terça-feira, 28 de agosto de 2012

19 Coisas que Você Precisa Entender Antes de se Relacionar com Alguém

Muitos relacionamentos estão fadados ao fracasso porque os envolvidos ainda não resolveram questões pessoais antes de dividi-las com outras pessoas. É a velha – porém extremamente sábia – história: impossível ser feliz com alguém se você não faz ideia de como ser feliz sozinho. Quando duas metades cheias de questões mal resolvidas se juntam, os problemas se multiplicam e se fortalecem. Por isso, hoje temos aqui uma lista de fatos sob os quais você precisa ter consciência antes de sair se jogando nos braços de outra pessoa em busca de uma cura indireta para os seus problemas:

1. O universo te dá aquilo que você busca. Se você não sabe o que busca, ele te dará qualquer coisa. E há grandes chances de você não gostar delas.

2. Suas questões internas não podem ser resolvidas com soluções externas. Você possui todas as respostas dentro de você – basta querer ouvi-las.

3. Solidão é algo inevitável. Nascemos sozinhos e morreremos assim também. Se tivermos sorte, acharemos alguns acompanhantes para a viagem – mas eles serão livres pra trocar de rota quando quiserem.

4. Pensar e mexer nas feridas é uma das coisas mais dolorosas da vida, por isso muitas pessoas fogem dessas tarefas. No entanto, só aqueles que enfrentam seus fantasmas conseguem se libertar deles.

5. Se você só acredita no seu potencial quando ouve um elogio de alguém, então há algo errado na sua vida.

6. Pessoas sempre te tentarão convencer de que relacionamentos felizes, sem briga, e com parceria são raridade. Não acredite nelas.

7. O ego é o grande responsável por boa parte das nossas dores. Livre-se dele se puder.

8. Oportunidades existem para todos. No entanto, somente aqueles que andam com a antena ligada conseguem captá-las.

9. Enquanto você viver buscando a perfeição no outro, jamais será feliz pois é impossível encontrá-la.

10. Esteja consciente de cada passo seu. Só quem anda com consciência consegue ver as coisas menos óbvias da vida.

11. Quando você entende que o amor não é permanente, você passa a valorizar mais cada dia pois sabe que ele pode ser o último.

12. Cada pessoa com a qual você cruza na rua tem uma história e seus fardos pessoais. Não as julgue.

13. Só consegue viver uma existência leve, quem consegue praticar o perdão. Perdoar não quer dizer necessariamente dar outra chance, mas sim eliminar a mágoa do seu coração.

14. A duração das coisas é irrelevante. A profundidade é tudo o que importa.

15. Os problemas das nossas vidas são criados pela gente.

16. Abandone a ideia de que tudo tem que se encaixar e que tudo vai ser sempre uma absoluta harmonia. Isso só existe em contos de fada.

17. Ciúme não tem absolutamente nada a ver com amor. Se você não acredita nisso, então provavelmente nunca entendeu o que é amar de verdade.

18. O amor é o grande alimento pra alma. Mas você não precisa necessariamente amar outras pessoas – qualquer forma de amor, direcionada a qualquer ser, é válida.

19. O amor tem que te permitir ser livre. Nunca se contente com menos.

sábado, 25 de agosto de 2012

Canção das Mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo e sua culpa.
Que se eu começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.  
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha que estou tendo muita paciência com você!".
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária  que se abre pra mim, por mais tola que pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim, reclamando: "Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!".
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: "Pôxa, mais um?".
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro- filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lya Luft

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Era Óbvio


Música linda linda da Marisa, que escutei por acaso na minha playlist hoje. Incrível como as respostas sempre estão perto de nós, ao nosso alcance, a gente só não enxerga porque não quer mesmo ver.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais do Mesmo

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?


O Agosto, o agora

Quando ele a chamou para ir à sua casa, ela já sabia que aquilo tinha 50% de chance de acontecer.
Na verdade, se não fosse ali, logo seria em outro lugar. Por quê? Porque as coisas se encaminhavam pra isso, desde as conversas que haviam tido há um mês, desde a fuga de pijamas e todas as outras coisas que ela conhecia nele. 
Ela se deixou levar, afinal, não é só ele que anda perdido, carente e desajustado no mundo. Além disso, ela já tinha evitado tanto, durante todo o ano passado, durante os outros encontros, durante todos os momentos de fragilidade que dividiram desde o fim, há quatro anos. Chegara a hora de ceder.
O que aconteceu foi que ela se deixou levar pela sedução dele, que não teve muito trabalho, na verdade. Foi abraçando, beijando o ombro, a bochecha, a boca...
E ela beijou sua boca. Beijou e beijou. 
Coisa boa é redescobrir beijo, é como começar de novo, mesmo sabendo que ali, perdido entre línguas, dentes e saliva, alguma coisa é conhecida, algo já te fez bem, mesmo há um bom tempo. 
Coisa boa também é descobrir coisas novas, com pessoas velhas. A barba rala dele arranhava o rosto dela, e depois arranhou o peito, de um jeito muito bom, um jeito quente que fazia com que ela quisesse mantê-lo ali, por perto. Suas penas enroscadas, demonstrando proximidade e mais intimidade do que naqueles quatro "meses oficiais". Ele tinha mãos pacientes nas horas certas e efusivas nas horas mais certas ainda...
Mas o melhor, foi o que veio depois, ela saiu dali com uma consciência amiga, tranquila, sem medo, ligada no presente, não no futuro, e acredite, nem no passado. 
Foi tudo um presente efêmero do agora.

Sentir e falar

Eu sou assim, gosto de falar o que sinto. 
Ficar chorando, escondida, vivendo a melancolia até é uma das minhas práticas,vez por outra, mas transmitir meu sentimento é uma das coisas que acompanha esses momentos. 
Eu sempre disse que não consigo gostar de alguém, ou sofrer por alguém sem que essa pessoa saiba do meu sentimento. Sustento a teoria que se estou sentido, no caso sofrendo, não posso sofrer "pro nada", o mínimo que o dito cujo tem que saber é que me faz aquilo. 
Alguns dizem que isso é uma bobagem, dizem até que é uma fraqueza e talvez seja mesmo, mas é uma das minhas características mais fortes. 
Ruim é quando não consigo fazer isso. 
Nunca pensei que me expressar fosse um problema, sei que muitas vezes meus pensamentos confusos confundem minha fala, mas ainda assim, não gosto de sentir, principalmente de sentir sozinha. 
O problema é quando não consigo falar... 
Estou com raiva e ele não sabe, na verdade, não sei nem se passa na cabeça dele. Ele não me conhece, mas ainda assim acha que "uma força maior" nos liga. Essa força maior não me trás grandes benefícios, na verdade só dificulta o processo. 
Como eu queria ter coragem de dizer tudo o que sinto, o que senti e o que me magoa. Queria magoá-lo como ele fez a mim, queria que minhas palavras doessem nele como as suas ações doem em mim. 
Queria poder dizer tudo que sinto, sem me preocupar com a profundidade que as minhas palavras atingiriam seu coração, queria que "essa força maior" não fosse importante, mas ela é e eu não posso fugir disso. 
Talvez, o que me faça chorar seja a confusão que a raiva, a mágoa e o amor têm nessa relação. 
Eu queria abandoná-lo, assim como ele fez comigo, mas não consigo. 
Não consigo porque sou melhor que ele. Porque cresci sabendo quem não queria me tornar, e porque apesar de tudo que senti e de todas as consequências que tive e ainda tenho que enfrentar eu o amo e me preocupo em não ferir com tanta intensidade seu coração. 
Às vezes, me pergunto por que as relações humanas assinam contrato por nós. Eu os amo, amo os dois de verdade. Todavia, amo mais a ela, claro, afinal, ela consegue silenciar e acho incrível como as pessoas como ela sofrem em silêncio, não as admiro, mas respeito sua força, não tenho coragem de carregar sozinha algo que não foi criado só por mim. 
Que cada um assuma sua responsabilidade nos sentimentos, nas criaturas, na dor. Que eu aprenda a calar em relação a isso tudo, caso eu não tenha coragem de enfrentar meu maior medo ou que eu o enfrente e assuma a responsabilidade da minha escolha e enfim, tire esse azedume do meu peito e assim possa tratar, com efeito, essa dor e abrir espaço aqui por dentro pra novos sentimentos, porque a mágoa é pesada e ocupa espaço demais.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O escritor

Tem gente que é apaixonada por jogador de futebol, cantor ou até um ator de cinema. Tem fã que tatua a cara do indivíduo no corpo, joga calcinha no palco ou ataca ele na rua. Quem nunca sonhou com um Miroslav Close pra dividir o sorvete ou ainda alguém como Ryan Lochte te acompanhando em um passeio pelo shopping, quem nunca quis ter Rafael Nadal falando ao seu ouvido? 

Eu já, apesar de só um desses três ser bom com uma bola nos pés. Também já fui completamente encantada e até prometi em casamento Chris Martin e Frejat. Lógico que já desejei ter sonhos impublicáveis com Jared Padelecki ou/e Jensen Ackles. Acho que isso é completamente normal. 
Mas, porque sempre tem um porém nas minhas histórias, acho que sempre soube dividir bem possibilidade de realidade, quer dizer, teve o caso do Thiago Pereira, mas vou relevar nesse momento... 

Uma coisa interessante nessa história toda é que apesar de ter um chamego com esses homens lindos, eu nunca me vi casada com nenhum deles, nem na vida fictícia. Ao planejar o futuro nunca quis que os pais dos meus filhos fossem atletas lindos ou famosos ídolos. Desde a 6ª série, quero ser esposa de um escritor. 


Já disse mais de uma vez aqui que, pessoas que escrevem bem, ou melhor pessoas que conseguem deixar um pouco de si no que escrevem me encantam muito e isso não é de hoje. Fui alimentando essa história, fantasiando, até o ensino médio. Foi ai que limitei mais ainda a coisa, disse que não bastava ele escrever, ele tinha de ser jornalista! É jornalista, porque era o que eu desejava fazer e era lá que eu queria encontrá-lo, apressadinha, não? 

Mas do mesmo jeito que o jornalismo não veio pra mim, ele também deixou de ser um pré-requisito pro meu escritor. Acho que quando a pessoa escreve bem, ela não precisa ser jornalista, melhor ainda se não for, eu acho, porque leva a escrita por prazer, por atividade da alma, por alimento do intelecto. 

Nunca me apaixonei por nenhum escritor em particular, não consigo. Acho que gosto de cada história de um jeito particular e não pelo modo como seu dono a fez, mas tenho amigos que me deixam imensamente feliz cada vez que me escrevem um recado em papel de bala ou em um guardanapo amassado. 

Me escrevam, me encantem e vamos construir juntos nossa história! :*

domingo, 5 de agosto de 2012

Viver



"É aquela coisa que todo mundo sabe e repete sempre: a vida não é fácil. Crescer não é fácil. A gente acha que uma hora tudo vai se estabilizar e a vida vai ser um comercial de margarina muito bem produzido e que tudo sempre vai dar certo e no fim todo mundo é feliz para sempre.

Não.

É bom que coisas novas aconteçam na vida, porque viver sempre a mesma coisa é chato pra caramba. No meio do caminho, coisas ruins acontecem e é bom todo mundo estar preparado. Acho que ninguém deveria ser criado pra viver um conto de fadas. O mundo não é um conto de fadas. Depois fica um bando de gente louca e traumatizada por aí e ninguém sabe o porquê.

E nem é discurso pessimista nem nada. Só acho que é muito mais legal e desafiador aceitar que a vida é difícil e justamente por isso, viver caçando as coisas boas que fazem tudo valer a pena. Você pode ter uma semana de merda, mas dentro disso, meia hora que te faça ter certeza de que você não poderia estar em outro lugar no mundo. São aqueles pequenos instantes de vida que a gente sabe na hora que vai carregar pra sempre.

E não adianta, sempre vai me doer ver as pessoas transformando tudo em sofrimento sem enxergar o bando de coisas legais que tem pra viver por aí."

Marina Dias

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