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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ela: O que te atrai em mim?

Ele: Deixa eu ver... Tipo fisicamente?

Ela: Tipo atração. O que te atrai, pode ser fisicamente, temperamentalmente...

Ele: Me atrai a forma que você me domina, tua perversidade sutil, o jeito que você se veste, tua raiva...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Adeus 2011, bem vindo fim do mundo.

Eu acho que esperei ansiosamente por este post. Desde um bom tempo venho tentando reunir coisas que aconteceram durante o ano para contar aqui. Acho que tudo tem haver com a certeza, não só esperança, que deposito em 2012. Além do mais, eu adoro essa coisa de fim de ano. Acho que é um dos raros momentos onde podemos reunir o passado e o futuro no presente, é como se o tempo não fosse tão incontrolável assim. 

O ano de 2011 não foi um ano ruim, muito pelo contrário, foi um ano muito bom, muito cheio de compromissos e muito rico em novidades. Entretanto, 2011 foi um ano duro, um ano em que mudanças tiveram que acontecer e fazer escolhas foi extremamente necessário.


Não foi só minha vida que teve grandes fatos ocorrendo, o mundo todo passou por muita coisa no decorrer do ano, como a Revolta Árabe, que uniu descontentes e derrubou ditadores; a licença concedida pelo IBAMA para o inicio das Obras e Belo Monte e a aprovação do Código Florestal pelo Senado; foi registrado o 1º casamento civil gay do Brasil; morreu aos 27 anos Amy Winehouse, aos 34 anos a Lacraia, aos 56 anos Steve Jobs, aos 57 anos Sócrates e aos 79 anos ex-vice-presidente José Alencar; o Facebook se tornou a rede social nº 1 do Brasil; a crise financeira do capital atingiu a Europa e os EUA, no meio dessa crise surgiu o Ocupe Wall Street, contra a influência empresarial na sociedade americana; o Lula foi diagnosticado com câncer e o Gianecchini descobriu um linfoma; alunos da USP invadiram a reitoria e foram retirados pela PM; Anderson Silva nocauteou o Belfort; o Ceni fez o centésimo gol em cima do Corinthians; o príncipe William casou com a plebeia Kate; o Osama Bin Laden foi morto, assim como o Muammar Kadafi; o McCartney veio ao Brasil, mas não ao PV, como gostaria o Filipe Passos; Sindicatos gregos convocaram os trabalhadores a deixarem seus postos para protestar contra as medidas de austeridade fiscal tomadas pelo governo, que teve como consequência uma recessão; o Papa twittou pela primeira vez; Professores de 21 Estados param para cobrar o piso nacional; nasce o filho do Neymar; Rafinha saiu do CQC e foi processado pela Wanessa Camargo; Fátima Bernardes deixa o Jornal Nacional; aconteceram centenas de marchas por todos o país; o Parajana foi extinto; entre tantas outras catástrofes nacionais.

E na minha "nada mole vida", muitas coisas aconteceram em diferentes óticas. A maioria dos fatos que se sucederam se deram devido ao fato de ter assumido o cargo de Jovem Palestra do EJC, durante o ano de 2011. Eu tinha dito que faria um post sobre isso, mas não fiz, nem farei mais, existem algumas coisas que por mais que a gente escreva não vai ser o suficiente e não vai conseguir contemplar tudo que foi vivido, ou ainda, como disse alguém que sabe mais do que eu, algumas coisas precisam ser vividas e não eternizadas em palavras ou fotografias. Ser dirigente foi o que eu escolhi ser prioridade para esse ano de 2011 que se encerra. Às vezes é necessário tomar algo como prioridade, para que pelo menos intencionalmente, possamos dar o melhor de si para a construção de algo. Graças ao EJC acabei dando duas palestras por ECC, o que me deixou ansiosa, feliz e me trouxe reflexões sobre quem somos e como nossa vida pode de um jeito ou de outro ajudar a transformar a vida do próximo; além de ter a oportunidade de conhecer o EJC em outra paróquia e fazer amigos na Aerolândia. Foi também por trabalhar no EJC que eu pude conhecer pessoas excelentes, que eu espero ter por perto por longos anos ou sendo mais pessimista, manter contato suficiente durante 2012. Suficiente, que me refiro é tanto quanto esse ano, se vendo pelo menos 10 vezes ao mês. 

Fora o EJC, a responsabilidade que me foi atribuída: ser bolsista do projeto de extensão Serviço Social UECE / Serrinha - Troca de Saberes, no qual desenvolvemos um projeto que me fez crescer muito, como assistente social, como estudante, como Jéssica. Esse ano foi extremamente importante pra minha carreira de estudante. Eu ampliei minha visão de mundo e tive que me deparar com quem ainda não conseguiu fazer isso; fui a um ato em defesa das universidades estaduais do Ceará e outro, pela luta do piso salarial nacional dos professores; fiz a seleção pra ser bolsista do PETSS, mas não fui aprovada; então conheci o LAPESS (Laboratório de Pesquisas e Estudos em Serviço Social), entrei para o grupo de estudos sobre Questão Urbana, Questão Rural e Serviço Social e acabei sendo aprovada pra bolsa de extensão; fiz diversos minicursos sobre varias temáticas diferentes; assisti aula de outro curso; fui à primeira vez a um happy hour e bebi tequila, depois de dois na universidade; assisti a um filme (Batismo de Sangue) que me fez chorar uma semana inteira; Viajei e participei do III ENNTEFH em Maceió e gastei maior grana e conheci feras como Sergio Lessa, Ivo Tonet e Cristina Paniago; tive que tomar quatro copos de energético pra poder ficar acordada por 12h pra terminar meu projeto de pesquisa; resolvi que vou fazer serviço social, que quero fazer mestrado e tudo, graças às disciplinas como Trabalho e Sociabilidade e Política Social e às grandes mulheres que lecionaram elas para mim. 

Ao se tratar de cultura cinéfila, meu ano foi bem recheado, graças à Deus, à minha mãe e à minha bolsa. Durante o ano eu fui 14 vezes ao cinema, vi De Pernas Para o Ar (com a Amanda, mantendo a tradição do nosso primeiro cinema anual, e a Patrícia), Rio (a primeira ida do João Vitor da Sarah ao cinema), Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, Harry Potter e as Relíquias da Morte pt. II, Os Smurfs, Planeta dos Macacos, Gigantes de Aço, Os Três Mosqueteiros, Contágio, Atividade Paranormal 3 (mesmo não tendo assistido nenhum dos dois primeiros e ter ficado boa parte do filme de olhos fechados), Amanhecer pt. I, O Palhaço (indo a primeira vez sozinha ao cinema, por uma vontade do acaso), O Preço do Amanhã, e Os Especialistas. 

Já quando se fala em cultura musical, a lista foi um pouco mais reduzida. Vi subir ao palco em 2011 Kid Abelha, Vanessa da Mata, Os Paralamas do Sucesso (duas vezes), Jota Quest, Skank, Dominus, Missionário Shalom, Alto Louvor, Kelly Patrícia, Davidson Silva, Adoração e Vida, a Banda da Marinha com o meu querido saxofonista Renato Maranguape. Ganhei um ingresso para o show do Nando Reis, mas não fui por uma série de fatores que não justificam a burrice. 

Quando o assunto é humor perdi pontos significativos se comparado com 2010, só fui a dois shows este ano, o do Fabio Porchat e do Murilo Gun, que era um festival e eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho dos meninos do Ceará, o Galetto e o Glayco e virei uma fã meio torta, super divulgo o Humorragia, mas não os vi nenhuma outra vez no ano.

No quesito livros, eu também fui muito ruim esse ano, acho que só li quatro livros esse ano, a maioria fruto da primeira compra online que fiz: Amores Incertos, Bilionários por Acaso: a criação do Facebook, Coisas da Vida e O Pequeno Príncipe, fora os que leio porque meu curso me pede; além disso, abandonei dois e estou sofrendo pra ler um. Isso é uma vergonha muito grande. Usei o skoob como ferramenta de troca e ganhei dois livros novos. 

Cultura sempre foi um investimento prioritário na minha lista, só perde pra comida. Eu gasto demais com comida e não foi diferente em 2011. Eu tenho certeza que se eu tivesse mais dinheiro eu seria obesa, como eu não tenho, engordei 4 kg durante o ano e eles gostaram bastante de mim e não me deixaram mais. A culpa disso é das Caranguejadas em família; das saídas com o pessoal da época do São Vicente, que me fez até beber cerveja, que nem fã eu sou; das saídas programadas ou não dos Malucos Beleza, onde sempre acabamos cozinhamos ou vamos comer pizza; das vezes que a Deisy me levou pra comer pastel ou para rodízio de pizza, do almoço no shopping com a Jéssica Holanda e a Gaby; da Aline que sempre quer me engordar me estimulando a comer torta no intervalo das aulas; do Paulo Filho e sua progenitora, que me levam pra comer pizza com cerveja sem álcool ou ainda quando nos oferece (a mim e aos demais malucos) pizza para que arrumemos a sua mala para os EUA; dos meu marujos (sim, sou a capitã Jesk Sparrow) que me deixam comer até passar mal no Rodízio de Massas; do Renato que faz almoço de despedida; da tia Dinha que me deixa comer duas bolas gigantes de sorvete na 50 sabores; sem esquecer os momentos em que estou carente e faço panelas de brigadeiros e bolos de chocolate. 

Como no ano que chega a gente tem balancear o que já foi vivido, resolvi que vou investir menos em comida e mais em saúde. E é aí que surgem as primeiras promessas de 2012, eu vou praticar alguma atividade física, vou ao ginecologista, dentista, dermatologista e nutricionista. Tudo isso é culpa de vocês, suas melhores más companhias do mundo! 

Algumas coisas também conseguiram se destacar nesses 365 dias em que vivi: Fui somente duas vezes à praia nesse ano, uma vez no início do ano, se cumprindo mais uma tradição dos Malucos Beleza e outra quando viajei à Maceio. Esse ano eu consegui fazer uma coisa que prometi na retrospectiva anterior, dedicar um tempo maior aos meus amigos Malucos Beleza. Fomos ao Ytacaranha Park, Eles vieram me ver tarde da noite, quando eu não pude encontrá-los; usei de Martha Medeiros para amá-los poeticamente; fizemos três promessas para o futuro; fomos deixar e buscar o Paulo Filho no aeroporto; tomamos licor de menta do Renatinho, em uma festa estilo Cilada.com, que ele é o melhor do melhor do mundo em fazer e no aniversário de 20 anos da Paty; fomos ao Ypark com os amigos marinheiros que o Renato me deu; também andamos de patins; e fomos à Praia de Iracema, ver a lua com o telescópio; vimos o Renato se formar em Marinheiro e o vimos partir para uma temporada de dois anos no Rio, então decidimos que passaremos o ano novo de 2012/2013 lá, estarei escrevendo um texto desse estilo do Rio de Janeiro, daqui a um ano

Já com as Pimponas, foi totalmente o inverso. Nós nos reunimos bem menos esse ano, talvez porque todas estavam muito ocupadas, talvez porque a necessidade desse grupo se reunir seja menor que a do outro, eu não sei, só sei que fizemos nossa confraternização no inicio do ano, e um Pimponas Night em julho. Depois disso, nenhuma reunião oficial, só encontros em aniversários, e em eventos do EJC ou da Igreja. 

Eu tentei cumprir minha lista de desejos, ou pelo menos dá uma adiantada nela durante o ano. Acho que brinquei de uma forma gostosa com o João Vitor, a Sarah e o Saulo, mas também briguei muito com eles, uma coisa que eu detesto, mas acontece nas melhores famílias; Conversei com o Saulo, não quanto eu gostaria, mas todas às vezes foram maravilhosas. O Saulo é o melhor do melhor do mundo em me fazer rir de besteiras quando não tem intenção disso; acho que não tenho propriedade pra dizer que conheci mais os meus outros irmãos, eu tive mais contato com o Rafael, mas não o suficiente pra abrir a boca e dizer que o conheço mesmo; não doei medula óssea, mas doei sangue *-* e me cadastrei como doadora de medula; não tive uma conversa séria com meu pai, e isso ainda é difícil pra mim, porque eu tenho medo, mas um passo mesmo que minúsculo foi dado em relação a isso, eu dei dois testemunhos que falavam de família e principalmente que falavam dele, do nosso (não) relacionamento e de como isso ainda não é definido, o que me faz não ser tão alheia a isso, afinal não vou sair falando algo que não vivo, que só desejo...; fui à Recife, passei só dois dias, não conheci a cidade, só o Laça Burguer e Olinda, mas me apaixonei e quero voltar, adoro o sotaque pernambucano!; não sei se conseguir solidificar amizades que são mais virtuais que reais, acho que não, com exceção da Rôgeany por quem eu tenho um carinho incrível...; escrevi o meu projeto sobre a Relação de Sociabilidade da Juventude na Internet, sofri, chorei, levei carão em público, mas tive êxito e tirei 10!; Não tive a chance de sentar com todos os meus amigos de núcleos diferentes e ver se eles têm muita coisa em comum além da minha amizade ou se eles não têm nada em comum e eu sou uma pessoa versátil, mas eu pretendo em 2012 misturar mais as pessoas dos diversos núcleos, mesmo que a Amanda odeie isso :P; fiquei muito feliz em desenvolver minha subjetividade e em conversar sobre pensamentos, filosofar com pessoas diversas, tentando compreender a visão de cada uma delas, essa foi uma das minhas maiores conquistas em 2011; eu não fiz outro teste de personalidade, quer dizer, eu fiz, mas não foi através dele que reconheci as mudanças que adotei foi através da vivência; ainda não tenho uma foto com cada pessoa que considero importante na minha vida e acho que nunca vou ter. Além disso, decidi que eu farei o possível pra ser sincera a maioria das vezes, porque mesmo sendo difícil de lidar com ela, não a nada melhor, espero que isso me caracterize ano que vem. 

Sem esquecer que em 2011, minha vida foi bem mais interessante graças a algumas pessoas, maravilhosas, como minha família, que aguentaram meus abusos, me fizeram refletir sobre algumas coisas e não me deixaram dá saltos maiores que minhas pernas. "As Meninas da UECE" evoluíram e se multiplicaram, não são só as meninas que fazem trabalho comigo, minhas grandes amigas, são AVASSALADORAS, porque somos fodas, só isso. Eu não tenho nem como agradecer a cada uma delas de um jeito diferente, porque elas têm que me aturar quando estou feliz, triste, esperançosa, revolucionária, maluca, desiludida, apaixonada, carente, e todas as coisas que me transformam "otcho vezes" ao dia! Eu também tenho que falar do Naldinho, porque em 2011 foi o ano de perceber que a maturidade vem com o tempo, pros dois. Quem diria que três anos depois eu seria amiga do meu primeiro namorado e conseguiria conversar com ele sem brigar por qualquer coisa. Agradeço às nossas saídas, nossas reuniões e toda a paciência que ele tem comigo. Sem falar nas pessoas que eu amei e amei em 2011, pessoas que conversaram comigo e me fizeram ter dias que valessem a pena: a Aline, minha miguxa fofa s2; o Arthur, que nunca me deixou e conversou e brincou muito comigo; a Cathe, que me faz rir demais; o Play, que me mostra o quanto eu sou humana; o Daniel, que me faz ver o quanto os opostos se atraem, hahaha; o Davi, que foi um primo muito prestativo; o Rainer, que é uma ótima companhia quando se está atrasada para algum lugar e o trânsito estar de matar; a Dona Estela, que é a mãe de amiguinho mais babona que conheço; o Padre Ivo, que me fez chorar uma vez e rir muitas outras; o Léo David, meu irmão mais velho e mais novo, eu simplesmente ganhei um amigo que eu duvido que exista igual em qualquer lugar do mundo; a Livinha, que mais de uma vez conseguiu me mostrar que sou capaz de muitas coisas que minha tristeza não me deixa notar; o Mafra, que me cativou e faz a saudade apertar o meu peito, assim como o Ribas; a Luiza, que me abraça, me escuta, tem uma risada indescritível e toma sorvete comigo na tia Rô; as professoras Cristininha, Liana, Aurineida, Paula Raquel, Helena Frota, Irma, Sônia Lima; a Iracelma, que foi uma parceirona; a Marianinha, que deixou ver os olhos de Cristo através dos olhos dela; a Martha, a Monike, o Matheus, o Naélio, o Roberto, que receberam a gente lá na paróquia deles; o Mateus Vaz, sempre entendendo minha agenda lotada e vindo me ver; a Nat LINDA, que foi uma fofa sempre e me mostrou como pessoas incríveis podem passar despercebidas pelo nosso cotidiano; a Tábita e a Rebeca, por serem umas primas maravilhosas e gostarem de mim; o Renato Santos, por todas as caronas até a UECE; o Tiago Maia, que mesmo mal encontrando comigo em 2011 consegue fazer com que eu me orgulhe dele; a Robs; a Tuts e a Rôgeany. Eu só tenho que agradecer a todos que me preservaram em seus corações e que habitaram o meu. 

A coisa complica quando se fala de relacionamentos. Esse ano eu me permiti viver relacionamentos modernos, contudo, eu acho que ainda sou meio anacrônica pra isso. Não me apaixonei loucamente, mas não estava pronta pra viver modernamente meus relacionamentos. Eu tento ser como a Sofia dos meus textos, acredito que o jeito que ela ama é como eu quero amar no futuro próximo, de preferência, mas eu ainda sou muito Julia. Na verdade, eu nem sei como eu lido com tudo isso, só sei que esse ano só colei figurinhas repetidas, como disse a Priscyla. Acho que tenho dificuldade em me relacionar, porque se nem eu entendo o que eu quero, quais são minhas pretensões, como o cara vai saber? Tem situações em que travo por não está em um relacionamento sério e tem outras que eu digo "a gente não precisa conversar sobre isso depois"Coisas de Jéssica, quem entenderá? Eu não sei, achei que quem vivesse iria ver, mas com as coisas não são tão simples assim, fico aqui, com meu simples coração, esperando um Levi, tatuado, como lembra minha tia, para viver variações sobre um mesmo tema.

Seja bem vindo fim do mundo (2012), que os desejos de virada se realizem.  é só isso que tenho a dizer ;)


domingo, 6 de novembro de 2011

Meme


Hoje eu estou muito comunicativa. Estou morrendo de vontade de conversar com alguém, de escrever, de falar. Eu quero conversar! Mas, como em mais um domingo à noite, estou forever alone, então, antes de desistir e ir ler um texto de Política Social ou escrever meu projeto de pesquisa, aí vai mais uma tentativa minha de falar ao vento.


P.S: é um meme!

1) Onde está seu celular? Aqui do lado.
2) E o namorado? Faz mais de 3 anos que não tenho.
3) Cor do cabelo? Castanho Escuro.
4) O que mais gosta de fazer? Conversar e dar risada.
5) O que você sonhou na noite passada? Não lembro :/
6) Onde você está? Na sala de casa.
7) Onde você gostaria de estar agora? Em qualquer lugar dessa Fortaleza agitada.
8) Onde você gostaria de estar em seis anos? Na minha casa, me arrumando pra sair. :)
9) Onde você estava há seis anos? Deveria estar na Igreja...
10) Onde você estava na noite passada? Estava curtindo uma noite que era pra ser morgada com o Daniel e com o Mateus.
11) O que você não é? Organizada
12) O que você é? Indecisa.
13) Objeto do desejo? Um celular novo.
14) O que vai comprar hoje? Nada, a não ser que alguém passe pra me tirar de casa, aí é de se pensar...
15) Qual sua última compra? Pizza, cerveja e coca-cola.
16) A última coisa que você fez? Li textos antigos meus.
17) O que você está usando? Camisa listrada e short jeans.
19) Seu cachorro? Não tenho.
20) Seu computador? Tá aqui, rsrs. Ele é meu e é o bastante.
21) Seu humor? Politicamente Incorreto.
22) Com saudades de alguém? Do Paulo Filho, da Amanda...
23) Seu carro? Eu não tenho e acho que vou demorar a ter.
24) Perfume que está usando? Má Chérie, da O Boticário.
25) Última coisa que comeu? Pipoca.
26) Fome de quê? De lasanha?
27) Preguiça de… ? Escrever trabalhos acadêmicos.
28) Próxima coisa que pretende comprar? Não tenho nenhuma pretensão :X.
29) Seu verão? Sei lá, é tão difícil saber quando é verão e inverno aqui.
30) Ama alguém? Lógico, o que seria da vida sem amor?
31) Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Hoje à tarde, com a Jéssica, a Nara, a Bruna, a Lua e a Priscyla.
32) Quando chorou pela última vez? Ontem á tarde, enquanto assistia à palestra do Lenilton, no ECC, foi um choro feliz. :)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Questionário de Proust

Lá pelos idos de 1886, o então futuro escritor, Marcel Proust, na época com treze anos de idade, estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma "modinha", como se diz, uma brincadeira que teve origem na Inglaterra vitoriana, e que consistia numa diversão de salão chamada “Confissões”, na qual os participantes respondiam a uma pequena lista de perguntas pessoais. Essa se tornou uma brincadeira bastante comum nos refinados salões da Belle Époque, e se tornou uma fonte de assuntos e de animações para as festas, uma forma original de entreter os convidados.

Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, a primeira quando era menino, aos treze anos de idade, e outra, já um rapaz de vinte anos, quando servia o exército francês. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que virou uma espécie de padrão até de entrevistas jornalísticas! Hoje, o pouco que se sabe da vida pessoal de Proust foi praticamente “deduzido” dos questionários respondidos, reencontrados pelo filho da prima Antoinette, e publicados em 1924. Através do questionário, pode-se conhecer bastante da personalidade e das aspirações do escritor, o que sempre instigou críticos, admiradores e fãs. Em homenagem ao autor de Em Busca do Tempo Perdido, que gostava do jogo, a brincadeira é internacionalmente conhecida hoje pelo nome de “Questionário Proust” e como eu sempre gostei de disparates, divido com vocês as minhas respostas:

1. Qual é sua maior qualidade?
Acho que minha maior qualidade é ser intensa. 

2. E seu maior defeito?
Eu não sou boa em definições, talvez essa seja meu maior defeito :B

3. A característica mais importante em um homem?
Eles devem ser carinhosos e firmes. Devem escutar e saber parar uma ladainha... Eles devem olhar para os olhos antes de olhar para o corpo. Eles devem saber usar o seu "jeito protetor"...

4. E em uma mulher?
Elas devem ser gentis e firmes. Elas devem ser acolhedoras e saber escutar. Elas devem ser transparentes e sinceras. Devem dizer o que pensam.

5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
Eles são únicos e intensos. São completos e tem lacunas a serem preenchidas e encaixadas.

6. Sua atividade favorita é...
Dormir e sonhar, eu adoro... mas troco noites de sono por conversas agradabilíssimas que viram a noite.

7. Qual é sua ideia de felicidade?
Olhar para trás e me sentir satisfeita com o que já caminhei; olhar para frente e ter esperança no que está por vir e ter segurança por onde ando.

8. E o que seria a maior das tragédias?
Ser vencida pela própria insegurança, pelo medo, pela dúvida. Ser cega diante da verdade me apresentada claramente.

9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Não sei. Com certeza me inventaria.

10. E onde gostaria de viver?
Na minha casa, com o meu arrumado e a minha bagunça. Minhas fotos coladas na parede, uma boa música tocando na rádio e felicidade espalhada no ar.

11. Qual sua cor favorita?
Não sei, talvez verde.

12. Uma flor?
Tulipas

13. Um pássaro?
Fenghuang - a fênix chinesa.

14. Seus autores preferidos?
Eu não tenho autores preferidos. Eu tenho algumas histórias favoritas. Quem as escreveu foram: Marcia Kupstas, Janina Bauman, Markus Zusak, Martha Medeiros, Caio Fernando Abreu, Ana Jácomo, Alexandre Dumas, Carpinejar, Meg Cabot, John Grogan...

15. E os poetas de que mais gosta?
Não tenho poetas favoritos também. Gosto de poemas em particular...

16. Quem são seus heróis de ficção?
Aqueles que são mais próximos possíveis dos heróis-nossos-de-cada-dia.

17. E as heroínas?
Todas as que conseguem se destacar e vencer todas as dificuldades impostas pelos homens e mulheres que não tem as características citadas em 3 e 4.

18. Seu compositor favorito é...
Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Nando Reis, Marisa Monte, Arnaldo Antunes...

19. E os pintores que você mais curte?
Não sou uma boa conhecedora da arte de pintar.

20. Quem são suas heroínas na vida real?
Sem dúvida nenhuma minha Mãe, Avó e tia Dinha.

21. E quem são seus heróis?
Eu sou feminina nesse aspecto. Acho que mulheres salvam mais do que homens. Mas estou esperando pra ser salva por um deles. ;)

22. Qual é sua palavra favorita?
Ela não costuma ser a mesma, mas tem sido революция, revolução em russo.

23. O que você mais detesta?
Os donos da verdade.

24. Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Hitler, Stalin, Mussolini, Fleury, Goebbels e uma galera que eu esqueci.

25. Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?
Eu queria ser tipo a Tempestade. (Natureza ou X-Men? #ficaadúvida).

26. Como você gostaria de morrer?
Na tranquilidade, de uma maneira que amenizasse a dor de quem ficasse.

27. Qual seu atual estado de espírito?
Eu estou extremante simpática (?) hoje! :D (sim, acredite!)

28. Que defeito é mais fácil perdoar?
Os que são mais parecidos com os nossos.

29. Qual é o lema da sua vida?
Eu lá tenho lema. :S "Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago". ♪


E você já pensou sobre o SEU encontro com você mesmo?
Então, quem sabe você não começa como Proust, com um simples questionário dirigido a você mesmo? Além de este ser um ótimo exercício de autoconhecimento, as respostas obtidas podem ser surpreendentes, e até mesmo reveladoras.
Pois é...

domingo, 31 de julho de 2011

Entrevista Ilustrada

Oi :B
Eu estava com saudade de escrever... Não tenho escrito muito ultimamente, tenho lido algumas coisas e contemplado diversas escritas, mas senti falta de escrever. Uma vez me disseram que a inspiração da escrita só vem nos momentos de fortes emoções, talvez seja mesmo...

Bom, eu vim matar a saudade do blog, porque só eu tenho saudade dele em atividade #foreveralone, e resolvi  fazer uma entrevista ilustrada, que vi no site das meninas do TPM Semanal. Lá, elas entrevistam um amigo, eu que sou #foreveralone², vou me auto-entrevistar #chupa!

Jéssica Maria, tem 19 anos e nasceu em Fortaleza. Mas o Google à conhece por @jekinha_jesk. Na UECE é conhecida como "Miguxaaa s2", e em casa como "preguiçosa". Dona do blog pessoal mais lido da internet, #ounão, o Nem Tão Simples Assim, Jéssica divide seu tempo entre comer, dormir, resolver problemas alheios e trollar na internet. Faz Serviço Social na UECE mas ainda teima em fazer Jornalismo na UFC. Não trabalha, só dá trabalho. 

Três curiosidades sobre ela:
1. Tem 8 irmãos,
2. Não sabe andar de bicicleta,
3. Ler os sms das pessoas ao pegar o celular delas.

Diga quem é você em 5 imagens:
   

Do que você tem medo?

O que te faz rir?

Atualmente, o que tem servido de expiração pra você?

O que você mais odeia no mundo?

Você já colecionou ou tentou colecionar alguma coisa?


Quem você chamaria de gênio?


Um lugar, um animal, uma banda, um filme, um livro, e uma cor:

O que você seria se não fosse o que é hoje?

O que você faria se você fosse um homem?

Uma imagem pra representar o inferno e outra para o paraíso:

Qual a última coisa que gostaria de fazer antes de morrer?

Essa sou eu.

sábado, 7 de maio de 2011

Reatificação

Todo mundo tem direito de dizer o que quiser. A liberdade de expressão tá aí pra isso. Mas a questão é, ao proclamarmos palavras, somos responsáveis por elas. A muitos dias atrás eu escrevi o post O que está acontecendo?, onde eu proclamei muitas palavras, explicando e tentando decifrar tudo que sentia no momento. Tudo que escrevi foi real, fruto de emoções e vivências que me sufocavam. Hoje, vim reavaliar algumas das palavras que falei, afinal, foram ditas por mim  e eu tenho total direito de voltar atrás em relação a elas.

"...  não tem a agenda-de-cada-dia esse ano então, ..."
Pois é, acabei ganhando uma agenda esse ano! \o Meu querido amigo bereu Leo me deu uma agenda! Eu não conto nela tudo que acontece no meu dia, só registros importantes. ;)


"... chegaram ao cúmulo de quase me forçar a sair. Será que ninguém parou pra pensar que eu só queria um tempo longe, longe de toda a obrigação com o exterior?"

Esse é um ponto importante e só agora consegui enxergar o outro lado: a minha família estava preocupada comigo, queria me ver bem, não queria me ver na frente do computador - que oferece perigos [fala da pessoa de 99 anos que vive dentro de mim] -, queria que eu deixasse essa mania de misantropia - palavra que deixou minha família com abuso :P -  e fosse viver! Viver por tanta gente dedica a mim carinho, amor, atenção. Pensa em mim, faz planos e eu simplesmente me dou ao luxo de corresponder quando quero.

"...você "tem que fazer" porque a sociedade te pede. Pra Putaquepariu a sociedade e as leis dela! A sociedade só mefode, só me obriga e só me limita, por que então eu tenho que dá ouvidos a ela?! Por que a gente se acostuma a viver como foi criado e passa isso adiante? Por que devemos responder aos desejos sociais se eles tão pouco se lixando se aquilo me satisfaz?! Talvez sejam indagações egoístas e mesquinhas, mas por que a gente não pode tentar se concertar antes de ter que encarar tudo que te deixa em cacos? E se é em vão ou não, não é do interesse social. Se eu perco meu tempo, ou não, muito menos então, deixe-me viver, porque experiências alheias não me fazem crescer."
Foi a coisa mais ridícula que eu escrevi e eu me envergonho. Me envergonho exatamente por ter sido o que eu recrimino, o egoísmo. Eu não posso ser alheia à sociedade, por mais que eu queira. Eu vivo nela, eu sou responsável pelo que acontece nela e com ela. Se algo não me satisfaz eu não devo virar as costas, devo mudar, agir, ir atrás para que seja diferente. Diferente do que eu preguei anteriormente, não devo ser indiferente e me isolar, é por pensamentos iguais aos meus que a nossa vida tá do jeito que tá. Que sejamos mais solidários, menos egoístas e mesquinhos, que saibamos ser verdadeiramente sábios para lidar com as questões do dia-a-dia, porque como já diz o povo das Ciências Humanas e Sociais "lidar com gente é difícil", ou seja, nós somos o logaritmo de cada dia para muita gente, que com paciência, tolerância e amor vão tentando nos resolver.

Acho que eu continuo sem entender bem o que aconteceu, mas de uma coisa eu sei, eu consigo e me sinto bem reconhecendo os meus erros - e espero o mesmo dos outros.

sábado, 12 de março de 2011

O que está acontecendo?

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo? ... ♫ "


Pessoas queridas,

sei que estou ausente nesse recinto. Mas como escrevi no fim do ano passado, já não tenho tanto tempo disponível. Ou até tenho, mas não sei usá-lo, as palavras não fluem. Eu começo o texto e a preguiça chega e eu o deixo de lado e ele vira mais um dos moradores do rascunho desse blog. Isso aconteceu com este, mas por sorte, ele conseguiu sair de lá.

Pois sim, esse post vem com a intenção de se fazer entender o que está acontecendo comigo, talvez uma necessidade mais minha do que alheia, ou não. De como foram os meus dias anteriores e porque a misantropia tem sido cada vez mais forte e cada vez menos incômoda.

Inicialmente resolvi escrever porque um template novo merece um post novo ;), rsrs; porque me cobraram, não que isso fizesse uma diferença muito grande ultimamente; e porque eu gosto de escrever, eu me sinto bem, eu gosto de ler o que escrevo depois de um tempo e, não tem a agenda-de-cada-dia esse ano então, só me resta esse espaço, que ainda acho que não trato como deveria, como merece.

Bom, desde que o ano começou as coisas tem sido diferentes, ah vá! Eu acho que 2010 não passou na virada de ano, ele ficou por mais tempo que deveria. Acredito que isso é fruto do semestre da UECE, que só encerrou dia 14/02, impedindo que o ciclo fosse encerrado no réveillon. Tanto é que minha virada foi desanimada e sem graça. Não porque passei em casa, mas porque não me permiti, eu acho, não segui o conselho do Drummond para um ótimo ano novo.

Quando eu fiquei de férias eu quis aproveitar e fazer o que eu mais gosto: Dormir. Ah, eu dormi tanto e ainda durmo! Vou dormi de madrugadas e acordo ao meio-dia e acredite quem quiser, eu sempre quis fazer isso uma vez na vida! Aqui na minha casa as coisas são muito regradas e sinceramente, não sei se isso é muito bom. Fugir à regra é melhor, mesmo perdendo várias oportunidades de resolver as coisas pela manhã, perdendo ligações, ficando desorientada com o tempo, eu adorei fazer isso: desobedecer a normalidade.

Andei pensando sobre isso também, obediência e desobediência... Tenho ideias peculiares sobre isso, não sei se consigo dividi-las com alguém, nem eu mesmo tenho certeza delas nos meus monólogos formadores - que me ajudam a escolher o que serei, no que acreditarei e como lidarei com a sociedade - que estão sendo mais constantes a cada dia. Eu mudei muito em alguns aspectos, e sei que as pessoas não querem nem estão prontas para essas mudanças. As pessoas não gostam de mudança, o diferente causa medo, essa é a realidade. Então com a mudança vem todo o aspecto crítico das pessoas ao seu redor, da impressão nova que você passa a elas e cabe a você se importar ou não. Ou melhor, saber o que realmente merece importância ou é apenas a defesa daquele indivíduo, querendo trazer de volta aquela ideia que você superou. Enfim, não é esse o rumo que quero tomar nesse texto.

Eu também tenho trabalhado no EJC, tem sido bastante interessante toda a experiência que merece um post especial ao fim do ano.

Durante esses dias, em casa de férias, tenho enchido bastante o saco da minha mãe :D e ela o meu, porque eu a amo e sempre que eu tenho a oportunidade eu gosto de "fazer brincadeirinhas bestas" com ela. Nós conversamos no MSN, já que agora temos um roteador e eu não preciso mais sair da cama pra acessar a internet, então ela conversa comigo por ali, rs. As vezes tenho vontade de bloqueá-la, mas sacoméné, não pegaria bem, rs. Te amo mãe! E o que eu mais gosto de fazer é dizer a ela todas aquelas coisas chatas que mães dizem a gente: "Sai desse computador!", "Vai almoçar", "Tu tá asilada mesmo hein?! Vou esconder essa porcaria", rsrs é sensacional! Muito bom ser o outro lado, agora entendo porque ela fala tanto, rs. Outro dos nossos assuntos "preferidos" é o caso dela me sustentar. Eu tenho 19 anos e não trabalho, só como e durmo, porque tô de férias, que eu estudo! ;) E a pressão vem, "Tá bom de arrumar um emprego, hein?". Até o Saulo fala isso, "Arruma um emprego ai, Tico-treco, pra tu me dá grana". As vezes ela brinca dizendo que só pode me sustentar até os 21, que eu tenho que cuidar e eu respondo: cuidar pra quê, se eu ainda tenho 2 anos! ;D. 

O pior dessa situação são duas coisas, que nem são tão piores assim, já que sou boa de contra-resposta - para minha mãe, sou atrevida! - ; 1. Aquele papo: "Quando eu tinha a sua idade...", saco viu ¬¬ , isso é a coisa que ninguém gosta de escutar! Minha mãe um dia veio com essa ladainha...

Ela: Quando eu tinha a sua idade eu já trabalhava.

Eu: Sim mãe, quando tu tinha a minha idade tu me tinha!

Ela: É mas eu tinha um emprego pra te manter, pra comprar o que eu precisava, pra ajudar minha mãe...

Eu: Mas eu estudo.

Ela: Eu estudava, também!

Eu: Mas eu passei em uma universidade pública rapaz, fiz minha parte, o resto vem com o tempo...

E a 2ª conversa "mais legal" é sobre Dinheiro. Ela diz que eu gasto muito, que minha boca é quero isso, quero ir não sei aonde, preciso disso...

Mas minhas necessidades são reais, cara! Eu invisto meu dinheiro em cultura! Eu vou à praia conversar correntes filosóficas, eu vou ao cinema, eu vou ver stand ups, eu vou a shows e eu gosto disso, eu me acho no direito, se é que se pode dizer isso. Todos tem direito ao lazer, e eu me divirto assim.

Outro lance que rolou nesses tempo, foi ter medo. Eu tive medo de me esvaziar, de perder minha intensidade para com as coisas. Eu tenho estado bastante misantrópica ultimamente. Não é só o lance de ser abusada e etc., mas de não gostar mesmo de ter que fazer o social, nem em casa. O pior desse momentos é que ninguém te entende. Tudo bem que ninguém é obrigado a entender que você tá num dia: "Oi, não tô afim de gente", mas as pessoas não respeitam seu isolamento. Eu me isolo na minha própria cabeça, mas ela não da conta de tudo e eu preciso fugir, fugir de mim as vezes. Eu fugi vendo Supernatural, mas nem isso eu podia faz em paz, porque isso era incômodo para quem estava ao meu redor e isso me deixava muito puta. Sabe o lance, "Não tô roubando, não tô mantando, tô só aqui", pois então eu só ficava vendo, mas isso era ruim, porque eu não descia, porque eu não conversava, porque eu não saía, chegaram ao cúmulo de quase me forçar a sair. Será que ninguém parou pra pensar que eu só queria um tempo longe, longe de toda a obrigação com o exterior?

Quem me conhece sabe que eu odeio obrigações - mesmo elas sendo necessárias - ou melhor, odeio ser forçada a fazer coisas que você "tem que fazer" porque a sociedade te pede. Pra Putaquepariu a sociedade e as leis dela! A sociedade só me fode, só me obriga e só me limita, por que então eu tenho que dá ouvidos a ela?! Por que a gente se acostuma a viver como foi criado e passa isso adiante? Por que devemos responder aos desejos sociais se eles tão pouco se lixando se aquilo me satisfaz?! Talvez sejam indagações egoístas e mesquinhas, mas por que a gente não pode tentar se concertar antes de ter que encarar tudo que te deixa em cacos? E se é em vão ou não, não é do interesse social. Se eu perco meu tempo, ou não, muito menos então, deixe-me viver, porque experiências alheias não me fazem crescer.

Pra completar todo esse momento eu devia tá de TPM. Sim, minhas TPMs são brabas e eu não consigo não mudar, ainda mais, nelas. Eu chorei tanto, mas tanto e pior, ou melhor, eu gostava disso. E eu queria chorar. Eu não gosto que enxuguem minhas lágrimas, se elas caíram deixa que rolem e eu deixei. Eu não estava afim de viajar no carnaval, eu não queria sorrir e curti a folia. Que folia? Eu não via festa ao meu redor. Meus irmãos doentes, um clima pesado dentro de casa. Um ser mais sensível ainda me habitando, eu não quis, foi isso. E eu acho que eu tenho total direito, se querem saber. Tá eu sei que eu sou responsável pelas pessoas que cativo, que essas pessoas muitas vezes sofrem por não entenderem ou não saberem com quem estão lidando. Talvez seja por isso que tantas dão o fora da minha vida, mas é assim que eu consigo identificar quem tá do meu lado. Por favor, isso não é uma prova de resistência. É só o medo, a inconstância e a imaturidade que assumem o controle de vez enquanto.

Ufa! É isso, que acontece comigo. Mas isso não é nem um terço do que eu sinto e penso em relação a tudo ou a qualquer coisa. Eu preciso de conversas mais profundas e confiança intensa pra liberar mais do que isso.


Talvez eu não saiba o que estou dizendo ou fazendo, muito menos porque escolho lidar assim com as situações, mas acredito que isso faz parte de mim e o pior, ou não, disso tudo é que eu gosto de ser assim

"O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Faxina: no quarto, no corpo, na alma, na vivência.

Há muito tempo venho precisando de uma faxina. Uma faxina daquelas que o Drummond aconselha:


"(...) Renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo. (...) Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. (...) Tá se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar... Hoje é um bom dia para começar novos desafios. (...) Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o "Amor".(...)".


Não sei vocês, mas de vez por outra eu preciso apertar esse botão reiniciar na minha vida. Muitas vezes esse botão vem sendo alguém, alguém que me ajuda a reiniciar a caminhada, que me apoia no momento de "abandonar aquela fase e partir pra outra", como já disse Marcelo Camelo: "pra que minha vida siga adiante".

E seguir adiante é começar de novo ou recomeçar. Eu sempre me afasto das pessoas nos meus momentos misantrópicos, eu já tenho uma cara de antipatia que afasta as pessoas de mim e eu nem acho isso ruim, na verdade. Eu sei que quem gosta de mim não precisa só de um sorriso pra se aproximar de mim, que eu posso dizer "hoje eu tô a cara do abuso" que essas pessoas vêm e me dizem "pois deixa eu te dar uma abraço sua abusada".

Tô tentando começar de novo, nesse momento. Tô tentando acertar, mesmo cometendo burrices, mas eu tô tentando. Apesar de me cansar, de me magoar, de criar expectativas - eu odeio quando eu crio ¬¬ -, vou indo, crescendo e é nos erros que a gente cresce mesmo. Como disse alguém no twitter - sim, no twitter tem coisas que prestam - "Se você quer um arco-íris, tem que suportar a chuva.". Então que chova muito, porque arco-íreis são lindos!

E comecei essa faxina, aos poucos porque eu sou preguiçosa, comecei pelo meu quarto e minhas gavetas. Minha mãe sempre diz que nossas gavetas são reflexos de nossas vidas. Minha gaveta da faculdade tá de férias, nem a abro; minha gaveta "do EJC" tá uma loucura, vou só colocando papel dentro; minha gaveta de roupas tá de pernas pro ar, nem a divisão que eu faço tá sendo mais cumprida; o meu quarto então, não é de menos, vou chegando e completando o amontoado, tá certo que eu consigo viver legal nele, acho minha coisas e tal, mas não tá como tem que ser. Minha vida tá igualzinha, eu sei onde as coisas estão, eu consigo sobreviver nela, mas não é pra ser assim, eu tenho que habitá-la, não posso tá "de passagem".

Essa faxina ainda está em processo, mas só de jogar papeis fora isso me ajuda, me dá força, me mostra que algumas coisas já foram importantes e hoje não são mais. Ainda falta esvaziar o coração, eu não sei se eu sou boa nisso, rs. Eu costumo guardar as pessoas lá e mesmo que elas criem poeira, não as tiro de lá, talvez seja por isso que nunca tô pronta para um novo amor. Mas é isso ai, tem que ver isso ai, rsrs. Sei que sou "apaixonável" e acho que é disso que eu tô precisando pra finalizar essa faxina, preciso me apaixonar, mas por alguém que não seja o Dean Winchester.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

retrospectiva 2010



Ano Novo trás esse lance de reflexão, de lembrar-se do que passou e tentar se organizar para o que nos espera mais na frente. Particularmente, eu gosto muito disso, sinto o clima mais ameno, as lembranças se tornam pássaros que rodeiam nossas cabeças e no fundo a gente percebe que bem ou mal, tudo passa goela abaixo... Como disse Rafael Cortez: "O final de cada ano sempre representa o final de um ciclo. E, ao término desse ciclo, sempre vem outro e mais outro... e sempre melhores que os anteriores, como tem que ser sempre.”.

Em 2010 minha vida foi bem agitada, mais do que eu imaginava. Eu mudei minhas prioridades, meus pensamentos e visões. Eu alterei meus horários, meus hábitos e meus vícios.

Entrei pra Universidade! Tornei-me uma estudante de ensino superior, descobri que quando se é bixo, você não sabe de muita coisa e quando deixa de ser, se não for atrás continua sem saber.
Acho que não dá pra sair de lá sem mudar nada, você passa a querer bem ao lugar onde frequenta; começar a gostar de ver a galera dos outros cursos; de conhecer as pessoas mesmo não falando com elas... Eu aprendi muitas coisas na UECE, não só academicamente falando... Aprendi que não rola não ter um grupo de amigos, não rola empurrar com a barriga ou fazer as coisas nas coxas, tem que estudar mesmo! Vi que os professores podem ser velhas corocas e não saberem de nada; serem doidos varridos e engraçados; serem monstros no que fazem, mas não terem tanta didática assim... Eles podem ser irônicos 100% das vezes que falam com você; eles podem ser lindos, jovens, inteligentes e terem medo de aprender com a gente...
A aula pode ser boa, chata, entediante, divertida, o que vale mesmo é a presença; que Xerox é cara pra caralho; o Parajana é seu companheiro diário, mas raramente não está lotado...

Além da universidade eu não assumi nenhum outro compromisso, entre aspas, mas eu cumpri com algumas coisas que me programo a fazer: Fui aos stand-ups do Marco Luque e do Felipe Andreoli. O Stand-up cresceu pra mim, mas ainda não o desvinculei do CQC, apesar de não assistir ao programa como no ano passado, troquei o CQC por noites de sono, saídas... Mas voltando ao humor, o Ceará trouxe esse ano o Rogério Morgado, o Felipe Hamachi, o Fábio Rabin, o Luís França, o Diogo Portugal, o Adnet e eu não fui a nenhum deles... Tá mais do que na hora de gostar não de quem faz, mas do formato! Vi O Improvável Espetáculo de Improvisação da Cia Barbixas de Humor e adorei! Eu fui a shows que tive vontade, como do Jota Quest, Nando Reis duas vezes, Pitty, Los Hermanos *-*, Paralamas... Cumpri minha meta de assistir a média de filmes que os brasileiros assistem no cinema: 8 (Alice no País das Maravilhas 3D; Remember me; Fúria de Titãs; Eclipse; Comer, rezar e amar; Tropa de Elite 2; Gente Grande; Relíquias da Morte I). Li aproximadamente 15 livros, entre eles: Harry Potter E As Relíquias Da Morte, O Menino do Pijama Listrado,Lua Nova, Eclipse, Amanhecer, Nunca Antes na História Desse País, Eu Sou o Mensageiro, A Última Música e estou lendo Pequena Abelha e Nick e Norah #culturamodeon.

Alguns acontecimentos tiveram também uma importância a mais durante o ano, eu passei no concurso do IBGE, eu fiz parte do Censo 2010 [/lixa. Trabalhei durante uns 3 meses. Percebi que tenho um sério problema de ânimo. No começo, "dou o gás", mas com o tempo me desmotivo e isso atrapalha meu desempenho. Devo ter cuidado com isso no futuro.

Eu paguei um mico na internet, fazendo parte do Projeto Sub Mundo pro Danilo Gentili e ele cagou pro vídeo, hahaha. Mas o melhor de tudo foi conhecer pessoas como a Cinthia Ribeiro e a Gabriele e dividir com elas o amor pelo louco do Danilo e pelo Los Hermanos - lê-se Amarante -; conversar com elas naquele Ceará Music e sentir um pouco mais deles através delas foi incrível! 


Eu votei pela primeira vez e meu voto trouxe consequências pesadas, mais pra mim do que para o Brasil. Foi uma das coisas que mais me tocaram em 2010, as últimas lembranças dos heróis da infância se extinguindo...


Eu sou OFICIALMENTE Madrinha de Crisma da Priscyla e isso é muito importante pra mim, apesar dela não pedir a benção sempre --'', mas eu sei a responsabilidade que esse cargo trás, quero ter orgulho dele e fazer com que ela nunca se arrependa de ter me escolhido.

E para completar os fatos mais importantes, fui convidada para assumir a Equipe Dirigente EJC no ano de 2011, o ano mal começou e milhares de coisas já me lotam. Meus amigos reclamam da minha agenda lotada e o Paulo Filho, vulgo Rafinha Bastos me apelidou de Oprah, #podeumnegóciodesses?!

No plano mais pessoal, as coisas melhoraram muito de um modo geral. Minha família enfrentou algumas crises, brigas e desentendimentos, mas aos poucos eu consigo me colocar no lugar do outro e isso é muito importante para um relacionamento diário. Algumas amizades se consolidaram de vez, como as Pimponas. Não tenho palavras pra descrever a relação e a importância de cada uma delas na minha vida. A Priscyla viveu ano de pré-vestibular... Mas como eu sou a piormelhoramigadomundo, eu continuei contando minhas angústias e crises a ela; continuei ligando e passando horas no telefone! (Se ela não passar a culpa não é minha :P, hahaha) Eu também fui uma boa amiga né, dividir amor, amparo, vivência. Dei dicas, livros, carões... Com a Priscyla é desde sempre e para sempre ♥. Os Malucos'Beleza, como intitulei os meninos que estudaram comigo no São Vicente, continuam firmes e fortes na parceria, apesar de não ser a amiga que eles merecem... E descobri que as Meninas da UECE não são só as meninas que fazem trabalho comigo - elas são grandes amigas também! Isso também vale para o Adriano, o João, o Léo, a Lívia, a Mariana, o Lucas que não é mais só o irmão da Priscyla, o mesmo vale pra Luiza que não é só a irmã do Dudu, que foram especiais em algum ou vários momentos de 2010. E que falar dos amigos de sempre e para a vida toda? Meus irmãos, o Saulo, o Vitor, a Sarah e mesmo os mais distantes, que sempre são uns amores comigo, o Bruno, o Rafael, o Nereu, o Gui. Manter essas relações em 2010, no meio de toda minha correria e desorganização, foi um desafio. Teve gente que não aguentou e zarpou, e eu lamento muito. Aos que toparam seguir comigo sabendo que os próximos anos serão ainda mais intensos, fica a promessa: tentarei, na medida do possível, não faltar tanto e ser a(s) Jéssica(s) que vocês precisam e querem ter.


Quanto aos homens, eu não tive muito sucesso... Eu não sou fácil! Esse foi o ano de me encantar muitas vezes por personagens de filmes, livros e seriados, eu fantasiei demais e deixei o real passar. Tornei-me um tanto exigente e isso me faz fechar o ano (mais uma vez) sem marido - mesmo pegando o buquê em um casamento -, namorado, paquera, esquema, "papel". Mas tô feliz. Sei que coisas boas estão me aguardando e esse ano eu refleti pra não repetir erros e evitar trocar os pés pelas mãos.


Quero terminar esse último texto do ano agradecendo a todos que fizeram desse blog um espaço de leitura e entretenimento. Lamento ter escrito pouco, mas isso foi reflexo do ano atribulado que tive. Espero que todos tenham uma ótima virada de ano e que façam de 2011 uma maravilha de 365 dias inesquecíveis! 

Drummond disse uma vez que para um Ano Novo "Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que, por decreto de esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações..." só precisamos saber que dentro de si cada um sabe onde buscar o que nos faz feliz.

O que de melhor aconteceu na sua vida? E o que você vai deixar pra trás, nem quer olhar? Amou muito? Sofreu? Chorou?

Adeus ano velho, feliz ano novo ♫

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Photo Collage



Fiz essa montagem de fotos utilizando o Photo Collage. Tem um pouco de mim aí: meus amigos, minha família, vários momentos importantes registrados.
Consigo ver aniversários, matrícula na universidade, momentos na igreja, praias, eventos escolares e acadêmicos, réveillon, shows... Tantas recordações que despertam um sorriso, que relembram uma sensação boa... Nessa época de fotos digitais, não vamos deixar de revelar nossas fotos!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meme - Lembranças

Fiz um meme de novo. Esse, como o anterior eu pesquei do Poison, da Rafa.
Há 10 anos:
• Estava na 2ª série e havia mudado de colégio.
• Eu fui aluna padrão.

• Eu comecei a gostar de um menino que não me daria bola por mais 3 anos.
• Eu era abestada e novata, as meninas me faziam de gato e sapato e me "forçavam" a fazer "coisas más".
Há 5 anos:
• Minha melhor amiga foi morar na puta que pariu no Pará.
• Nasce meu irmão.
Sofri muito com "amizades" e aprendi uma lição pra vida toda.
• Tive meu primeiro amigo-professor.
• Comecei a ficar mais amiga da minha mãe.
• Desde o a ano anterior sabia que queria ser jornalista.
Há 2 anos:
• Eu estava no 1º ano do Ens. Médio e adorava conversar e ver as "aventuras" dos meninos do 3º.
• Eu escrevi todos os dias na minha agenda.
• Eu tinha teoricamente um romance.
• Eu descobria meus atuais amigos .
• Eu gostava de mais um menino que não gostava de mim.
Há 1 ano:
• Terminei o 3º ano do Ens. Médio.
• Eu responsabilizei uma única pessoa por meu destino amoroso e isso não deu muito certo. 
• Tive meu primeiro trabalho de coordenação no EJC.
• Fiquei de recuperação em Química e Biologia.
• Fiz mais uma amiga-professora.
Ontem:
• Fui sentada até a UECE no Parajana!
• Fiz planos para uma surpresa de aniversário.
• Comi pastel do HM.
• Menstruei.
• Tive raiva dele.
Hoje:
Não fui à missa que "deveria".
• Montei a surpresa do tal aniversário com umas amigas.
• Fiz meu primeiro trabalho da faculdade.
• Participei de um "CHATeando" com o @rafinhabastos e me diverti muito!
• Conversei com o um amigo que está distante no MSN e consegui lembrar do cheiro o perfume dele, de mil novecentos e antigamente, que ficava nas minhas blusas, na época.

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