
29.Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
30.Gostam de música para acalmar;
31.Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
32.Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;
33.Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
34.Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
35.Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;
36. A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
37.Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
38.A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;
39.Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
40.Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

É acho que só quinze destas quarentas valeriam mesmo a pena. Então, não sabendo com quem me casar, passeio pelo I TRY BUT YOU SEE, IT'S HARD TO e recebo a seguinte proposta:

12 Motivos para casar com um Historiador

1. Nunca vai faltar assunto: Historiador sempre tem uma história pra contar, é legal quando você tem um “figura” do seu lado que tem a cabeça ampla pra as mais diferentes conversas, assuntos, papos, e uma opinião formada mesmo daquilo, ele nunca terá problemas em ser “social” mesmo que seja tímido, tem papo pra tudo. 
2. Ele dificilmente irá julgar sua família, amigos, etc: Estudam todo tipo de civilizações e forma de viver dos seres humanos, então é mais fácil que ele se surpreenda com eventos naturais óbvios do que com os “complexos” seres humanos, pra estudar todo tipo de forma de vida de um ser humano é necessário tentar compreender aquele estilo de vida. Também jamais irá julgar você pela aparência, ainda mais se ele for fã da teoria da sociedade da imagem. Então, por consequência quebram preconceitos, se você namora um historiador fica tranquilo quanto a aquele primo anti-cristo, aquele amigo esquisito, normalmente nunca será julgado, agora quanto a parte de tirar sarro, nada é garantido.
3. Todo tipo de regra imposta o historiador normalmente não dá a mínima: Então se sua preocupação era quanto a onde vai ser o casamento, se você foi “crismada” ou não, que seja, pro historiador é o de menos, ele se importa com tudo menos com os esteriótipos, isso se ele não tiver uma alergia a catolicismo, então naturalmente o importante é que a união dê certo, então ele fará de tudo para que a união mesmo dê certo e dificilmente irá se importar com o preconceito do povo.
4. Se você acredita em outras vidas, o historiador já está pagando sua dívida: Porque provavelmente ele é professor, então todos os atos ruins da vida passada provavelmente ele já está resgatando como uma boa pessoa.
5. Você será trocado, mas fique tranquilo: Será no máximo por um livro do Karl Marx ou do Max Weber.
6. No natal, aniversário, dia dos namorados, etc, você não terá problemas em presenteá-lo: Você sabe que se você der aquele livro que ele tava querendo DAQUELE AUTOR que ele adora provavelmente ele vai ter orgasmos múltiplos de felicidade. Ou então dê uma estatuazinha do deus Osíris, ou de Afrodite, qualquer coisa relacionada a mitologia que vai ter um ar de “uma pessoa que ama história mora por aqui” também é legal.
7. Ele tem pose de nerd mas isso não quer dizer que seja um: E principalmente não quer dizer que ele seja certinho, quanto mais se estuda a humanidade menos afim de ser correto nos padrões da sociedade você fica, ele pode ser um capeta, mas tem aquela cara de pessoa certinha e esforçada, o que te poupa explicações, e ele sabe muito bem o que é ridículo pra sociedade e vai te poupar de certas vergonhas alheias.
8. Até os programas de índio vão ser interessantes pra ele: Nada mais legal do que sentir na pele o que é ser uma sociedade livre do estado, sem regras, sem leis, sem nada.
10. Não sabe em quem votar na eleição, pede um palpite pra ele!: Só não espere que ele vá sugerir que você vote em partido de direita, aliás se você votar em partido de direita será um motivo pra união ser questionada.
11. Ele pode parecer revoltado, anarquista, socialista, mas no fundo ele só quer o bem de todos: Então você jamais estará do lado de uma pessoa individualista, pois como estudante de humanas ele sempre pensará no todo e não somente nele mesmo.
12. Quanto mais você estuda, mais medo de falar bobagem você tem: Então pode contar com ele na hora de jogar na roda aquele assunto difícil, aquela lavação de roupa suja, normalmente ele vai ser bem cauteloso com as palavras, a não ser que você tenha testado demais o santo dele, ai eu já não garanto afinal, fazer história não é como fazer letras não é minha gente?

Será que algum deles vale mesmo a pena, ou a gente tem que se render a maldição de Mary Richmond, que assombra o Serviço Social?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ela: O que te atrai em mim?

Ele: Deixa eu ver... Tipo fisicamente?

Ela: Tipo atração. O que te atrai, pode ser fisicamente, temperamentalmente...

Ele: Me atrai a forma que você me domina, tua perversidade sutil, o jeito que você se veste, tua raiva...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Quem deu a ultima palavra foi a razão

- Jéssica, tá acordada?
- É... estou. - falou seu coração, ainda receoso, devido ao último diálogo.
- Andei pensando... Lembrei de uma coisa que Gabriel Garcia Marquez escreveu uma vez e vi que se encaixa com a sua, ou melhor, com a nossa situação.
- E o que é?
- "Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a este artifício conseguimos suportar o passado."
- É, acho que vai servir pra gente.
- Acho que você tem que aprender a lidar com isso.
- É que as boas ainda são as mais profundas.
- E é assim que tem que permanecer.

terça-feira, 20 de março de 2012

Diálogo

- Jéssica, por que é tão difícil pra você esquecer esse menino?
- Não sei, talvez porque o perfume dele ficou na minha roupa...
- Ah meu Deus... Tá na hora de você deixar que ele saia da sua vida! Tá na hora de você construir algo novo!
- Não dá...
- Por que não? Você ainda gosta dele?
- Não se trata disso.
- O que é então?
- Eu não posso deixá-lo ir porque ele não está comigo. Não mais.

E as duas amigas se calaram. Ter uma consciência questionadora era difícil. Mais difícil ainda era ter um coração mole, que se derretia com o que captava dos sentidos. Ser duas em um só é difícil, mas ela não conseguiu pensar sobre isso, já que o cheiro dele pairava por ali e não a deixava dormir, até que ela alcançou a graça de "não pensar em nada" e então adormeceu.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Adeus 2011, bem vindo fim do mundo.

Eu acho que esperei ansiosamente por este post. Desde um bom tempo venho tentando reunir coisas que aconteceram durante o ano para contar aqui. Acho que tudo tem haver com a certeza, não só esperança, que deposito em 2012. Além do mais, eu adoro essa coisa de fim de ano. Acho que é um dos raros momentos onde podemos reunir o passado e o futuro no presente, é como se o tempo não fosse tão incontrolável assim. 

O ano de 2011 não foi um ano ruim, muito pelo contrário, foi um ano muito bom, muito cheio de compromissos e muito rico em novidades. Entretanto, 2011 foi um ano duro, um ano em que mudanças tiveram que acontecer e fazer escolhas foi extremamente necessário.


Não foi só minha vida que teve grandes fatos ocorrendo, o mundo todo passou por muita coisa no decorrer do ano, como a Revolta Árabe, que uniu descontentes e derrubou ditadores; a licença concedida pelo IBAMA para o inicio das Obras e Belo Monte e a aprovação do Código Florestal pelo Senado; foi registrado o 1º casamento civil gay do Brasil; morreu aos 27 anos Amy Winehouse, aos 34 anos a Lacraia, aos 56 anos Steve Jobs, aos 57 anos Sócrates e aos 79 anos ex-vice-presidente José Alencar; o Facebook se tornou a rede social nº 1 do Brasil; a crise financeira do capital atingiu a Europa e os EUA, no meio dessa crise surgiu o Ocupe Wall Street, contra a influência empresarial na sociedade americana; o Lula foi diagnosticado com câncer e o Gianecchini descobriu um linfoma; alunos da USP invadiram a reitoria e foram retirados pela PM; Anderson Silva nocauteou o Belfort; o Ceni fez o centésimo gol em cima do Corinthians; o príncipe William casou com a plebeia Kate; o Osama Bin Laden foi morto, assim como o Muammar Kadafi; o McCartney veio ao Brasil, mas não ao PV, como gostaria o Filipe Passos; Sindicatos gregos convocaram os trabalhadores a deixarem seus postos para protestar contra as medidas de austeridade fiscal tomadas pelo governo, que teve como consequência uma recessão; o Papa twittou pela primeira vez; Professores de 21 Estados param para cobrar o piso nacional; nasce o filho do Neymar; Rafinha saiu do CQC e foi processado pela Wanessa Camargo; Fátima Bernardes deixa o Jornal Nacional; aconteceram centenas de marchas por todos o país; o Parajana foi extinto; entre tantas outras catástrofes nacionais.

E na minha "nada mole vida", muitas coisas aconteceram em diferentes óticas. A maioria dos fatos que se sucederam se deram devido ao fato de ter assumido o cargo de Jovem Palestra do EJC, durante o ano de 2011. Eu tinha dito que faria um post sobre isso, mas não fiz, nem farei mais, existem algumas coisas que por mais que a gente escreva não vai ser o suficiente e não vai conseguir contemplar tudo que foi vivido, ou ainda, como disse alguém que sabe mais do que eu, algumas coisas precisam ser vividas e não eternizadas em palavras ou fotografias. Ser dirigente foi o que eu escolhi ser prioridade para esse ano de 2011 que se encerra. Às vezes é necessário tomar algo como prioridade, para que pelo menos intencionalmente, possamos dar o melhor de si para a construção de algo. Graças ao EJC acabei dando duas palestras por ECC, o que me deixou ansiosa, feliz e me trouxe reflexões sobre quem somos e como nossa vida pode de um jeito ou de outro ajudar a transformar a vida do próximo; além de ter a oportunidade de conhecer o EJC em outra paróquia e fazer amigos na Aerolândia. Foi também por trabalhar no EJC que eu pude conhecer pessoas excelentes, que eu espero ter por perto por longos anos ou sendo mais pessimista, manter contato suficiente durante 2012. Suficiente, que me refiro é tanto quanto esse ano, se vendo pelo menos 10 vezes ao mês. 

Fora o EJC, a responsabilidade que me foi atribuída: ser bolsista do projeto de extensão Serviço Social UECE / Serrinha - Troca de Saberes, no qual desenvolvemos um projeto que me fez crescer muito, como assistente social, como estudante, como Jéssica. Esse ano foi extremamente importante pra minha carreira de estudante. Eu ampliei minha visão de mundo e tive que me deparar com quem ainda não conseguiu fazer isso; fui a um ato em defesa das universidades estaduais do Ceará e outro, pela luta do piso salarial nacional dos professores; fiz a seleção pra ser bolsista do PETSS, mas não fui aprovada; então conheci o LAPESS (Laboratório de Pesquisas e Estudos em Serviço Social), entrei para o grupo de estudos sobre Questão Urbana, Questão Rural e Serviço Social e acabei sendo aprovada pra bolsa de extensão; fiz diversos minicursos sobre varias temáticas diferentes; assisti aula de outro curso; fui à primeira vez a um happy hour e bebi tequila, depois de dois na universidade; assisti a um filme (Batismo de Sangue) que me fez chorar uma semana inteira; Viajei e participei do III ENNTEFH em Maceió e gastei maior grana e conheci feras como Sergio Lessa, Ivo Tonet e Cristina Paniago; tive que tomar quatro copos de energético pra poder ficar acordada por 12h pra terminar meu projeto de pesquisa; resolvi que vou fazer serviço social, que quero fazer mestrado e tudo, graças às disciplinas como Trabalho e Sociabilidade e Política Social e às grandes mulheres que lecionaram elas para mim. 

Ao se tratar de cultura cinéfila, meu ano foi bem recheado, graças à Deus, à minha mãe e à minha bolsa. Durante o ano eu fui 14 vezes ao cinema, vi De Pernas Para o Ar (com a Amanda, mantendo a tradição do nosso primeiro cinema anual, e a Patrícia), Rio (a primeira ida do João Vitor da Sarah ao cinema), Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, Harry Potter e as Relíquias da Morte pt. II, Os Smurfs, Planeta dos Macacos, Gigantes de Aço, Os Três Mosqueteiros, Contágio, Atividade Paranormal 3 (mesmo não tendo assistido nenhum dos dois primeiros e ter ficado boa parte do filme de olhos fechados), Amanhecer pt. I, O Palhaço (indo a primeira vez sozinha ao cinema, por uma vontade do acaso), O Preço do Amanhã, e Os Especialistas. 

Já quando se fala em cultura musical, a lista foi um pouco mais reduzida. Vi subir ao palco em 2011 Kid Abelha, Vanessa da Mata, Os Paralamas do Sucesso (duas vezes), Jota Quest, Skank, Dominus, Missionário Shalom, Alto Louvor, Kelly Patrícia, Davidson Silva, Adoração e Vida, a Banda da Marinha com o meu querido saxofonista Renato Maranguape. Ganhei um ingresso para o show do Nando Reis, mas não fui por uma série de fatores que não justificam a burrice. 

Quando o assunto é humor perdi pontos significativos se comparado com 2010, só fui a dois shows este ano, o do Fabio Porchat e do Murilo Gun, que era um festival e eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho dos meninos do Ceará, o Galetto e o Glayco e virei uma fã meio torta, super divulgo o Humorragia, mas não os vi nenhuma outra vez no ano.

No quesito livros, eu também fui muito ruim esse ano, acho que só li quatro livros esse ano, a maioria fruto da primeira compra online que fiz: Amores Incertos, Bilionários por Acaso: a criação do Facebook, Coisas da Vida e O Pequeno Príncipe, fora os que leio porque meu curso me pede; além disso, abandonei dois e estou sofrendo pra ler um. Isso é uma vergonha muito grande. Usei o skoob como ferramenta de troca e ganhei dois livros novos. 

Cultura sempre foi um investimento prioritário na minha lista, só perde pra comida. Eu gasto demais com comida e não foi diferente em 2011. Eu tenho certeza que se eu tivesse mais dinheiro eu seria obesa, como eu não tenho, engordei 4 kg durante o ano e eles gostaram bastante de mim e não me deixaram mais. A culpa disso é das Caranguejadas em família; das saídas com o pessoal da época do São Vicente, que me fez até beber cerveja, que nem fã eu sou; das saídas programadas ou não dos Malucos Beleza, onde sempre acabamos cozinhamos ou vamos comer pizza; das vezes que a Deisy me levou pra comer pastel ou para rodízio de pizza, do almoço no shopping com a Jéssica Holanda e a Gaby; da Aline que sempre quer me engordar me estimulando a comer torta no intervalo das aulas; do Paulo Filho e sua progenitora, que me levam pra comer pizza com cerveja sem álcool ou ainda quando nos oferece (a mim e aos demais malucos) pizza para que arrumemos a sua mala para os EUA; dos meu marujos (sim, sou a capitã Jesk Sparrow) que me deixam comer até passar mal no Rodízio de Massas; do Renato que faz almoço de despedida; da tia Dinha que me deixa comer duas bolas gigantes de sorvete na 50 sabores; sem esquecer os momentos em que estou carente e faço panelas de brigadeiros e bolos de chocolate. 

Como no ano que chega a gente tem balancear o que já foi vivido, resolvi que vou investir menos em comida e mais em saúde. E é aí que surgem as primeiras promessas de 2012, eu vou praticar alguma atividade física, vou ao ginecologista, dentista, dermatologista e nutricionista. Tudo isso é culpa de vocês, suas melhores más companhias do mundo! 

Algumas coisas também conseguiram se destacar nesses 365 dias em que vivi: Fui somente duas vezes à praia nesse ano, uma vez no início do ano, se cumprindo mais uma tradição dos Malucos Beleza e outra quando viajei à Maceio. Esse ano eu consegui fazer uma coisa que prometi na retrospectiva anterior, dedicar um tempo maior aos meus amigos Malucos Beleza. Fomos ao Ytacaranha Park, Eles vieram me ver tarde da noite, quando eu não pude encontrá-los; usei de Martha Medeiros para amá-los poeticamente; fizemos três promessas para o futuro; fomos deixar e buscar o Paulo Filho no aeroporto; tomamos licor de menta do Renatinho, em uma festa estilo Cilada.com, que ele é o melhor do melhor do mundo em fazer e no aniversário de 20 anos da Paty; fomos ao Ypark com os amigos marinheiros que o Renato me deu; também andamos de patins; e fomos à Praia de Iracema, ver a lua com o telescópio; vimos o Renato se formar em Marinheiro e o vimos partir para uma temporada de dois anos no Rio, então decidimos que passaremos o ano novo de 2012/2013 lá, estarei escrevendo um texto desse estilo do Rio de Janeiro, daqui a um ano

Já com as Pimponas, foi totalmente o inverso. Nós nos reunimos bem menos esse ano, talvez porque todas estavam muito ocupadas, talvez porque a necessidade desse grupo se reunir seja menor que a do outro, eu não sei, só sei que fizemos nossa confraternização no inicio do ano, e um Pimponas Night em julho. Depois disso, nenhuma reunião oficial, só encontros em aniversários, e em eventos do EJC ou da Igreja. 

Eu tentei cumprir minha lista de desejos, ou pelo menos dá uma adiantada nela durante o ano. Acho que brinquei de uma forma gostosa com o João Vitor, a Sarah e o Saulo, mas também briguei muito com eles, uma coisa que eu detesto, mas acontece nas melhores famílias; Conversei com o Saulo, não quanto eu gostaria, mas todas às vezes foram maravilhosas. O Saulo é o melhor do melhor do mundo em me fazer rir de besteiras quando não tem intenção disso; acho que não tenho propriedade pra dizer que conheci mais os meus outros irmãos, eu tive mais contato com o Rafael, mas não o suficiente pra abrir a boca e dizer que o conheço mesmo; não doei medula óssea, mas doei sangue *-* e me cadastrei como doadora de medula; não tive uma conversa séria com meu pai, e isso ainda é difícil pra mim, porque eu tenho medo, mas um passo mesmo que minúsculo foi dado em relação a isso, eu dei dois testemunhos que falavam de família e principalmente que falavam dele, do nosso (não) relacionamento e de como isso ainda não é definido, o que me faz não ser tão alheia a isso, afinal não vou sair falando algo que não vivo, que só desejo...; fui à Recife, passei só dois dias, não conheci a cidade, só o Laça Burguer e Olinda, mas me apaixonei e quero voltar, adoro o sotaque pernambucano!; não sei se conseguir solidificar amizades que são mais virtuais que reais, acho que não, com exceção da Rôgeany por quem eu tenho um carinho incrível...; escrevi o meu projeto sobre a Relação de Sociabilidade da Juventude na Internet, sofri, chorei, levei carão em público, mas tive êxito e tirei 10!; Não tive a chance de sentar com todos os meus amigos de núcleos diferentes e ver se eles têm muita coisa em comum além da minha amizade ou se eles não têm nada em comum e eu sou uma pessoa versátil, mas eu pretendo em 2012 misturar mais as pessoas dos diversos núcleos, mesmo que a Amanda odeie isso :P; fiquei muito feliz em desenvolver minha subjetividade e em conversar sobre pensamentos, filosofar com pessoas diversas, tentando compreender a visão de cada uma delas, essa foi uma das minhas maiores conquistas em 2011; eu não fiz outro teste de personalidade, quer dizer, eu fiz, mas não foi através dele que reconheci as mudanças que adotei foi através da vivência; ainda não tenho uma foto com cada pessoa que considero importante na minha vida e acho que nunca vou ter. Além disso, decidi que eu farei o possível pra ser sincera a maioria das vezes, porque mesmo sendo difícil de lidar com ela, não a nada melhor, espero que isso me caracterize ano que vem. 

Sem esquecer que em 2011, minha vida foi bem mais interessante graças a algumas pessoas, maravilhosas, como minha família, que aguentaram meus abusos, me fizeram refletir sobre algumas coisas e não me deixaram dá saltos maiores que minhas pernas. "As Meninas da UECE" evoluíram e se multiplicaram, não são só as meninas que fazem trabalho comigo, minhas grandes amigas, são AVASSALADORAS, porque somos fodas, só isso. Eu não tenho nem como agradecer a cada uma delas de um jeito diferente, porque elas têm que me aturar quando estou feliz, triste, esperançosa, revolucionária, maluca, desiludida, apaixonada, carente, e todas as coisas que me transformam "otcho vezes" ao dia! Eu também tenho que falar do Naldinho, porque em 2011 foi o ano de perceber que a maturidade vem com o tempo, pros dois. Quem diria que três anos depois eu seria amiga do meu primeiro namorado e conseguiria conversar com ele sem brigar por qualquer coisa. Agradeço às nossas saídas, nossas reuniões e toda a paciência que ele tem comigo. Sem falar nas pessoas que eu amei e amei em 2011, pessoas que conversaram comigo e me fizeram ter dias que valessem a pena: a Aline, minha miguxa fofa s2; o Arthur, que nunca me deixou e conversou e brincou muito comigo; a Cathe, que me faz rir demais; o Play, que me mostra o quanto eu sou humana; o Daniel, que me faz ver o quanto os opostos se atraem, hahaha; o Davi, que foi um primo muito prestativo; o Rainer, que é uma ótima companhia quando se está atrasada para algum lugar e o trânsito estar de matar; a Dona Estela, que é a mãe de amiguinho mais babona que conheço; o Padre Ivo, que me fez chorar uma vez e rir muitas outras; o Léo David, meu irmão mais velho e mais novo, eu simplesmente ganhei um amigo que eu duvido que exista igual em qualquer lugar do mundo; a Livinha, que mais de uma vez conseguiu me mostrar que sou capaz de muitas coisas que minha tristeza não me deixa notar; o Mafra, que me cativou e faz a saudade apertar o meu peito, assim como o Ribas; a Luiza, que me abraça, me escuta, tem uma risada indescritível e toma sorvete comigo na tia Rô; as professoras Cristininha, Liana, Aurineida, Paula Raquel, Helena Frota, Irma, Sônia Lima; a Iracelma, que foi uma parceirona; a Marianinha, que deixou ver os olhos de Cristo através dos olhos dela; a Martha, a Monike, o Matheus, o Naélio, o Roberto, que receberam a gente lá na paróquia deles; o Mateus Vaz, sempre entendendo minha agenda lotada e vindo me ver; a Nat LINDA, que foi uma fofa sempre e me mostrou como pessoas incríveis podem passar despercebidas pelo nosso cotidiano; a Tábita e a Rebeca, por serem umas primas maravilhosas e gostarem de mim; o Renato Santos, por todas as caronas até a UECE; o Tiago Maia, que mesmo mal encontrando comigo em 2011 consegue fazer com que eu me orgulhe dele; a Robs; a Tuts e a Rôgeany. Eu só tenho que agradecer a todos que me preservaram em seus corações e que habitaram o meu. 

A coisa complica quando se fala de relacionamentos. Esse ano eu me permiti viver relacionamentos modernos, contudo, eu acho que ainda sou meio anacrônica pra isso. Não me apaixonei loucamente, mas não estava pronta pra viver modernamente meus relacionamentos. Eu tento ser como a Sofia dos meus textos, acredito que o jeito que ela ama é como eu quero amar no futuro próximo, de preferência, mas eu ainda sou muito Julia. Na verdade, eu nem sei como eu lido com tudo isso, só sei que esse ano só colei figurinhas repetidas, como disse a Priscyla. Acho que tenho dificuldade em me relacionar, porque se nem eu entendo o que eu quero, quais são minhas pretensões, como o cara vai saber? Tem situações em que travo por não está em um relacionamento sério e tem outras que eu digo "a gente não precisa conversar sobre isso depois"Coisas de Jéssica, quem entenderá? Eu não sei, achei que quem vivesse iria ver, mas com as coisas não são tão simples assim, fico aqui, com meu simples coração, esperando um Levi, tatuado, como lembra minha tia, para viver variações sobre um mesmo tema.

Seja bem vindo fim do mundo (2012), que os desejos de virada se realizem.  é só isso que tenho a dizer ;)


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