quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sobre amor e sexo.

"Uma vez ouvi (ou devo ter lido):
“Não desperdice a palavra amor”. O pedido vinha seguido de frases que o enfatizavam. Era um pedido cansado de alguém que deva ter se ferido muito – como eu já me feri, ou você, leitor.
Não desperdiçar a palavra amor… mas como? – pensei. O ser humano é rascunho de algo que ele nunca vai ser. É só um punhado de carbono lutando pra ser um punhado de carbono melhor e a imagem idealizada do amor nos torna isso. Tem gente que nunca encontrou e tem gente que acha que encontrou e está feliz assim.
Já o sexo… o grande vilão. É ele quem assume a culpa quando o amor não existiu. “Era só sexo?” – dizem as moças desconsoladas. “Era só sexo” – afirmam os garanhões que não têm coragem. O sexo tem cheiro de de menta, para encobrir o cheiro dos órgãos. E de morango, e de chocolate e de rosas… O sexo é o laranja do amor. Ele assume as consequências e protege o coração. É-SÓ-SEXO tem sido a frase mais ouvida nas grandes metrópoles. As pessoas estão cansadas de se ferir e ferir alguém e fazem SÓ-SEXO.
Desculpem-me os chorosos e decepcionados, os amargurados, os desacreditados, os de coração ferido e os frios. Mas devo me meter e dar meu bedelho: não desistam do amor e não desistam do sexo. Não são eles que os tornam vivos, mas a procura incessante de sua melhora. O amor constrói e o sexo mantém.
Não sofram, ou sofram um pouquinho sim. Porque no fim das contas, meus amigos, o coração é só mais uma parte do corpo, assim como uma boceta ou um pau. Lavou tá novo."
Leila Germano

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