quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Birra

Eu já contei aqui que eu tenho uma lista com várias coisas que eu quero contar aqui, mas dessa vez eu não quero contar nenhuma delas. Não que elas não sejam importantes, mas que eu não tô com saquinho pra fazê-las. Tenho que contar novidades, eu como sempre atrasada por aqui, mas também não é isso.
Na verdade, eu não sei do que falar, ou seja esse é mais um texto chato e prolixo, que roda, roda e não chega em lugar nenhum - essa é a hora de fechar a janela #ficadica.

Bem dramático até agora né? rsrs Pois bem, era tudo enrolação enquanto não vinha inspiração.
Gosto muito de escrever aqui. É uma satisfação saber que pessoas lêem o que escrevo, que se identificam, que apreciam meu jeito, porque essa sou eu. Mas é muito difícil escrever sem saber a reação de vocês. É como dar aula, como o professor vai saber a quantas anda a turma se ela não responde à ele. Tudo precisa de um retorno e se eu não o tenho de vocês. Eu posso até ter o que contar, mas não tenho empolgação pra fazê-lo.
Preciso saber se tá dando certo, se vocês concordam com o que penso ou se discordam e o porquê disso, logicamente.

Então, faço como uma menina birrenta que sou, só volto se sentirem minha falta, se o que escrevo aqui é realmente importante. Ou não, talvez eu volte porque quero dividir com vocês minhas coisas, quem vai saber?

Aguardo resposta.

Jéssica Maria.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sentimental

Eu sei que estou em falta com vocês, mas estou mais em falta comigo mesma.
Como eu já disse, agora eu tenho um tumblr, ele já não tem o mesmo endereço de antes, hoje ele é "anônimo". Lá eu escrevo outros tipos de coisas e além de gostar mais do tipo de publicação desse outro domínio, tenho passado mais tempo lá, me encontrado mais lá.
Na verdade, eu quis fugir. É eu quis sim, eu queria não ter que encarar a realidade, não ter que me confrontar comigo mesma. Mas o chato é que uma hora ou outra isso tem que acontecer. A fuga só serve como intervalo, pra você respirar, beber uma água e se preparar, pronto. Estou pronta.

Pois bem, chega de melosidades, o que me fez escrever esse post foi uma descoberta! Lembram-se que a quase um mês atrás eu escrevi um post dizendo que buscava por uma música que traduzi-se o que eu sentia/sinto? Ele era algo como uma música querida, mas ainda não a "escolhida", essa se chama Sentimental, também dos Los Hermanos.
Confesso que Sentimental foi uma das últimas músicas deles que aprendi, que conheci. Acho que é por isso que não a percebi na "primeira busca". Pra terem uma idéia, só a escutei porque tocou no show que eles fizeram no SWU, e queria saber cantar todas as músicas no Ceará Music (conto depois), além do que sempre tive preguiça de buscá-la, mesmo ela sempre sendo alvo da maioria dos elogios que escuto sobre a banda.

O quanto eu te falei?
Que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar
Falar do que foi pra você
Não vai me livrar de viver

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar

De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir

Ela é mais sentimental que eu
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais

"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

Essa é uma das músicas mais difíceis e complexas que  eles têm. Isso porque proporciona diversas interpretações. Tem gente que acha que fala de uma relação pai-filha; tem que ache que é um casal e ainda quem considere a hipótese de um triângulo amoroso. Mas como já dizia Rodrigo Amarante: "Nossas músicas não são enigmas a serem desvendados. Arte não é pra ser entendida e sim sentida, interpretada. Se existe uma lacuna ela é pra ser preenchida."


Pra mim, trata de um relacionamento entre um casal, talvez um ex-casal.
Ele diz que já havia avisado a ela que as coisas mudariam, apesar de sempre ser o mesmo. Ela tenta guiá-lo para dar um rumo a relação, mas ele não acha que falar do que foi pra ela, nas outras experiências, não vai livrá-lo de passar por elas no relacionamento. 
Ele é um cara sentimental, relembra que tentou prevení-la, mas não foi o suficiente para evita o que aconteceu.
De tanto ele repetir o mesmo pensamento ela acabou criando uma confusão sobre o que ele realmente sentia e ocorreu um grande mal entendido. Ela fez desse mal entendido razão para que as coisas se perdessem entre o que sentia com ele e o que pensava quando estava sozinha.
Ele acaba notando que ela é mais sentimental que ele. Por amá-la, ele quer que ela fique bem, e respeita o tempo que ela precisa, mesmo que isso o faça sofrer mais.
Ela está confusa não sabe se vai não direto ao assunto e busca os mínimos detalhes do que já tinha ouvido antes dele de maneira displicente ou ela simplesmente aceita os fatos, abandonando sua singularidade, que tanto desperta interesse nele e correndo risco de ser rejeitada.
Ele reforça a idéia que não quer perdê-la, que deseja tê-la ao seu lado. 
Ele sabe que isso não é tão simples, mas ele quer preservar suas lembranças e poder fantasiar e rir, imaginando qual será a decisão dela no futuro.

Depois de escutar tanto essa música, tanto pela letra a ser aprendida, quanto pela melodia que pede que se repita, eu notei que não existe outra que não respondesse pelo que passo. Assim como no caso de Pierrot, eu não sou apenas uma das personagens da música, eu consigo me encontrar tanto no papel dele, quanto no dela, daí vem a complexidade que está também na interpretação.
E você, como interpreta?

sábado, 9 de outubro de 2010


Não é que seja exatamente corajoso, meu coração tem é isso de bom: não ocupa espaço com mágoas e, com o tempo, ele se tornou desmemoriado pra assuntos de frustração. Quando me dou conta, lá está ele amando de novo, sorriso de orelha a orelha, com tal frescor que parece que nunca foi ferido. Dá, sim, pra ver uma cicatriz aqui e ali, outras mais adiante, que cicatriz não morre, mas ele não liga. Nem eu. Não é que seja exatamente teimoso, meu coração tem é isso de bom: gosta de amar. Eu também.

Ana Jácomo

Eu

Eu triste sou calada

Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente


Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia 


Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua


Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil


Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.

— Martha Medeiros

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Playlist?

• A Outra;
• Cara Estranho;
• De Onde Vem a Calma;
• Vencedor;
• Último Romance;
• Condicional;
• Casa Pré-Fabricada;
• O Velho e o Moço;
Assim Será;
• A Flor;
• Fingi na Hora de Rir;
• Todo Carnaval Tem Seu Fim;
•Sentimental
• Veja Bem, Meu Bem;
• Morena;
• Retrato pra Iaiá;
• Moça;
• Samba a Dois;
• Conversa de Botas Batidas;
Morena;
• Dois Barcos; 
• Deixa o Verão;
• O Vento;
• Primeiro Andar; 
• Do Sétimo Andar.

Será que nesse pedaço de papel tem as músicas que me farão cantar, chorar, gritar, rir, calar, pensar 
dia 16/10?
Espero, com toda fé, que sim.

Chega dia 16, deixa que os Los Hermanos cantem uma última vez pra mim...

História de Amor

"Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. 


Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você.

Eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger.

Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos.

Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria.

Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria.

Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando, e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor."
Isabella Ferian

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Choices


"Cada escolha que fazemos,decepcionamos alguém.
Só temos q ter cuidado para não decepcionar as pessoas erradas!"
(Click -2006)

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