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segunda-feira, 8 de março de 2010

Escolhas...


Como no belo texto do Bial, publicado anteriormente. Passei por situações que me cobraram decisões...
"... Mas este sempre foi o meu jeito. Tomar decisões era parte dolorosa pra mim, a parte que me angustiava."
Nos últimos dias, eu tive que escolher o que eu realmente iria ser quando crescesse. Explicando: Depois que veio o resultado da UFC, onde eu não estava aprovada, tive que escolher o que fazer.
Podia fazer cursinho no Ari (à tarde, caso eu também não passasse na UECE) ou no FB (à noite caso eu passasse). Entretanto, decidir entre essas opções traria consequências maiores e, eu não fazia a mínima ideia de qual delas eu queria na minha vida.

Se eu fosse pro Ari, eu provavelmente não poderia cursar a UECE, já que algumas cadeiras são no turno da tarde. Caso eu escolhesse o FB, provavelmente, eu não faria nem um bom "Pré-Vestibular", nem uma boa Faculdade, já que seria escrava do cansaço e da rotina. Junto com a dúvida, vieram as opiniõeso que cada um pensava que era melhor pra mim, já que eu não sabia.

Dividida entre dois dos grandes cursinhos de Fortaleza, estava também divida entre as opiniões das pessoas que são importantes pra mim. De um lado minha Mãe e alguns parentes e amigos que dividiam a mesma opinião que ela: defendiam que eu deveria agarrar a oportunidade da UECE, que eu deveria tentar entrar depois jornalismo, ou quem sabe, ficar no FB e se esforçar pra dar conta. Mas algumas indagações vieram a minha cabeça, eu vou ser frustrada? Vou desistir do meu sonho?

Do outro lado minha Tia, que contava com o apoio da minha melhor amiga e de alguns amigos e primos: achavam que tenho que lutar pelo que quero e não deixar me acomodar pelas as circunstâncias. Achavam que eu deveria ir estudar no Ari, que é um bom colégio e eu ainda tenho a oportunidade de ter uma pessoa pagando a parte financeira. Nesse momento eu penso: E se eu não tiver outra chance? Se eu não passar?


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

UFC

Dia 25 de janeiro, quase meia-noite. O som ligado, aquela música distante, o sono quase se apoderando totalmente de mim... De repente, aquela música que não vinha do rádio - tava escutando Atlântico Sul FM (103,9) - "Bad Romance", meu celular!

Atendi quase que automaticamente, pensando: "bem feito, quem manda dormir com o celular embaixo do travesseiro".
- Alô?
- Jéssica, tava dormindo?
- Não, tava não... Que foi?
- Jéssica, eu não passei no vestibular...

Olhei de quem era o número: uma das minhas amigas. Acordei de verdade.
-  Foi... Nossa... Que pena... já saiu hoje?
- Aham, algumas das meninas passaram, mas eu e outra não passamos...
- Xii... e tu viu a minha?
- (Silêncio)
- TU VIU SE EU PASSEI?
- É melhor tu ver...
- Tá... Vou ver agora...

Quando desliguei o celular, toda aquela esperança já tinha se perdido 80%. Abro a porta do quarto, o telefone da minha casa toca. É meia-noite, deve ser uma boa notícia, quase não consigo atender... Mas era só meu tio, do lado de fora, pedindo que abrissem o portão.

Fui pro computador, lógico que o site da UFC não abriu. Entrei no MSN pra ver se tinha alguém que tinha visto... Pessoas falaram comigo assim que entrei. Uns chateados porque não tinham passado outros contentes, pois haviam sido aprovados... E eu ali, na angústia, com meus 20% se perdendo a cada respiração...

- Já conseguiu ver Jéssica?
- Ainda não, tá congestionado.
- Quer que eu te fale? Ou tu quer ver?
- [1% de esperança encontrada] Eu quero ver.
- ARQUIVO UFC APROVADOS.pdf
- Eu não passei...
-Pois é...

[...]

Foi a sensação mais estranha da minha vida. Eu não tava triste, eu não tava feliz, eu tava VAZIA!
Continuei a ler a lista, reconheci alguns nomes... Era muito egoísmo meu ficar triste, tanta gente que eu conheço estava aprovada...

Só fui dormir lá pras duas horas da manhã... Não conseguia, as lágrimas caiam em silêncio. E na cabeça, pensamentos, emoções e sentimentos se misturavam. Mandei SMS pras pessoas que estavam esperando pelo resultado, que acreditaram, torceram por mim: minha mãe, meus tios e amigos.

No outro dia, minha mãe me deu colo, abraço, disse que eu não deveria desanimar, ir atrás... Fiquei deitada, as pessoas ligavam, minha vó atendia e contava de ontem - ela tava do meu lado no momento que recebi a notícia.

Fui à casa das minhas amigas, parabenizá-las... Uma delas disse que tava com medo de falar comigo, porque eu disse que se não tivesse passado, não queria ver ninguém, não queria nada... Mas até que me saí bem. Mas mesmo assim tive que lidar com os comentários da minha avó sobre como outras pessoas acordavam às 4h pra estudar...

Vi meu resultado individual, 116. Subi 78 posições, mas ainda assim, não foi o suficiente. Minhas notas todas acima da média, mas ainda assim, não foi o suficiente... Ah, chorei muito, muito mesmo. Liguei pro povo chorando, tentei falar com as pessoas, mas não saía nada... Minha mãe veio me acalentar, ficou comigo, conversamos... as coisas foram se acalmando e eu fui dormir... Ah, mãe da gente é um caso sério né? As pessoas me mandaram mensagens de motivação e eu fui entendendo as etapas da vida e aceitando o tempo de Deus.
Quem estava vivo viu.

domingo, 31 de janeiro de 2010

UECE

Dia 24 eu fui fazer a prova da UECE. Alguns amigos vieram pegar carona comigo, afinal nossos locais de prova eram longe Bagarái. Chegamos bem cedo lá, ficamos conversando, tava com saudade deles... Entrei na sala faltando 15 min para o início da prova. Não levei relógio e isso dificultou um pouco... 
Comecei fazendo a prova de História, de cara só fiz 2 questões. Depois voltei para a prova de Português, que tinha um conto longo, mas muito bom. Quando o fiscal entregou o gabarito, ou seja, 1 hora de prova, eu me desesperei, só tinha feito essas 16 questões. Comecei a correr contra o tempo. Fiz 3 ou 4 questões de Matemática tendo certeza do acerto, fiz História lendo com calma e só não tinha certeza de uma questão. A de Geografia, eu fiquei com medo, sempre me atrapalho em detalhes...
Além de tudo isso, o pessoal começou a sair, a menina que tava do meu lado passava as folhas muito rápido, apagava altos cálculos de física e química e isso ia me deixando nervosa... Acabei não levando Física muito a serio não. Fiz o que eu achava, o que eu lembrava, eu não estudei, eu não lembrava as fórmulas com certeza, então... eu só podia ir na intuição. Química, deu preguiça de fazer, tava cansativo, chato, demorado... Eu chutei a metade. Biologia tava uma bobagem, mas como eu não tinha estudado, fui fazendo o que eu lembrava. Español era a última a da preguiça, a do foda-se... mas fiz o que dava sem texto e fui ler o texto, uma besteira...
Terminei 11:45 - se estivesse com relógio poderia ter tido mais calma...-
Encontrei com um amigo assim que abri a porta, ele me trouxe em casa em 20 min. Dei mó sorte!
Quem estava vivo viu

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O ano do Vestibular

Acho que o 3º ano é um dos anos mais importantes das nossas vidas. É o ano em que você tem que saber o que quer da vida e o que vai ser da sua vida. Como se não bastasse, você tem que fazer uma "prova" que vai te responder tudo isso e dizer se você estar apto para o mundo.

Eu fiz meu 3º ano em um colégio onde estudei desde a 8ª série - atual 9ª. Lá eu vivi muitas experiências maravilhosas e aprendi que a arte de educar vai muito além da sala de aula. Fiz amigos que quero levar pra vida toda e chorei e sorri diversas vezes "o importante é que emoções eu vivi ♪".

Hoje falta menos de 24h para o resultado mais importante da minha vida, nesse momento: A aprovação no vestibular da UFC para o curso de Comunicação Social/Jornalismo. Eu espero realmente ser aprovada, mas eu já nem sei o que sinto. O medo já foi e o nervosismo me abala, fazendo com que meu coração bata desgovernadamente.

Espero que tanto eu quanto os meus amigos possamos ter sucesso e conquistar essa nova etapa. Quem viver verá.

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