domingo, 17 de agosto de 2014

sobre egoísmo, velórios e amor.

Somos muito egoístas. A gente faz as coisas mais pela gente do que pelo outro. Todo mundo é assim.
Por exemplo, a minha avó fala que temos que ir a enterros, pois se não nos lembramos de ninguém não seremos lembrados. Mas, para mim, a hora de fazer isso não é no velório, é durante toda a vida. Ainda assim, nós vamos.
Porque quando vamos a um velório estamos enterrando um pouco de nós mesmos, um pouco da nossa vida aos olhos daquela pessoa que já se foi. Também vamos à velórios para mostrar a quem continua vivo que a ele ou ela não está sozinho, que aquele que morreu só existe agora dentro de nós, que continuamos vivos, de forma singular.
A única maneira que encontro para fugir do egoísmo é amando. Mas amando de uma forma altruísta, o que é muito difícil, já que até no amor estamos mais preocupados em ser amados, em ter nosso sentimento correspondido à altura.
Para vencer o egoísmo temos que amar. Amar a liberdade do outro, amar até o egoísmo do outro. Simplesmente amar.

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