segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ausência "forçada".


Por ser uma pessoa metódica (que utiliza um sistema para realizar suas tarefas, no sentido mais comum, que usa método como forma de organização pessoal e profissional), não consigo postar de outros computadores.
Só do meu eu sinto liberdade, intimidade e calma. Só dele a inspiração não foge.
Em resumo, eu estou sem o meu computador e não consigo desenvolver nenhum dos textos que pretendo escrever aqui.
Espero que  o problema se resolva o mais rápido possível ou que eu supere essa bobagem.
Grata e saudades disso tudo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meme - Lembranças

Fiz um meme de novo. Esse, como o anterior eu pesquei do Poison, da Rafa.
Há 10 anos:
• Estava na 2ª série e havia mudado de colégio.
• Eu fui aluna padrão.

• Eu comecei a gostar de um menino que não me daria bola por mais 3 anos.
• Eu era abestada e novata, as meninas me faziam de gato e sapato e me "forçavam" a fazer "coisas más".
Há 5 anos:
• Minha melhor amiga foi morar na puta que pariu no Pará.
• Nasce meu irmão.
• Sofri muito com "amizades" e aprendi uma lição pra vida toda.
• Tive meu primeiro amigo-professor.
• Comecei a ficar mais amiga da minha mãe.
• Desde o a ano anterior sabia que queria ser jornalista.
Há 2 anos:
• Eu estava no 1º ano do Ens. Médio e adorava conversar e ver as "aventuras" dos meninos do 3º.
• Eu escrevi todos os dias na minha agenda.
• Eu tinha teoricamente um romance.
• Eu descobria meus atuais amigos ♥.
• Eu gostava de mais um menino que não gostava de mim.
Há 1 ano:
• Terminei o 3º ano do Ens. Médio.
• Eu responsabilizei uma única pessoa por meu destino amoroso e isso não deu muito certo. 
• Tive meu primeiro trabalho de coordenação no EJC.
• Fiquei de recuperação em Química e Biologia.
• Fiz mais uma amiga-professora.
Ontem:
• Fui sentada até a UECE no Parajana!
• Fiz planos para uma surpresa de aniversário.
• Comi pastel do HM.
• Menstruei.
• Tive raiva dele.
Hoje:
• Não fui à missa que "deveria".
• Montei a surpresa do tal aniversário com umas amigas.
• Fiz meu primeiro trabalho da faculdade.
• Participei de um "CHATeando" com o @rafinhabastos e me diverti muito!
• Conversei com o um amigo que está distante no MSN e consegui lembrar do cheiro o perfume dele, de mil novecentos e antigamente, que ficava nas minhas blusas, na época.

sábado, 29 de maio de 2010

Galochas Amarelas

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". 
Será? Às vezes eu me canso da minha própria inconstância. É difícil ser assim tão volúvel. Me perco em mim mesma. É difícil NÃO querer agradar os outros. Me importo com a aprovação alheia. Quero ser querida, desejada, admirada e, se possível, amada! Não sei analisar muito bem isso: seria insegurança, carência, baixa-estima, egocentrismo, vaidade? Não sei. Só sei que sempre fui assim. Não me conheço de outro jeito. E isso não é bom.
Ser desse jeito provoca em mim uma avalanche de sensações e, como também sou muito passional, acabo agindo sem pensar. Essas emoções ou sensações chegam de maneira violenta e mudam a todo momento, sem nenhuma razão aparente. Quando vejo já fiz. Já fiz a cagada.
Ligo pra alguém de madrugada, declaro sentimentos que não tenho, julgo como idiota um cara bacana, me enlameio de chocolate, julgo como bacana um cara idiota, conquisto e perco pessoas. E sempre me arrependo, sempre. Me julgo.
Quero mudar. Quero viver essa transformação. Quero amadurecer. Parece que eu já tô passando do verde pro podre. Por que insisto em continuar adolescente? Isso aqui não é a Terra do Nunca! Não quero mais me sentir como uma garota de 14. Neste momento, pela primeira vez na minha vida, isto se faz necessário: quero ter 18 anos!
Quero ir a mais shows, uma blusa decotada e um bar com os amigos! Quero botar meus planos em prática, ao invés de ficar apenas perdendo madrugadas. Quero me arrepender menos. E se for pra me arrepender, que seja de algo novo.
Não quero que a carência me mova, pelo menos não com tanta intensidade e inconsequência. Quero SABER o que realmente quero. Ser dona de mim, guiar a minha vida. Chega de ir com a maré. Mesmo porque o mar tá brabo, além de muito poluído.”

Esse texto parece tanto comigo, que eu me pergunto se não fui que escrevi. Ele é de uma desconhecida! Uma mulher de cabelos vermelhos e galochas de plástico amarelas. Muito bonita, do tipo que chama a atenção, também o vermelho com o amarelo, enfim... Ela perdeu o seu caderno quando descia de um trem na Estação Pinheiros (São Paulo), em 2007. Quem achou o tal caderninho foi a Mônica Iozzi, do post anterior. O caderno era na verdade um diário. Um tesouro herdado pela Mônica, por acaso. Nunca soube o seu nome. Assim como a Mônica, divido aqui um pedaço do tesouro que deve ser esse diário. Espero que ela me perdoe, também…

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