sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quando a vida nos obriga a mudar

O escritor desse texto é tímido e bobo demais para revelar sua identidade, na verdade, aposto que ele acha sedutor ser um enigma. Ainda assim, vou respeitar o seu pedido de não ser identificado, só por ter sido corajoso em enfrentar meu desafio e principalmente, porque ele é um dos meus escritores favoritos.

"Eu como leitor assíduo do blog da minha grande amiga Jéssica Maria B, gostaria de escrever sobre um tema em que, muitas vezes, não paramos para refletir a respeito, apenas sentimos seu efeito em nossas trajetórias pessoais, trata-se da inconstância de vida. Muitas vezes tendemos a pensar que a “nossa estabilidade” e que o “nosso mundo” vão sempre continuar da mesma forma: família, trabalho, relacionamentos, amigos, faculdade e etc.

No entanto existem situações que literalmente “nos fazem perder o chão”, que nos levam do céu ao inferno ou do inferno ao céu em poucos segundos, são nesses momentos que necessitamos demonstrar coragem para enfrentar os novos desafios. Pode ser um novo amor, a perda de um ente querido, uma promoção no emprego ou algum drama existencial, o importante é sabermos que viver é um exercício de dinamismo, que o mundo e, consequentemente, nossas opções se transformam a cada instante.


Da mesma forma que a vida tem a característica da transitoriedade, ou seja, viver é processual - e que ora estamos em harmonia com tudo e com todos e ora nos vemos inebriados pelo caos -, acredito que no íntimo de cada pessoa, estamos a todo o momento revendo conceitos, mudando de atitudes ou reafirmando convicções. A característica que eu mais gosto de observar nas pessoas é a capacidade que alguns têm de se reinventar, de se transformar, “de mudar para continuar o mesmo”. Algumas mudanças acontecem aos poucos, são imperceptíveis, enquanto outras transformações são abruptas, facilmente identificáveis, condicionadas por experiências vividas. 

Então acho que é isso: “o mundo muda quando você muda” e “você muda quando o mundo muda”. Nem sempre estamos preparados para descobrir que a nossa fortaleza de concreto é na verdade um teto de vidro, mas são nestas situações, que paramos, pensamos, assimilamos o golpe e seguimos em frente. Porque a mudança nem sempre é planejada e nem sempre é agradável, entretanto mudar torna-nos mais fortes e, em muitos casos, melhores. Viver é dialético, continuamos os mesmos, mas de maneira diferente. Por fim a cada mudança, em cada transformação, seja ela boa ou má, carregamos as cicatrizes de uma batalha vencida e a esperança em tempos melhores."

Você, que se sentiu convidado a escrever aqui, sinta-se à vontade, entra em contato comigo e na próxima sexta pode ser o seu texto na tag escritores. Vem experimentar o outro lado, vem ser além do leitor, vem ser a mudança!

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