sábado, 12 de março de 2011

O que está acontecendo?

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo? ... ♫ "


Pessoas queridas,

sei que estou ausente nesse recinto. Mas como escrevi no fim do ano passado, já não tenho tanto tempo disponível. Ou até tenho, mas não sei usá-lo, as palavras não fluem. Eu começo o texto e a preguiça chega e eu o deixo de lado e ele vira mais um dos moradores do rascunho desse blog. Isso aconteceu com este, mas por sorte, ele conseguiu sair de lá.

Pois sim, esse post vem com a intenção de se fazer entender o que está acontecendo comigo, talvez uma necessidade mais minha do que alheia, ou não. De como foram os meus dias anteriores e porque a misantropia tem sido cada vez mais forte e cada vez menos incômoda.

Inicialmente resolvi escrever porque um template novo merece um post novo ;), rsrs; porque me cobraram, não que isso fizesse uma diferença muito grande ultimamente; e porque eu gosto de escrever, eu me sinto bem, eu gosto de ler o que escrevo depois de um tempo e, não tem a agenda-de-cada-dia esse ano então, só me resta esse espaço, que ainda acho que não trato como deveria, como merece.

Bom, desde que o ano começou as coisas tem sido diferentes, ah vá! Eu acho que 2010 não passou na virada de ano, ele ficou por mais tempo que deveria. Acredito que isso é fruto do semestre da UECE, que só encerrou dia 14/02, impedindo que o ciclo fosse encerrado no réveillon. Tanto é que minha virada foi desanimada e sem graça. Não porque passei em casa, mas porque não me permiti, eu acho, não segui o conselho do Drummond para um ótimo ano novo.

Quando eu fiquei de férias eu quis aproveitar e fazer o que eu mais gosto: Dormir. Ah, eu dormi tanto e ainda durmo! Vou dormi de madrugadas e acordo ao meio-dia e acredite quem quiser, eu sempre quis fazer isso uma vez na vida! Aqui na minha casa as coisas são muito regradas e sinceramente, não sei se isso é muito bom. Fugir à regra é melhor, mesmo perdendo várias oportunidades de resolver as coisas pela manhã, perdendo ligações, ficando desorientada com o tempo, eu adorei fazer isso: desobedecer a normalidade.

Andei pensando sobre isso também, obediência e desobediência... Tenho ideias peculiares sobre isso, não sei se consigo dividi-las com alguém, nem eu mesmo tenho certeza delas nos meus monólogos formadores - que me ajudam a escolher o que serei, no que acreditarei e como lidarei com a sociedade - que estão sendo mais constantes a cada dia. Eu mudei muito em alguns aspectos, e sei que as pessoas não querem nem estão prontas para essas mudanças. As pessoas não gostam de mudança, o diferente causa medo, essa é a realidade. Então com a mudança vem todo o aspecto crítico das pessoas ao seu redor, da impressão nova que você passa a elas e cabe a você se importar ou não. Ou melhor, saber o que realmente merece importância ou é apenas a defesa daquele indivíduo, querendo trazer de volta aquela ideia que você superou. Enfim, não é esse o rumo que quero tomar nesse texto.

Eu também tenho trabalhado no EJC, tem sido bastante interessante toda a experiência que merece um post especial ao fim do ano.

Durante esses dias, em casa de férias, tenho enchido bastante o saco da minha mãe :D e ela o meu, porque eu a amo e sempre que eu tenho a oportunidade eu gosto de "fazer brincadeirinhas bestas" com ela. Nós conversamos no MSN, já que agora temos um roteador e eu não preciso mais sair da cama pra acessar a internet, então ela conversa comigo por ali, rs. As vezes tenho vontade de bloqueá-la, mas sacoméné, não pegaria bem, rs. Te amo mãe! E o que eu mais gosto de fazer é dizer a ela todas aquelas coisas chatas que mães dizem a gente: "Sai desse computador!", "Vai almoçar", "Tu tá asilada mesmo hein?! Vou esconder essa porcaria", rsrs é sensacional! Muito bom ser o outro lado, agora entendo porque ela fala tanto, rs. Outro dos nossos assuntos "preferidos" é o caso dela me sustentar. Eu tenho 19 anos e não trabalho, só como e durmo, porque tô de férias, que eu estudo! ;) E a pressão vem, "Tá bom de arrumar um emprego, hein?". Até o Saulo fala isso, "Arruma um emprego ai, Tico-treco, pra tu me dá grana". As vezes ela brinca dizendo que só pode me sustentar até os 21, que eu tenho que cuidar e eu respondo: cuidar pra quê, se eu ainda tenho 2 anos! ;D. 

O pior dessa situação são duas coisas, que nem são tão piores assim, já que sou boa de contra-resposta - para minha mãe, sou atrevida! - ; 1. Aquele papo: "Quando eu tinha a sua idade...", saco viu ¬¬ , isso é a coisa que ninguém gosta de escutar! Minha mãe um dia veio com essa ladainha...

Ela: Quando eu tinha a sua idade eu já trabalhava.

Eu: Sim mãe, quando tu tinha a minha idade tu me tinha!

Ela: É mas eu tinha um emprego pra te manter, pra comprar o que eu precisava, pra ajudar minha mãe...

Eu: Mas eu estudo.

Ela: Eu estudava, também!

Eu: Mas eu passei em uma universidade pública rapaz, fiz minha parte, o resto vem com o tempo...

E a 2ª conversa "mais legal" é sobre Dinheiro. Ela diz que eu gasto muito, que minha boca é quero isso, quero ir não sei aonde, preciso disso...

Mas minhas necessidades são reais, cara! Eu invisto meu dinheiro em cultura! Eu vou à praia conversar correntes filosóficas, eu vou ao cinema, eu vou ver stand ups, eu vou a shows e eu gosto disso, eu me acho no direito, se é que se pode dizer isso. Todos tem direito ao lazer, e eu me divirto assim.

Outro lance que rolou nesses tempo, foi ter medo. Eu tive medo de me esvaziar, de perder minha intensidade para com as coisas. Eu tenho estado bastante misantrópica ultimamente. Não é só o lance de ser abusada e etc., mas de não gostar mesmo de ter que fazer o social, nem em casa. O pior desse momentos é que ninguém te entende. Tudo bem que ninguém é obrigado a entender que você tá num dia: "Oi, não tô afim de gente", mas as pessoas não respeitam seu isolamento. Eu me isolo na minha própria cabeça, mas ela não da conta de tudo e eu preciso fugir, fugir de mim as vezes. Eu fugi vendo Supernatural, mas nem isso eu podia faz em paz, porque isso era incômodo para quem estava ao meu redor e isso me deixava muito puta. Sabe o lance, "Não tô roubando, não tô mantando, tô só aqui", pois então eu só ficava vendo, mas isso era ruim, porque eu não descia, porque eu não conversava, porque eu não saía, chegaram ao cúmulo de quase me forçar a sair. Será que ninguém parou pra pensar que eu só queria um tempo longe, longe de toda a obrigação com o exterior?

Quem me conhece sabe que eu odeio obrigações - mesmo elas sendo necessárias - ou melhor, odeio ser forçada a fazer coisas que você "tem que fazer" porque a sociedade te pede. Pra Putaquepariu a sociedade e as leis dela! A sociedade só me fode, só me obriga e só me limita, por que então eu tenho que dá ouvidos a ela?! Por que a gente se acostuma a viver como foi criado e passa isso adiante? Por que devemos responder aos desejos sociais se eles tão pouco se lixando se aquilo me satisfaz?! Talvez sejam indagações egoístas e mesquinhas, mas por que a gente não pode tentar se concertar antes de ter que encarar tudo que te deixa em cacos? E se é em vão ou não, não é do interesse social. Se eu perco meu tempo, ou não, muito menos então, deixe-me viver, porque experiências alheias não me fazem crescer.

Pra completar todo esse momento eu devia tá de TPM. Sim, minhas TPMs são brabas e eu não consigo não mudar, ainda mais, nelas. Eu chorei tanto, mas tanto e pior, ou melhor, eu gostava disso. E eu queria chorar. Eu não gosto que enxuguem minhas lágrimas, se elas caíram deixa que rolem e eu deixei. Eu não estava afim de viajar no carnaval, eu não queria sorrir e curti a folia. Que folia? Eu não via festa ao meu redor. Meus irmãos doentes, um clima pesado dentro de casa. Um ser mais sensível ainda me habitando, eu não quis, foi isso. E eu acho que eu tenho total direito, se querem saber. Tá eu sei que eu sou responsável pelas pessoas que cativo, que essas pessoas muitas vezes sofrem por não entenderem ou não saberem com quem estão lidando. Talvez seja por isso que tantas dão o fora da minha vida, mas é assim que eu consigo identificar quem tá do meu lado. Por favor, isso não é uma prova de resistência. É só o medo, a inconstância e a imaturidade que assumem o controle de vez enquanto.

Ufa! É isso, que acontece comigo. Mas isso não é nem um terço do que eu sinto e penso em relação a tudo ou a qualquer coisa. Eu preciso de conversas mais profundas e confiança intensa pra liberar mais do que isso.


Talvez eu não saiba o que estou dizendo ou fazendo, muito menos porque escolho lidar assim com as situações, mas acredito que isso faz parte de mim e o pior, ou não, disso tudo é que eu gosto de ser assim. 

"O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Faxina: no quarto, no corpo, na alma, na vivência.

Há muito tempo venho precisando de uma faxina. Uma faxina daquelas que o Drummond aconselha:


"(...) Renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo. (...) Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. (...) Tá se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar... Hoje é um bom dia para começar novos desafios. (...) Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o "Amor".(...)".


Não sei vocês, mas de vez por outra eu preciso apertar esse botão reiniciar na minha vida. Muitas vezes esse botão vem sendo alguém, alguém que me ajuda a reiniciar a caminhada, que me apoia no momento de "abandonar aquela fase e partir pra outra", como já disse Marcelo Camelo: "pra que minha vida siga adiante".

E seguir adiante é começar de novo ou recomeçar. Eu sempre me afasto das pessoas nos meus momentos misantrópicos, eu já tenho uma cara de antipatia que afasta as pessoas de mim e eu nem acho isso ruim, na verdade. Eu sei que quem gosta de mim não precisa só de um sorriso pra se aproximar de mim, que eu posso dizer "hoje eu tô a cara do abuso" que essas pessoas vêm e me dizem "pois deixa eu te dar uma abraço sua abusada".

Tô tentando começar de novo, nesse momento. Tô tentando acertar, mesmo cometendo burrices, mas eu tô tentando. Apesar de me cansar, de me magoar, de criar expectativas - eu odeio quando eu crio ¬¬ -, vou indo, crescendo e é nos erros que a gente cresce mesmo. Como disse alguém no twitter - sim, no twitter tem coisas que prestam - "Se você quer um arco-íris, tem que suportar a chuva.". Então que chova muito, porque arco-íreis são lindos!

E comecei essa faxina, aos poucos porque eu sou preguiçosa, comecei pelo meu quarto e minhas gavetas. Minha mãe sempre diz que nossas gavetas são reflexos de nossas vidas. Minha gaveta da faculdade tá de férias, nem a abro; minha gaveta "do EJC" tá uma loucura, vou só colocando papel dentro; minha gaveta de roupas tá de pernas pro ar, nem a divisão que eu faço tá sendo mais cumprida; o meu quarto então, não é de menos, vou chegando e completando o amontoado, tá certo que eu consigo viver legal nele, acho minha coisas e tal, mas não tá como tem que ser. Minha vida tá igualzinha, eu sei onde as coisas estão, eu consigo sobreviver nela, mas não é pra ser assim, eu tenho que habitá-la, não posso tá "de passagem".

Essa faxina ainda está em processo, mas só de jogar papeis fora isso me ajuda, me dá força, me mostra que algumas coisas já foram importantes e hoje não são mais. Ainda falta esvaziar o coração, eu não sei se eu sou boa nisso, rs. Eu costumo guardar as pessoas lá e mesmo que elas criem poeira, não as tiro de lá, talvez seja por isso que nunca tô pronta para um novo amor. Mas é isso ai, tem que ver isso ai, rsrs. Sei que sou "apaixonável" e acho que é disso que eu tô precisando pra finalizar essa faxina, preciso me apaixonar, mas por alguém que não seja o Dean Winchester.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Naqueles dias...

Não, eu não estou menstruada. Eu estou ''emo", rs - não sei o que é pior.

Desde ontem algo me consome, e me faz distante. Eu sempre tenho dessas coisas, não é estágio da TPM nem nada, é só enjôo do mundo, sei lá.

Quando eu tô assim eu só quero ficar só, sozinha vendo um filme, sozinha na internet - escrevendo/lendo, sozinha na cama, sozinha pensando. Eu incorporo todos os meus pensamentos e os reavalio.

Isso não quer dizer que eu tô triste, por isso não sei se "emo" é a descrição correta, só que eu tô com abusinho sentimental. Não quero papo, não quero colo, não quero ter que me doar, não quero cuidar de quem cativei, não quero nada além de mim mesma. É, é isso.


Eu passei o dia vendo Supernatural *-*, desisti de duas festas e fiz um bolo de chocolate :9

Eu não tô triste, tô cansada. Cansada da mesmice, das pessoas, do "ter que se importar", "ter que falar", "ter que sorrir".

Não sirvo pra ser simpática, fazer o social, meu lance é a misantropia.

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