quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Julia e Sofia


Naquela madrugada, eles conversaram muito. 
Julia contou a Levi como era seu curso, disse estar muito feliz em estudar política, direito e economia. Mas sabia o quanto a parte da sociologia e história era importantes. Ela disse que estava com vontade de fazer francês também, já que ele fazia. 
Levi disse que tinha aprendido muita coisa, que esperava que ela também descobrisse, na hora certa. Disse que tinha conhecido pessoas espetaculares, e que isso tinha sido o mais importante.
- E a Sofia? Você não vai me contar sobre ela?
- Como? Você a conhece?
- Não, pessoalmente. O Samuel que costuma falar que você está com ela.
- O que o Samuel tem haver com minha vida... - Levi pensou alto.
- Nada, oras. É só o fato de ele ser seu irmão e responder com quem você anda quanto eu pergunto... 
- Ah... Você pergunta por mim Julia?
- Claro, apesar de você não perguntar por mim, porque eu também perguntei isso ao Samuel...
O clima ficou mais denso. Levi ficou desconcertado, em silêncio. Ele não perguntava por ela porque não sabia como perguntar, Samuel sempre tira conclusões precipitadas de suas falas.
- Tudo bem, eu não te culpo. Sei que estraguei nossas tardes no tapete - ela sorriu envergonhada -. Eu sinto saudade de você Levi...
- Eu também Julia. Sabe o que é você não puder mais escutar Engenheiros porque te lembra uma pessoa?!
Ele deu uma gargalhada, mas ela ficou séria. 
- Você não queria lembrar-se de mim? 
- Claro que queria. Mas só da Julia que deitava comigo, cantava comigo, brigava comigo, da Julia cheia de si, como diria o Samuel. Não da Julia nervosa, tensa, que só quer saber de termodinâmica. Eu queria essa Julia, que olha nos meus olhos agora, que tem cheiro de flor quando sorri. 
- Levi... eu quero te dizer uma coisa. 
Ela se aproximou dele e quando estava próximo de beijá-lo, disse baixinho, encostando-se aos lábios dele: - Se você sair correndo depois disso, eu nunca mais olho na sua cara.
Eles sorriram. E ficaram juntos até o nascer do sol. Ele sempre teve vontade de agarrá-la como ela fez com ele. Isso era o melhor de Julia, ela parecia com ele de uma maneira bem melhorada. Eles ficaram abraçados, trocaram carícias, risadas, histórias, canções! 3x4 foi a música que escolheram pra memorizar aquele momento, ela tocou uma, duas, três vezes! E juntos, eles cantaram: “Feitos um pro outro, feitos pra durar. Uma luz que não produz sombra... Somos o que há de melhor. Somos o que dá prá fazer. O que não dá pra evitar, E não se pode esconder”.

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