quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

espetáculo

Em momentos de medo e insegurança procuramos a melhor maneira de nos defender. Algumas pessoas afastam aquilo que lhes fazem mal, outras se disfarçam, vestem máscaras e fogem do que lhe assustam e poucas enfrentam esse medo.

No post anterior o strip-tease é dividido em etapas. Eu reflito de maneira pessoal que venho "me despindo" há algum tempo:

1. A máscara.
Costumamos demonstrar só o que temos de melhor. Ninguém sai expondo suas fraquezas, suas falhas, seus erros... Só demonstramos a beleza, a felicidade, a força, e isso cansa! Cansa tanto pro "ator" quanto pros espectadores. Vez por outra eu me pego pensando nisso e percebo o quanto tenho abuso dessas máscaras que muitas vezes usamos. Às vezes, pode ser só timidez, uma defesa particular, vai saber... Nomeei as coisas que mais detesto nas pessoas e cinismo e falsidade ganharam em disparada. Acho interessante quando a pessoa "dá a cara a tapa", mostra quem é, demonstra suas inseguranças e é explicito com seus sentimentos.

2. Arrogância e Pudor.
Eu acho que sou bem arrogante às vezes e sei que isso não é legal. Quem trata as pessoas com arrogância não respeita o próximo e contribui para uma sociedade sem escrúpulos, com diferenças, totalmente contra os valores que se prega. Muitas vezes a arrogância vem junta com o orgulho e aí que a coisa desanda. O ser orgulhoso pode precisar de você em um momento crucial, mas prefere ficar sem realizar o projeto a pedir ajuda ou dar o braço a torcer. Ceder é bom às vezes sabem...
No caso do pudor, eu não acho que sou despudorada, rsrs Eu sou bem ajustada e resolvida nesse sentido, sinto desejos, vontades, como toda e qualquer jovem, mas eu sei lidar com eles e eles não me frustram nem me sufocam, pois é assim que me sinto quando tem algo que me deixa angustiada.

3. Medo
Acho que minha máscara do medo ainda está em mim. Não consigo lidar bem com o amor, talvez porque não o tenha encontrado com tanta intensidade. Eu tenho medo de gostar das pessoas e de perdê-las logo adiante. Por isso me protejo e não me entrego totalmente. Crio barreiras que ainda não foram superadas...

Sei que a cada reflexão me conheço mais e isso me torna mais mulher e mais viva! As experiências sempre trazem lições e com calma, todas as respostas são reveladas.

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