domingo, 27 de fevereiro de 2011

Faxina: no quarto, no corpo, na alma, na vivência.

Há muito tempo venho precisando de uma faxina. Uma faxina daquelas que o Drummond aconselha:


"(...) Renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo. (...) Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. (...) Tá se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar... Hoje é um bom dia para começar novos desafios. (...) Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o "Amor".(...)".


Não sei vocês, mas de vez por outra eu preciso apertar esse botão reiniciar na minha vida. Muitas vezes esse botão vem sendo alguém, alguém que me ajuda a reiniciar a caminhada, que me apoia no momento de "abandonar aquela fase e partir pra outra", como já disse Marcelo Camelo: "pra que minha vida siga adiante".

E seguir adiante é começar de novo ou recomeçar. Eu sempre me afasto das pessoas nos meus momentos misantrópicos, eu já tenho uma cara de antipatia que afasta as pessoas de mim e eu nem acho isso ruim, na verdade. Eu sei que quem gosta de mim não precisa só de um sorriso pra se aproximar de mim, que eu posso dizer "hoje eu tô a cara do abuso" que essas pessoas vêm e me dizem "pois deixa eu te dar uma abraço sua abusada".

Tô tentando começar de novo, nesse momento. Tô tentando acertar, mesmo cometendo burrices, mas eu tô tentando. Apesar de me cansar, de me magoar, de criar expectativas - eu odeio quando eu crio ¬¬ -, vou indo, crescendo e é nos erros que a gente cresce mesmo. Como disse alguém no twitter - sim, no twitter tem coisas que prestam - "Se você quer um arco-íris, tem que suportar a chuva.". Então que chova muito, porque arco-íreis são lindos!

E comecei essa faxina, aos poucos porque eu sou preguiçosa, comecei pelo meu quarto e minhas gavetas. Minha mãe sempre diz que nossas gavetas são reflexos de nossas vidas. Minha gaveta da faculdade tá de férias, nem a abro; minha gaveta "do EJC" tá uma loucura, vou só colocando papel dentro; minha gaveta de roupas tá de pernas pro ar, nem a divisão que eu faço tá sendo mais cumprida; o meu quarto então, não é de menos, vou chegando e completando o amontoado, tá certo que eu consigo viver legal nele, acho minha coisas e tal, mas não tá como tem que ser. Minha vida tá igualzinha, eu sei onde as coisas estão, eu consigo sobreviver nela, mas não é pra ser assim, eu tenho que habitá-la, não posso tá "de passagem".

Essa faxina ainda está em processo, mas só de jogar papeis fora isso me ajuda, me dá força, me mostra que algumas coisas já foram importantes e hoje não são mais. Ainda falta esvaziar o coração, eu não sei se eu sou boa nisso, rs. Eu costumo guardar as pessoas lá e mesmo que elas criem poeira, não as tiro de lá, talvez seja por isso que nunca tô pronta para um novo amor. Mas é isso ai, tem que ver isso ai, rsrs. Sei que sou "apaixonável" e acho que é disso que eu tô precisando pra finalizar essa faxina, preciso me apaixonar, mas por alguém que não seja o Dean Winchester.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Naqueles dias...

Não, eu não estou menstruada. Eu estou ''emo", rs - não sei o que é pior.

Desde ontem algo me consome, e me faz distante. Eu sempre tenho dessas coisas, não é estágio da TPM nem nada, é só enjôo do mundo, sei lá.

Quando eu tô assim eu só quero ficar só, sozinha vendo um filme, sozinha na internet - escrevendo/lendo, sozinha na cama, sozinha pensando. Eu incorporo todos os meus pensamentos e os reavalio.

Isso não quer dizer que eu tô triste, por isso não sei se "emo" é a descrição correta, só que eu tô com abusinho sentimental. Não quero papo, não quero colo, não quero ter que me doar, não quero cuidar de quem cativei, não quero nada além de mim mesma. É, é isso.


Eu passei o dia vendo Supernatural *-*, desisti de duas festas e fiz um bolo de chocolate :9

Eu não tô triste, tô cansada. Cansada da mesmice, das pessoas, do "ter que se importar", "ter que falar", "ter que sorrir".

Não sirvo pra ser simpática, fazer o social, meu lance é a misantropia.

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